Tintas e Revestimentos

Tintas e Revestimentos – Pigmentos de efeito ganham aplicações nas tintas imobiliárias

Marcelo Fairbanks
9 de janeiro de 2013
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    “Não são produtos que concorrem com os da Ekcart”, salienta Cristine. A alemã produz os perolados sintéticos e os de vidro, que oferecem cintilação muito mais complexa que a dos pigmentos naturais. Ela comentou que os clientes de pigmentos de efeito sempre pedem novidades, motivando o fabricante a desenvolver novos produtos.

    Química e Derivados, Francisco Veloso, Gerente de pigmentos industriais da Merck, Tintas e Revestimentos

    Francisco Veloso: família inovadora põe alumínio no lugar da mica

    Domínio automotivo – Embora tenha se alterado o perfil de demanda, o setor automotivo prossegue liderando os negócios. “Antes, o mercado automotivo era totalmente embasado em solventes hidrocarbonetos, mas agora estamos oferecendo mais produtos para base aquosa, pois as instalações mais recentes das montadoras na América do Sul só estão usando esses tipos de tintas”, informou Pinheiro.

    Os pigmentos de efeito que estão sendo lançados pela Basf para o setor automotivo são compatíveis com ambas as formas, indistintamente. Na linha de pigmentos para impressão gráfica, no entanto, existem opções apenas para base solvente e outras para as duas bases.

    Segundo Pinheiro, o mercado de pigmentos como um todo cresce em um múltiplo da variação do PIB. No setor automotivo, a demanda por pigmentos de efeito cresce além da dos pigmentos convencionais. “Por isso, a Basf está investindo em novos produtos de efeito para os próximos cinco anos”, disse.

    A companhia reforçou sua atuação em pigmentos mediante a aquisição de concorrentes de peso, como a Engelhard, em 2006, e a Ciba, em 2010, esta era líder nas linhas de efeito. O tamanho da mordida requereu um período de tempo para a digestão. “Concluímos a consolidação e a otimização do portfólio, eliminando duplicidade e conflitos de nomenclatura, e também promovemos mudanças nos sites produtivos globais na Europa e nos Estados Unidos”, informou Pinheiro.

    Com isso, redundâncias foram eliminadas, a nomenclatura comercial foi harmonizada (algumas marcas fortes das adquiridas foram mantidas) e produtos similares passaram por rebranding (ganharam novas marcas).
    A reestruturação das fábricas foi necessária para garantir a alta qualidade e a reprodutibilidade, exigências indispensáveis a esses produtos. “A fabricação de pigmentos de efeito parte de uma base mineral ou sintética, cuja superfície é modificada quimicamente para gerar fenômenos diferenciados de reflexão da luz”, explicou o gerente da Basf. Produtos de alta qualidade exigem controle muito rígido das matérias-primas empregadas, além de contar com processos produtivos muito bem operados e estáveis. “Não é fácil alcançar o padrão elevado de qualidade exigido nas linhas mais sofisticadas, por isso há poucos players”, comentou.

    Depois de toda essa faina, ainda cabe ao fornecedor do pigmento observar se o cliente seleciona o produto mais adequado e o aplica corretamente à formulação para obter o efeito desejado. “Temos um laboratório de aplicação técnica em Guaratinguetá-SP para reproduzir as condições de operação do cliente”, disse. A mistura dos produtos de efeito com os demais pigmentos exige conhecimento especializado para não frustrar expectativas.

    A Merck fez seus mais recentes lançamentos de pigmentos de efeito automotivos há dois anos, quando lançou a linha Pyrisma. “Estamos programando o lançamento da linha Meoxal, que tem por base o alumínio”, disse Veloso. Tradicionalmente, a Merck usa as micas como base para seus perolados. Ela compreende seis pigmentos de alta cromaticidade, de cores variadas, como azul, vermelho, dourado, entre outras, exceto prata. “Já temos muitas alternativas para prata no portfólio”, explicou.

    O diferencial da nova família resideno alto poder de alterar o efeito visual conforme a incidência da luz e do ângulo de observação. “Com doses menores de pigmento será possível enxergar tons diferentes da cor aplicada”, comentou. Isso se obtém com a aplicação controlada do revestimento da partícula de alumínio com óxidos metálicos – daí o nome, MeOxAl. Enquanto estes respondem pela cor, o alumínio da base interage na refração da luz. A companhia espera que essas novidades venham a ser adotadas por carros de todos os modelos, dos básicos aos mais caros. A família MeOxAl foi criada na Alemanha há cerca de um ano e meio, e seu lançamento será feito globalmente em fevereiro de 2013.

    Em dezembro, a Merck lançará a nova paleta mundial de tendências de cores automotivas, apresentando seis grupos, cada qual com dez cores. “São as tendências para o futuro, apontadas por especialistas mundiais, e são importantes para orientar os coloristas das montadoras e dos fabricantes de tintas”, disse Veloso. Aliás, há anos os pigmentos da Merck servem tanto para base água quanto para base solvente.

    Aplicações automotivas são o forte da Eckart, especialmente nos pigmentos para base água, nos quais a companhia tem grande penetração de mercado. “Também as vendas para o segmento industrial são representativas, incluindo a repintura automotiva e o setor moveleiro”, informou.



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    Um Comentário


    1. Boa tarde, muito bom esse conteúdo.
      Gostaria de saber se consigo aplicar o pigmento em processo de injeção sob pressão
      em alumínio. Esse processo de fundição de alta pressão, trabalha com o alumínio com
      temperatura até 950°C.



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