Tintas e Revestimentos – Pigmentos de efeito ganham aplicações nas tintas imobiliárias

Química e Derivados, Tintas e Revestimentos

Capazes de refletir a luz em ângulos inusitados, provocando sensações visuais atraentes, os pigmentos de efeito estendem sua paleta de aplicações para novos segmentos do mercado de tintas. Fartamente conhecidos no setor automobilístico, no qual são os responsáveis pelas sofisticadas pinturas metálicas e peroladas, esses pigmentos encontram demanda crescente nos setores de impressão, embalagens, produtos eletroeletrônicos e – novidade no Brasil – nas pinturas decorativas imobiliárias.

Química e Derivados, Adriano Pinheiro, Gerente do departamento de pigmentos, resinas e aditivos da Basf para a América do Sul, Tintas e Revestimentos
Adriano Pinheiro: maior cliente, setor automotivo tem novidades

A abertura desses mercados aproveitou a disponibilidade de produtos e tecnologias adequadas, conjugada com uma redução no custo dos pigmentos de efeito convencionais. “Como ocorre em qualquer mercado em crescimento, quanto maior a demanda, maior a economia de escala na produção; e isso se reflete diretamente no preço dos pigmentos”, explicou Adriano Pinheiro, gerente do departamento de pigmentos, resinas e aditivos da Basf para a América do Sul. “Isso acontece claramente com os produtos mais antigos, não com as novidades, que têm preço mais alto.” Para ele, como os pigmentos recentes agregam efeitos diferenciados aos produtos finais, como automóveis e embalagens de luxo, seu custo acaba sendo largamente superado pelo benefício proporcionado.

“A concorrência nesses pigmentos também está ficando mais acirrada, embora sejam poucos os players qualificados nesse campo”, salientou Francisco Veloso, gerente de pigmentos industriais da Merck.
Ele explicou que o mercado esperava uma retração da produção automobilística no país durante 2012. Isso motivou a companhia a identificar e desenvolver novas oportunidades de negócios além das montadoras. “Encontramos alta receptividade nas tintas imobiliárias, nos perfis metálicos usados em eletrodomésticos coloridos e em plásticos”, comentou. No entanto, a concessão de benefícios do governo federal para a indústria automotiva e para o crédito aos consumidores evitou uma queda nesse segmento. O resultado foi um ano muito bom para os pigmentos de efeito.

A abertura de novas frentes comerciais está mudando o panorama do mercado. Veloso comentou que a divisão de vendas de pigmentos de efeito há dois anos apresentava domínio claro das aplicações automobilísticas, com 65% a 70% do faturamento. Os demais usos (plásticos, impressão e segurança) ficavam com 30% a 35%. Atualmente, ele estima que o setor de automóveis responda por 55% das vendas, enquanto os demais já somam 45%. “São mercados diferentes. Os perolados entraram forte nas embalagens de cosméticos, setor que muda seu catálogo em vinte dias; já as montadoras levam anos para mudar uma cor”, comparou.

Outra gigante no ramo, a Eckart reorganizou sua distribuição de pigmentos de efeito no Brasil. Desde abril deste ano, a venda de produtos da Eckart para tintas e plásticos passou a ser feita pela Colormix, empresa do grupo Formitex. As linhas para impressão gráfica e outros ramos permaneceram com a Clariant.

“A Eckart queria um distribuidor que lidasse apenas com pigmentos, tanto assim que não aceitou ser distribuída pela Bandeirante Brazmo”, comentou Cristine Lopes Camargo, gerente de vendas da Colormix. A Eckart pertence à Altana, também dona da BYK, empresa com longo histórico de relacionamento com o grupo Formitex, que comprou a Colormix em janeiro.

A Colormix foi fundada há 30 anos para ser uma distribuidora de produtos de cor da Hoechst, mais tarde transferidos para a Clariant. Tem estrutura para misturar pós e fazer o acerto de cor para os clientes, possuindo um laboratório para isso. Seu portfólio para tintas inclui pigmentos convencionais, como os azuis e verdes de ftalocianina, fornecidos pela Choksi (Índia), perolados naturais de mica da Ypin (China), também fornecedora de óxidos de ferro opacos e azul-ultramar, bem como a linha de orgânicos da Jeco (China).

“Não são produtos que concorrem com os da Ekcart”, salienta Cristine. A alemã produz os perolados sintéticos e os de vidro, que oferecem cintilação muito mais complexa que a dos pigmentos naturais. Ela comentou que os clientes de pigmentos de efeito sempre pedem novidades, motivando o fabricante a desenvolver novos produtos.

Química e Derivados, Francisco Veloso, Gerente de pigmentos industriais da Merck, Tintas e Revestimentos
Francisco Veloso: família inovadora põe alumínio no lugar da mica

Domínio automotivo – Embora tenha se alterado o perfil de demanda, o setor automotivo prossegue liderando os negócios. “Antes, o mercado automotivo era totalmente embasado em solventes hidrocarbonetos, mas agora estamos oferecendo mais produtos para base aquosa, pois as instalações mais recentes das montadoras na América do Sul só estão usando esses tipos de tintas”, informou Pinheiro.

Os pigmentos de efeito que estão sendo lançados pela Basf para o setor automotivo são compatíveis com ambas as formas, indistintamente. Na linha de pigmentos para impressão gráfica, no entanto, existem opções apenas para base solvente e outras para as duas bases.

Segundo Pinheiro, o mercado de pigmentos como um todo cresce em um múltiplo da variação do PIB. No setor automotivo, a demanda por pigmentos de efeito cresce além da dos pigmentos convencionais. “Por isso, a Basf está investindo em novos produtos de efeito para os próximos cinco anos”, disse.

A companhia reforçou sua atuação em pigmentos mediante a aquisição de concorrentes de peso, como a Engelhard, em 2006, e a Ciba, em 2010, esta era líder nas linhas de efeito. O tamanho da mordida requereu um período de tempo para a digestão. “Concluímos a consolidação e a otimização do portfólio, eliminando duplicidade e conflitos de nomenclatura, e também promovemos mudanças nos sites produtivos globais na Europa e nos Estados Unidos”, informou Pinheiro.

Com isso, redundâncias foram eliminadas, a nomenclatura comercial foi harmonizada (algumas marcas fortes das adquiridas foram mantidas) e produtos similares passaram por rebranding (ganharam novas marcas).
A reestruturação das fábricas foi necessária para garantir a alta qualidade e a reprodutibilidade, exigências indispensáveis a esses produtos. “A fabricação de pigmentos de efeito parte de uma base mineral ou sintética, cuja superfície é modificada quimicamente para gerar fenômenos diferenciados de reflexão da luz”, explicou o gerente da Basf. Produtos de alta qualidade exigem controle muito rígido das matérias-primas empregadas, além de contar com processos produtivos muito bem operados e estáveis. “Não é fácil alcançar o padrão elevado de qualidade exigido nas linhas mais sofisticadas, por isso há poucos players”, comentou.

Depois de toda essa faina, ainda cabe ao fornecedor do pigmento observar se o cliente seleciona o produto mais adequado e o aplica corretamente à formulação para obter o efeito desejado. “Temos um laboratório de aplicação técnica em Guaratinguetá-SP para reproduzir as condições de operação do cliente”, disse. A mistura dos produtos de efeito com os demais pigmentos exige conhecimento especializado para não frustrar expectativas.

A Merck fez seus mais recentes lançamentos de pigmentos de efeito automotivos há dois anos, quando lançou a linha Pyrisma. “Estamos programando o lançamento da linha Meoxal, que tem por base o alumínio”, disse Veloso. Tradicionalmente, a Merck usa as micas como base para seus perolados. Ela compreende seis pigmentos de alta cromaticidade, de cores variadas, como azul, vermelho, dourado, entre outras, exceto prata. “Já temos muitas alternativas para prata no portfólio”, explicou.

O diferencial da nova família resideno alto poder de alterar o efeito visual conforme a incidência da luz e do ângulo de observação. “Com doses menores de pigmento será possível enxergar tons diferentes da cor aplicada”, comentou. Isso se obtém com a aplicação controlada do revestimento da partícula de alumínio com óxidos metálicos – daí o nome, MeOxAl. Enquanto estes respondem pela cor, o alumínio da base interage na refração da luz. A companhia espera que essas novidades venham a ser adotadas por carros de todos os modelos, dos básicos aos mais caros. A família MeOxAl foi criada na Alemanha há cerca de um ano e meio, e seu lançamento será feito globalmente em fevereiro de 2013.

Em dezembro, a Merck lançará a nova paleta mundial de tendências de cores automotivas, apresentando seis grupos, cada qual com dez cores. “São as tendências para o futuro, apontadas por especialistas mundiais, e são importantes para orientar os coloristas das montadoras e dos fabricantes de tintas”, disse Veloso. Aliás, há anos os pigmentos da Merck servem tanto para base água quanto para base solvente.

Aplicações automotivas são o forte da Eckart, especialmente nos pigmentos para base água, nos quais a companhia tem grande penetração de mercado. “Também as vendas para o segmento industrial são representativas, incluindo a repintura automotiva e o setor moveleiro”, informou.

Aplicações inovadoras – O setor automotivo também é um campo aberto para inovações em pigmentos de efeito. Veloso comentou que essa indústria investe continuamente em novos materiais para reduzir o peso dos automóveis e o consumo de combustível. Plásticos de engenharia já substituem o aço em muitas partes, mas é preciso que sua pintura seja igual à das partes metálicas. “Às vezes é preciso incorporar o pigmento ao masterbatch”, comentou.

Alguns pigmentos de efeito se destacam em aplicações inusitadas. Veloso oferece um pigmento especial para ser adicionado à massa de artigos plásticos diversos que podem ser impressos a laser (carbonização do pigmento) para expor códigos de barra, identificação do material para facilitar a reciclagem e outras informações. “Essas marcações nunca mais se apagam”, afirmou. Suas aplicações vão desde brincos para rastreamento de animais de corte aos teclados de notebooks, passando por lacres de segurança diversos.

Existem também pigmentos de efeito que agregam funções diversas. Uma delas é a propriedade de cobrir riscos provocados sobre pinturas de chapas (self healing). “Esses pigmentos atuam na matriz polimérica, mas ainda estão em fase de desenvolvimento inicial”, considerou Veloso.

Um dos produtos em início de comercialização pretende substituir a cromação de peças feita pelas técnicas galvanoplásticas. “É um fluorsurfactante que permite a aplicação de um revestimento capaz de gerar efeito idêntico ao do cromo, porém sem usar metais pesados”, explicou.

Química e Derivados, Cristine Lopes Camargo, Gerente de vendas da Colormix, Tintas e Revestimentos
Cristine Lopes Camargo: dourado encapsulado resiste aos rigores do clima

Cristine, da Colormix, avalia que a produção de tintas consome maior volume de pigmentos de efeito que o setor de plásticos. “Os produtos de alumínio só agora estão entrando na massa dos plásticos, antes da conformação final, geralmente feita por injeção”, afirmou. Até então, o alumínio apresentava problemas de deposição nas linhas de fluxo dos polímeros fundidos. Com isso, era preferível pintar as peças plásticas quando se pretendia aproveitar o efeito visual. Mesmo assim, ela informa que o setor de plásticos consome mais os pigmentos dourado-bronze que o setor de tintas, no qual pontificam os tons de prata.

Aliás, em geral, os pigmentos dourado- bronze apresentam baixa resistência à umidade, mudando de cor na sua presença. “A Eckart desenvolveu um bronze encapsulado em uma camada de sílica, o Dorolan, que resiste às intempéries e pode ser usado em ambientes externos”, afirmou Cristine. Os pigmentos douradobronze são feitos de ligas de cobre e zinco. Quanto maior o teor de cobre, explica, mais avermelhado o produto.

Uma outra linha de desenvolvimento diz respeito aos pigmentos para formulações curáveis por radiação ultravioleta (UV). “São produtos específicos, porque o alumínio geralmente reage com o fotoiniciador e também reflete mais a radiação incidente”, comentou a especialista. “Mesmo o pigmento desenvolvido para essa aplicação apresenta cura um pouco mais lenta do que os sem efeito; e deve ser aplicado em baixas doses.” Ela salientou que existem também pigmentos de efeitos com alta solidez à luz UV, usados em aplicações exteriores de vários produtos.

Também são produzidos tipos específicos de pigmentos de efeito para uso em tintas em pó, capazes de suportar as temperaturas das câmaras de cura sem modificar a aparência final.

Ao mesmo tempo, o alumínio oferece uma proteção adicional contra a umidade e os efeitos da radiação solar, por refletir grande parte da energia incidente. “Um carro prata reflete tanta luz e calor quanto um branco”, afirmou Cristine. Latas de atum, por exemplo, usam um verniz sanitário interno com pigmentos metálicos food grade para formar uma barreira de proteção para a chapa de aço. As tintas usadas para a pintura de plataformas de petróleo usam pigmentos de alumínio para suportar as condições agressivas em offshore. “Até os botijões de gás usam pigmentos de alumínio”, comentou.

Pinheiro, da Basf, ressalta que a indústria do petróleo no Brasil não usa pigmentos de efeito porque eles não estão previstos nas normas da Petrobras. “Há outras normas industriais que exigem cores sólidas específicas para aplicações. Nestes casos, é preciso mudar a norma para usar pigmentos de efeito”, comentou. Mas ele concorda com a proteção oferecida por esses produtos. “As estruturas metálicas, por exemplo – mercado que tende a crescer com a proximidade da Copa do Mundo e da Olimpíada de 2016 –, podem aproveitar essa proteção”, recomendou.

Ele também confirma a boa aceitação desses pigmentos em embalagens de lata (can coating), em coil coating (chapas pré-pintadas) e nas tintas em pó, principalmente as aplicadas em eletrodomésticos. “A chamada ‘linha branca’ está cada vez mais colorida e aceitando efeitos, como o prateado, que se assemelha ao aço escovado”, apontou.

A Eckart oferece ao mercado um pigmento especial, produzido com ferro carbonilado de alta pureza e moído. A linha Ferricon consegue alcançar o tom pratadólar, com uma variação de cor (flop) de cinza metálico ao preto metálico. Pode formar superfícies homogêneas e brilhantes, com alto poder de cobertura. “Além disso, por conter ferro, esses pigmentos podem ser orientados com o auxílio de um ímã, ou eletroímã, antes da cura completa do revestimento, oferecendo efeitos únicos, com aspecto tridimensional”, explicou a especialista. É um produto novo, ainda não utilizado no país. “Estão sendo estudadas algumas aplicações com clientes.”

Decorativa surpreende – As aplicações de pigmentos de efeito nas tintas decorativas imobiliárias são recentes, mas sua aceitação estimula os fornecedores a atuar com força nesse campo. “Apresentamos ao mercado alguns perolados derivados de mica, com variações, e a aceitação foi imediata; havia uma expectativa para isso”, afirmou Veloso, da Merck. Ele explica que o mercado decorativo depende muito da moda em vigor. Até há alguns anos, as texturas feitas com massa faziam grande sucesso, mas estão sendo deixadas de lado. “Está crescendo o uso de papéis de parede impressos com detalhes feitos com pigmentos de efeito”, salientou. Também há pintura direta sobre as paredes, ou também a aplicação de géis para conferir brilho às superfícies.

A Merck oferece pigmentos para aplicações em interiores e exteriores, com menor ou maior resistência ao intemperismo, e apresenta novas paletas de cores a cada ano para esse segmento. “É preciso cuidado na formulação, porque o resultado final depende da interação com os pigmentos de cor”, explicou. Ele também informou que o dióxido de titânio ‘briga’ com os pigmentos de efeito pelas camadas superiores da película. Além disso, os pintores devem ser qualificados para aplicar essas tintas.

A Basf lançou na Abrafati 2011 o Firemist, pigmento capaz de causar efeito sensível ao toque, porém suave, com boa cintilação e semibrilho (matt). “Ele oferece um toque suave com um brilho discreto e elegante”, avaliou Pinheiro. O pigmento é indicado para papéis de parede, aplicações gráficas (a variante Crystal Touch) e tintas para plásticos (capas de notebooks) e vidros (embalagem de cosméticos e perfumes). A ideia é revestir apenas uma parede que se pretenda destacar com papéis geradores de efeito.

“Uma tinta decorativa de efeito não é para grandes volumes, basta um detalhe ou uma parede em um ambiente específico”, avaliou Cristine Camargo, da Colormix. Durante a Feitintas, a empresa apresentou uma parede pintada com tintas com esses pigmentos, da linha Shinedecor, atraindo muito a atenção dos visitantes. Ela explicou que a Eckart vende os insumos já dispersos em água, com apenas uma dose de aditivo dispersante. “Qualquer tinta base água pode receber essa dispersão, seja látex ou esmalte”, disse.

A tinta ou verniz (sem cor) pode ser aplicada diretamente sobre paredes ou em papéis de parede, oferecendo efeitos visuais diferenciados. “Em outros países, as aplicações decorativas estão sendo feitas há uns três anos, com boa receptividade”, disse.

Veloso, da Merck, ainda classifica o mercado de tintas decorativas no Brasil como altamente conservador. “É um fator cultural, embora cada região do país tenha a sua preferência de cor, mas as mudanças demoram a acontecer”, comentou.

Em outros países, as aplicações imobiliárias dos pigmentos de efeito cresceram ao aproveitar o desejo dos consumidores de reduzir o consumo de energia nos aparelhos de ar-condicionado. “Na Alemanha, por exemplo, as superfícies externas dos edifícios são cobertas por placas metálicas pintadas com tintas contendo pigmentos de efeito, que refletem mais a luz e o calor do sol”, comentou. Esse resultado sobre as chapas é mais perceptível do que na alvenaria. “Temos produtos para tintas em pó, coil coating e outros. Onde há cor, pode ser usado um pigmento de efeito”, informou.

A Basf também oferece o Graphitan Vintage Black para a produção de papéis de parede, aos quais proporciona um sombreamento preto muito opaco, com baixo brilho. Pode também produzir um tom preto antigo, quando combinado com perolados, admitindo também a produção de recobrimentos coloridos com a adequada adição de outros pigmentos, seja em base água ou solvente. “Ele é muito usado em impressão gráfica, produzindo rótulos e embalagens sofisticadas”, disse Pinheiro.

Incorporação cuidadosa – A adição de pigmentos de efeito às tintas exige alguns cuidados. “Esses pigmentos devem ser dispersos primeiro no solvente da tinta, água ou orgânico, com o auxílio de um dispersor, para depois serem incorporados à resina, que já deve ter recebido os demais pigmentos, se desejados”, explicou Cristine. Isso é feito para que os flocos de alumínio se descolem uns dos outros. Se a dispersão for feita diretamente na resina, pode gerar grumos que aparecerão na camada final.

“Eles sempre são incorporados depois da moagem; e essa operação pode danificar a estrutura formada pelo núcleo recoberto com óxidos metálicos”, reforçou Veloso. “Caso essa estrutura se quebre, o efeito desaparece.” Ele recomenda promover a dispersão do pigmento de efeito com agitadores em baixa velocidade e com impelidores (hélices) adequados.

Cristine considera que os clientes automotivos já estão acostumados com os pigmentos de efeito. Mas os fabricantes de tintas imobiliárias ainda precisam de orientação sobre como aproveitar ao máximo esses insumos. “Eles combinam bem com pigmentos orgânicos coloridos, porém transparentes, mas é preciso tomar cuidado até com as cargas adicionadas, porque elas podem ‘matar’ o pigmento”, explicou.

Química e Derivados, Ímãs orientam pigmento de ferro para criar efeito 3D, Tintas e Revestimentos
Ímãs orientam pigmento de ferro para criar efeito 3D

Um Comentário

  1. Boa tarde, muito bom esse conteúdo.
    Gostaria de saber se consigo aplicar o pigmento em processo de injeção sob pressão
    em alumínio. Esse processo de fundição de alta pressão, trabalha com o alumínio com
    temperatura até 950°C.

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