Tintas e Revestimentos

Tintas e Revestimentos – Pigmentos de efeito ganham aplicações nas tintas imobiliárias

Marcelo Fairbanks
9 de janeiro de 2013
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    Decorativa surpreende – As aplicações de pigmentos de efeito nas tintas decorativas imobiliárias são recentes, mas sua aceitação estimula os fornecedores a atuar com força nesse campo. “Apresentamos ao mercado alguns perolados derivados de mica, com variações, e a aceitação foi imediata; havia uma expectativa para isso”, afirmou Veloso, da Merck. Ele explica que o mercado decorativo depende muito da moda em vigor. Até há alguns anos, as texturas feitas com massa faziam grande sucesso, mas estão sendo deixadas de lado. “Está crescendo o uso de papéis de parede impressos com detalhes feitos com pigmentos de efeito”, salientou. Também há pintura direta sobre as paredes, ou também a aplicação de géis para conferir brilho às superfícies.

    A Merck oferece pigmentos para aplicações em interiores e exteriores, com menor ou maior resistência ao intemperismo, e apresenta novas paletas de cores a cada ano para esse segmento. “É preciso cuidado na formulação, porque o resultado final depende da interação com os pigmentos de cor”, explicou. Ele também informou que o dióxido de titânio ‘briga’ com os pigmentos de efeito pelas camadas superiores da película. Além disso, os pintores devem ser qualificados para aplicar essas tintas.

    A Basf lançou na Abrafati 2011 o Firemist, pigmento capaz de causar efeito sensível ao toque, porém suave, com boa cintilação e semibrilho (matt). “Ele oferece um toque suave com um brilho discreto e elegante”, avaliou Pinheiro. O pigmento é indicado para papéis de parede, aplicações gráficas (a variante Crystal Touch) e tintas para plásticos (capas de notebooks) e vidros (embalagem de cosméticos e perfumes). A ideia é revestir apenas uma parede que se pretenda destacar com papéis geradores de efeito.

    “Uma tinta decorativa de efeito não é para grandes volumes, basta um detalhe ou uma parede em um ambiente específico”, avaliou Cristine Camargo, da Colormix. Durante a Feitintas, a empresa apresentou uma parede pintada com tintas com esses pigmentos, da linha Shinedecor, atraindo muito a atenção dos visitantes. Ela explicou que a Eckart vende os insumos já dispersos em água, com apenas uma dose de aditivo dispersante. “Qualquer tinta base água pode receber essa dispersão, seja látex ou esmalte”, disse.

    A tinta ou verniz (sem cor) pode ser aplicada diretamente sobre paredes ou em papéis de parede, oferecendo efeitos visuais diferenciados. “Em outros países, as aplicações decorativas estão sendo feitas há uns três anos, com boa receptividade”, disse.

    Veloso, da Merck, ainda classifica o mercado de tintas decorativas no Brasil como altamente conservador. “É um fator cultural, embora cada região do país tenha a sua preferência de cor, mas as mudanças demoram a acontecer”, comentou.

    Em outros países, as aplicações imobiliárias dos pigmentos de efeito cresceram ao aproveitar o desejo dos consumidores de reduzir o consumo de energia nos aparelhos de ar-condicionado. “Na Alemanha, por exemplo, as superfícies externas dos edifícios são cobertas por placas metálicas pintadas com tintas contendo pigmentos de efeito, que refletem mais a luz e o calor do sol”, comentou. Esse resultado sobre as chapas é mais perceptível do que na alvenaria. “Temos produtos para tintas em pó, coil coating e outros. Onde há cor, pode ser usado um pigmento de efeito”, informou.

    A Basf também oferece o Graphitan Vintage Black para a produção de papéis de parede, aos quais proporciona um sombreamento preto muito opaco, com baixo brilho. Pode também produzir um tom preto antigo, quando combinado com perolados, admitindo também a produção de recobrimentos coloridos com a adequada adição de outros pigmentos, seja em base água ou solvente. “Ele é muito usado em impressão gráfica, produzindo rótulos e embalagens sofisticadas”, disse Pinheiro.

    Incorporação cuidadosa – A adição de pigmentos de efeito às tintas exige alguns cuidados. “Esses pigmentos devem ser dispersos primeiro no solvente da tinta, água ou orgânico, com o auxílio de um dispersor, para depois serem incorporados à resina, que já deve ter recebido os demais pigmentos, se desejados”, explicou Cristine. Isso é feito para que os flocos de alumínio se descolem uns dos outros. Se a dispersão for feita diretamente na resina, pode gerar grumos que aparecerão na camada final.

    “Eles sempre são incorporados depois da moagem; e essa operação pode danificar a estrutura formada pelo núcleo recoberto com óxidos metálicos”, reforçou Veloso. “Caso essa estrutura se quebre, o efeito desaparece.” Ele recomenda promover a dispersão do pigmento de efeito com agitadores em baixa velocidade e com impelidores (hélices) adequados.

    Cristine considera que os clientes automotivos já estão acostumados com os pigmentos de efeito. Mas os fabricantes de tintas imobiliárias ainda precisam de orientação sobre como aproveitar ao máximo esses insumos. “Eles combinam bem com pigmentos orgânicos coloridos, porém transparentes, mas é preciso tomar cuidado até com as cargas adicionadas, porque elas podem ‘matar’ o pigmento”, explicou.

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    Um Comentário


    1. Boa tarde, muito bom esse conteúdo.
      Gostaria de saber se consigo aplicar o pigmento em processo de injeção sob pressão
      em alumínio. Esse processo de fundição de alta pressão, trabalha com o alumínio com
      temperatura até 950°C.



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