Tintas e Revestimentos – Produtores globais de espessantes sintéticos montam operação local

Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

Há vários anos estruturado sobre três grandes categorias de produtos – cada qual com suas características e aplicações –, o mercado de espessantes e agentes modificadores da reologia de tintas evolui tecnicamente nos itens relacionados à sustentabilidade dessa indústria, crescentemente interessada em insumos ambientalmente amigáveis.

Mas, considerando apenas os aspectos comerciais, esse mercado deverá se tornar muito mais competitivo no Brasil, onde recentemente aportaram dois importantes produtores multinacionais de espessantes e agentes reológicos para tintas. Um deles é o grupo de origem britânica Elementis – até então aqui presente via representante –, que há cerca de dois meses anunciou a aquisição da Watercryl, indústria especializada em aditivos para tintas com fábrica localizada no interior do estado de São Paulo.

Outro, a multinacional de origem francesa Coatex, que quase simultaneamente comprou a Resicryl, cuja presença é mais intensa no segmento das resinas, mas que agora terá sua planta, instalada em Araçariguama-SP, direcionada para fazer também agentes de reologia.

Integrante do grupo Arkema, a Coatex operava no Brasil basicamente fornecendo carbonato de cálcio para um fabricante de slurry. E, produzindo aqui os espessantes, deixará de pagar a alíquota de 14% para importar seus agentes de reologia para o mercado nacional. Paralelamente, reduzirá de maneira bastante significativa os valores relacionados ao frete desses produtos, nos quais a água responde por aproximadamente 2/3 da composição.

Química e Derivados, Pedro Medeiros, Gerente-geral de vendas e marketing da Coatex para as Américas do Sul e Central, Tintas e Revestimentos
Pedro Medeiros: produção local vai redzir custos para clientes

A produção local, crê Pedro Medeiros, gerente-geral de vendas e marketing da Coatex para as Américas do Sul e Central, constituirá diferencial bastante relevante na disputa do mercado brasileiro de espessantes: “Várias empresas já testavam nossos produtos e os aprovavam, mas diziam não poder bancar o custo da importação”, ele justifica. “Além disso, o grupo Arkema produz também os monômeros usados nos espessantes, e esse será outro diferencial”, ele acrescenta.

A Coatex, adianta Medeiros, deve iniciar a produção local de espessantes no primeiro trimestre de 2013. Inicialmente, fabricará apenas os produtos com base acrílica, e seguirá trazendo do exterior os uretânicos. “Os uretânicos demandam uma massa crítica mínima que ainda está sendo formada no mercado brasileiro”, justifica.

A Dow também importa seus espessantes uretânicos, mas já produz aqui tanto a maioria dos acrílicos quanto os tradicionais celulósicos. E, atenta à crescente competitividade, investe em novidades: “Estamos trazendo uma linha nova, totalmente isenta de solventes, com maior teor de sólidos e baixa viscosidade. Essas características facilitam a geralmente complexa incorporação dos uretânicos às tintas”, conta Fabiana Manzano, gerente de marketing de aditivos da Dow.

Também estão sendo lançados aqui, prossegue Fabiana, dois novos modificados acrílicos, que a Dow comercializa com a marca Primal, destinados a produtos adequados para índices elevados de diluição. “Produtos com alta diluição – de aproximadamente70% – são usados principalmente por construtoras, mas estão cada dia mais presentes no varejo”, diz a gerente de marketing.

Além da Dow, os produtores internacionais do ramo de espessantes recém-chegados ao Brasil precisarão enfrentar outro concorrente multinacional já com produção local: a Basf. “Estamos consolidando toda a linha de aditivos para tintas, considerando a recente aquisição da Cognis, e isso oferece excelentes possibilidades na seleção de produtos adequados às distintas aplicações”, destaca Katia Braga, gerente de formuladores e aditivos dessa empresa para a América do Sul.

Química e Derivados, Katia Braga, Gerente de formuladores e aditivos da Basf, Tintas e Revestimentos
Katia Braga: avança a consolidação da linha de espessantes

Na Basf, conta Katia, a oferta de espessantes e agentes de reologia inclui, além das linhas acrílicas e uretânicas, argilas comercializadas com a marca Attagel.

A vez do PU – No atual mercado de espessantes e agentes de reologia para tintas, prevalecem de maneira quase absoluta os produtos denominados associativos, cabendo àqueles qualificados como celulósicos – onipresentes antes do surgimento dessa nova categoria – apenas alguns nichos mais específicos.

Embora a tecnologia dos uretânicos pareça ganhar espaço no conjunto dos associativos, o grande volume de negócios ainda pertence aos acrílicos, entre os quais se destacam, de maneira muito acentuada, aqueles confeccionados com a tecnologia Hase, capaz de lhes conferir características hidrofóbicas (ver quadro com os diferentes tipos de espessantes).

Normalmente, explica o especialista Luís Manuel Mota, da consultoria LM Coatings Adviser, o monômero base dos espessantes acrílicos é o acrilato de etila, reagido com outros monômeros funcionais, que lhes conferem as características de viscosidade (alto ou baixo cisalhamento), e fazem parte do know-how de cada fabricante (que normalmente resguarda as informações relativas a esse monômero). “São também acrílicos, mas com radicais que lhes conferem funcionalidade, e fazem interação com o polímero”, especifica Mota.

Mas os fabricantes de agentes de reologia olham agora de maneira muito atenta para os uretânicos. E o PU desses espessantes, esclarece Mota, difere daquele das tintas poliuretânicas (mais empregado em aplicações industriais). No espessante, ele detalha, o PU é fornecido em um único componente; e nas tintas poliuretânicas há dois componentes que reagem durante o processo de cura: um contém um polímero com grupos hidroxílicos e o outro, um catalisador com grupos NCO.

Aptos a conferir maior resistência química às tintas, os espessantes uretânicos ainda são utilizados basicamente em produtos premium, mas Mota prevê: embora sejam mais caros, eles serão crescentemente aproveitados. “Nem todas as tintas premium usam uretânicos, e eles talvez passem logo a aparecer mesmo nas tintas standard”, pondera o consultor.

Medeiros, da Coatex, também projeta maior uso dos produtos elaborados com PU, que, segundo ele, “melhoram sobremaneira a construção e o nivelamento do filme”. Mas, em determinados casos, ele ressalta, pode ser interessante recorrer aos acrílicos; por exemplo, em mercados nos quais a aparência cremosa da tinta na lata constitui um diferencial valorizado pelos consumidores. “Um bom acrílico proporciona isso”, ele diz.

Química e Derivados, Luís Manuel Mota, Especialista da consultoria LM Coatings Adviser, Tintas e Revestimentos
Luís Manuel Mota: mercado tende a usar mais os aditivos uretânicos

Há, porém, diz Mota, também uretânicos capazes de conferir essa característica de cremosidade na embalagem. “A razão de se usar mais acrílicos é basicamente o custo, em geral ele custa metade do preço do uretânico”, enfatiza.

Já os celulósicos, comenta Mota, são hoje menos usados porque geram tintas produtoras de maiores quantidades de respingos, em comparação àquelas formuladas com espessantes associativos, quando aplicadas com rolos. “Eles são hoje mais comuns nas tintas econômicas e em complementos, como as massas”, ressalta.

Fabiana, da Dow, também fala em uso mais intenso dos celulósicos na produção de massas. E nesse segmento do mercado de espessantes, a empresa hoje trabalha mais com linhas à base de HEC (hidroxietilcelulose), em detrimento da CMC (carboximetilcelulose). “Espessantes celulósicos apresentam baixa sensibilidade a surfactantes, conferindo ao filme boa resistência à água; contudo, não contribuem com os mesmos benefícios gerados pelos modificadores uretânicos e acrílicos na melhoria da aplicação da tinta, como nivelamento e eliminação de respingos”, compara.

No mercado do HEC, a Dow terá agora um novo concorrente: os produtos da Samsung Fine Chemicals, que a partir deste ano serão representados no mercado brasileiro pela M.Cassab. Até por seu preço mais elevado – relativamente ao CMC ou mesmo aos espessantes acrílicos –, esses produtos se destinam aos nichos mais focados em performance, avalia William Chiossi, gerente das áreas de tintas, resinas & construção civil, óleos & lubrificantes da Unidade de Negócios de Química Industrial do grupo M.Cassab. “Mas vêm crescendo todos os segmentos de tintas base água nos quais entra o HEC como espessante, com destaque para tintas spray e texturas”, especifica Chiossi.

Evolução sustentável – Avaliados no quesito desempenho, os uretânicos – formulados há mais de uma década – representaram a última grande evolução da tecnologia dos agentes de reologia. Agora, observa Luís Mota, essa tecnologia evolui mais acentuadamente em características relacionadas à sustentabilidade. “Quando surgiram, os uretânicos eram sempre em base solvente, e agora podem ser usados diluídos em água”, exemplifica.

E essa diluição em água, predominante no segmento das tintas imobiliárias, nas quais eles realizam a maior parte de seus negócios (ver box sobre tintas industriais), está no foco principal dos produtores de espessantes e agentes de reologia.

A Evonik, por exemplo, disponibiliza espessantes apenas da linha uretânica e exclusivamente para tintas base água. “Desenvolvemos produtos somente para tecnologias ecologicamente corretas, como base água, utravioleta e altos sólidos”, afirma Sérgio Brito, gerente da unidade de negócios coatings & additives (linha Tego), da Evonik (empresa cujos espessantes são comercializados com a marca Tego Viscoplus).

Segundo ele, embora tanto espessantes de poliuretano quanto acrílicos sejam qualificados como associativos, eles atuam de maneira distinta: “O poliuretano age de maneira independente, não influi na ação do surfactante, enquanto o acrílico precisa de equilíbrio para não influir”, compara Brito.

Também na Coatex, os uretânicos se destinam apenas à base água. E, de acordo com Medeiros, no quesito sustentabilidade, os es-pessantes dessa empresa têm hoje outro grande diferencial: são já totalmente ‘APEO free’, ou melhor, livres de alquilfenóis etoxilados, comuns nas gerações anteriores de espessantes acrílicos, mas hoje em processo de banimento na Europa. “Seguiremos essa diretriz europeia nos espessantes produzidos no Brasil, e isso deverá ser mais um diferencial no mercado local”, ele destaca.

De acordo com Francisco Diniz, gerente de aplicações técnicas da fabricante nacional Denver Resinas, a eliminação de alquilfenóis etoxilados é crescentemente demandada. “Alguns de nossos espessantes já foram reformulados para atender a essa tendência, e o restante se encontra em processo de desenvolvimento e substituição”, comenta.

E também na Denver a oferta de espessantes hoje atende apenas tintas com base água, às quais disponibiliza tanto produtos acrílicos Hase quanto combinações entre acrílicos e uretânicos (Heurase). “Essas duas tecnologias podem ser utilizadas em todos os tipos de formulações de tintas à base de emulsão, mas, por questões de custo/benefício, os formuladores de tintas optam pelo uso de Hase em tintas econômicas e standards, e também nas massas e texturas”, destaca Diniz. “Os espessantes do tipo Heurase têm sido empregados em formulações de produtos da linha premium”, ele acrescenta.

Novas possibilidades – Diversos motivos levam os produtores de agentes de reologia a visualizar amplo potencial de expansão de seus negócios. Fabiana, da Dow, inclui nesse conjunto a expansão do uso dos produtos uretânicos, e a consolidação de nichos, como as tintas aptas a elevadas diluições. Segundo ela, “a Dow vê esse mercado como chave, com grande potencial de crescimento, pois hoje se busca muito a diferenciação no mercado de tintas, e os modificadores conferem diferenciação”.

Medeiros, da Coatex, também cita a expansão dos uretânicos como uma das principais alternativas de expansão do mercado de espessantes. Há, porém, outras: “No Brasil ainda se usam os espessantes celulósicos; pouco, pois os espessantes sintéticos baratearam muito. Mas eles ainda são usados, e podemos crescer ocupando esse espaço”, ele destaca.

Além disso, prossegue Medeiros, em determinadas tintas – especialmente da classe das econômicas –, as dosagens ainda são baixas, e sua elevação pode gerar mais negócios para as empresas do setor. Para ele, “no Brasil, o mercado de espessantes pode crescer até acima do crescimento vegetativo”.

Já a Evonik, observa Brito, oferece seus aditivos uretânicos no mercado brasileiro há apenas cinco anos, e por isso ainda não tem aqui um volume de vendas muito significativo. “Mas vem crescendo a aceitação de nossos produtos, e vem crescendo todo esse mercado, pois cresce o próprio mercado das tintas imobiliárias”, ele ressalta.

E na Denver Resinas, afirma o gerente de vendas Edson Luiz Cimadon, este ano os negócios com espessantes devem ser cerca de 10% superiores àqueles realizados em 2011.

Química e Derivados, Edson Luiz Cimadon, Gerente de vendas da Denver Resinas, Tintas e Revestimentos
Edson Luiz Cimadon: preço baixo mantém altas as vendas dos acrílicos

Atualmente, revela Cimadon, cerca de 95% dos negócios da Denver no mercado de espessantes são realizados com produtos acrílicos. E, para ele, exceto se ocorrer sensível redução dos custos das matérias-primas dos uretânicos, não deve haver por enquanto alterações significativas nessa participação: “Com os preços atuais, fica difícil substituir uretânicos por acrílicos, até porque o que mais cresce atualmente é o segmento das tintas econômicas”, argumenta Cimadon.

 

Necessidades e especificidades – A evolução da tecnologia dos espessantes uretânicos está ampliando novamente a competitividade da tinta como material de cobertura de fachadas externas de grandes edifícios, como salienta Medeiros, da Coatex. Sem contar com garantia extensa para a resistência das tintas, até há pouco tempo as construtoras privilegiavam outras soluções para fachadas, como argamassa mais cerâmica ou tijolo aparente, mas o PU, ao gerar filmes mais duráveis, devolveu esse mercado para as tintas.

E com uma boa reologia, afirma o gerente da Coatex, além de conferir viscosidade e influir em características como o índice de respingamento e durabilidade do filme, pode também solucionar questões capazes de afetar a aparência da tinta nas latas; por exemplo: o surgimento de sobrenadantes (separação de fases), depósito de sólidos, aparência floculada, pigmentos coloridos ascendendo ao topo, e mesmo odor repugnante.

Mas o desempenho do espessante está muito relacionado à qualidade da resina. Se esta for de boa qualidade, o desempenho reológico é potencializado: “Temos um acrílico Hase que funciona tão bem quanto um PU; e na Europa, essa é uma solução real, dada a maior quantidade do binder (emulsão) nas tintas de baixo PVC [conteúdo volumétrico de pigmentos]”, diz Medeiros. “No Brasil, tintas desse gênero ainda estão limitadas a nichos”, compara.

Katia, da Basf, lembra ser possível associar vários produtos na busca de efeitos específicos para cada tipo de tinta. Quando há, por exemplo, maior preocupação com questões relacionadas à estabilidade durante o transporte e a armazenagem, os espessantes do tipo argila ou modificadores de reologia com atuação em baixas taxas de cisalhamento são os mais indicados. “Quando se buscam outras propriedades durante a aplicação, como redução de respingos, melhor transferência e  nivelamento, são indicados produtos que modificam o perfil reológico da tinta para adequar o comportamento em altas taxas de cisalhamento”, finaliza Katia.

Química e Derivados, Principais grupos de espessantes e suas características, Tintas e Revestimentos
Principais grupos de espessantes e suas características. Clique para ampliar
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Linha industrial pede uretânicos

Assim como outras opções am­bientalmente mais interessantes, e que muitas vezes nem utilizam es­pessantes, caso das tintas em pó e de cura por radiação ultravioleta, as tintas à base de água seguem sendo crescentemente demandadas para utilizações industriais, como observa o consultor Luís Mota. “Algumas tintas industriais à base de água necessitam de espessantes e neste segmento os mais utilizados são os uretânicos”, informa.

Fabiana Manzano, da Dow, confir­ma a prevalência dos uretânicos nas tintas industriais base água (naquelas confeccionadas com solvente muitas vezes nem há espessantes, pois as resinas conferem alguma viscosida­de). Os uretânicos, diz Fabiana, “são os indicados para tintas industriais porque não comprometem o flash rust do filme”.

Flash rust, explica, é a corrosão estabelecida no intervalo entre o preparo da superfície e a aplica­ção e cura total do revestimento. “Quando se pinta com revesti­mentos base água sem aditivos contra o flash rust, em poucos minutos podem aparecer pontos de corrosão”, explica. “Os modifi­cadores uretânicos não interferem nesse processo e, por isso, são os mais indicados para revestimentos industriais”, destaca a gerente da Dow.

Embora menor que o segmento imobiliário, o das tintas industriais também apresenta oportunidades de expansão para os produtores de espessantes: “Com o fortalecimen­to dos sistemas aquosos, existe um potencial ainda a ser explorado es­pecialmente nas tintas industriais”, aponta Katia, da Dow.

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Minerais permanecem na disputa

Química e Derivados, Carlos Russo, Diretor técnico da Adexim-Comexim, Tintas e Revestimentos
Carlos Russo, Diretor técnico da Adexim-Comexim

A grande maioria dos fabricantes de espessantes e aditivos de reologia garante já haver em praticamente todas as tintas comercializadas no Brasil, mesmo nas mais simples, ao menos uma dose mínima de um espessante orgânico, seja ele celulósico ou as­sociativo. Mas Carlos Russo, diretor técnico da Adexim-Comexim, afirma: embora alguns de seus clientes combi­nem os produtos de sua empresa com outros de base acrílica ou celulósica, outros utilizam em suas tintas apenas os espessantes da linha Comgel, fabri­cados pela Adexim-Comexim à base de atapulgita.

Já o consultor Luís Mota diz que esse minério, assim como outros similares, tem algumas características espessantes, mas não é comumente usado para conferir viscosidade a tintas. Ajuda, por exemplo, a evitar a sedimentação e a separação de água, porém consegue basicamente conferir uma característica de “viscosidade falsa”, denominada tixotropia: “Com a atapulgita em repouso, a viscosidade da tinta é alta; sob agitação, ela cai muito”, justifica.

Segundo Mota, atualmente, os mi­nerais como a atapulgita são utilizados principalmente em tintas econômicas e em complementos, como massas e texturas.

Porém, de acordo com Russo, a atapulgita funciona muito bem como espessante de tintas e tem seus di­ferenciais favoráveis, além do preço mais acessível: “Por ser inorgânica, não constitui alimento para bacté­rias. Também ajuda na eliminação de respingos na aplicação e de sinérese [formação de uma lâmina de água na parte superior da tinta contida em uma embalagem] durante a estocagem”, detalha.

Espessantes com atapulgita, pros­segue, são hoje usados principalmente em tintas imobiliárias econômicas, em primers para uso industrial, em vedantes e em impermeabilizantes. A Adexim- Comexim comercializa produ­tos derivados de atapulgita desde o final da década de 60, e hoje importa esse minério da China.

Atualmente, diz o diretor da Adexim- Comexim, é possível fornecer atapulgita reduzida a partículas com escala mi­crométrica, mais facilmente incorpo­ráveis às tintas. Essa evolução tem, obviamente, um custo, acentuado por ser esse um minério muito duro, cuja moagem se torna dispendiosa. “Não há muitas empresas dispostas a acei­tar custos maiores nesses produtos”, destaca Russo.

Ele garante que os espessantes à base de atapulgita são opções hoje muito consideradas pela indústria de tintas: “Tivemos um período de estabi­lidade em 2011, mas em 2012 temos crescido mensalmente.”

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