Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Pandemia permite ampliar operações

Hamilton Almeida
10 de setembro de 2020
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    Química e Derivados - Piso de cervejaria nos EUA protegido com revestimento Fastop, da Sherwin-Williams ©QD Foto: Divulgação

    Piso de cervejaria nos EUA protegido com revestimento Fastop, da Sherwin-Williams

    Pandemia permite ampliar operações de manutençao e proteção de instalações

    Química e Derivados - Silveira: momento é favorável para revestimentos de proteção ©QD Foto: Divulgação

    Silveira: momento é favorável para revestimentos de proteção

    Fabricantes de tintas de manutenção industrial e proteção contra corrosão estão conquistando um tipo de imunidade em meio à pandemia da Covid-19, que desacelerou as atividades econômicas em todo o planeta, delineando os contornos da maior recessão após a crise dos anos 1930.

    Este momento é, na visão de Rodrigo Silveira, gerente comercial da divisão de Revestimentos Protetivos para o segmento de infraestrutura da PPG, “uma excelente oportunidade para as tintas de proteção contra corrosão e outros sistemas PMC”.

    “Não só por conta das manutenções que estão ocorrendo, mas também por uma demanda de infraestrutura. A construção de novos hospitais e laboratórios é um bom exemplo de demandas que devem continuar a acontecer no médio e longo prazo”, agrega. Ele aponta que, “para sustentar a retomada da economia, também se farão necessários investimentos em infraestrutura, quando devemos ter uma alta demanda por produtos e serviços”.

    O gerente comercial da AkzoNobel para a América do Sul – Marine, Protective & Yacht de International, Giuliano Tramontini, lamenta que após a retomada de projetos importantes em 2019 e início de 2020, tenha despontado um período de grande incerteza. “Foi então que muitas decisões importantes, visando em primeiro lugar à segurança de nossos colaboradores, possibilitaram uma adequação rápida para a nova demanda de revestimentos marítimos e de proteção anticorrosiva”, declarou.

    Química e Derivados - Tramontini: aplicadores devem estar aptos a lidar com novas tecnologias ©QD Foto: Divulgação

    Tramontini: aplicadores devem estar aptos a lidar com novas tecnologias

    “Mantivemos nossa operação normalmente para o atendimento de clientes considerados essenciais, bem como os que optaram por aproveitar o momento para manutenção. Áreas de difícil acesso, equipamentos com atividade ininterrupta, estruturas industriais e manutenção marítima encontraram uma oportunidade de manutenção durante a queda de atividade”, frisa.

    Preocupada com a saúde e a segurança de seus funcionários, clientes e das comunidades que atende, a Sherwin-Williams tem trabalhado “diligentemente e de forma proativa em todos os seus negócios para garantir que está tomando todas as medidas preventivas razoáveis para manter a continuidade dos negócios”, declara Patrícia Vilhena, diretora comercial de P&M. Ela observa: “É seguro afirmar que os setores ligados ao agronegócio continuam gerando uma boa demanda para as atividades de proteção contra corrosão”. A organização atua em vários ramos, o que a ajuda para compensar déficits de alguma área específica.

    A demanda da AkzoNobel é proveniente tanto do mercado de proteção anticorrosiva para óleo e gás, manutenção industrial, quanto de revestimentos marítimos e pinturas para iates. “O segmento de Yacht foi profundamente afetado pela imediata paralisação de marinas e clubes náuticos em todo o país. Ao mesmo tempo, a área de revestimentos marítimos apresentou um desempenho até superior ao nosso planejamento inicial. Fomos compelidos a uma rápida adaptação aos volumes, considerando que havíamos projetado uma menor capacidade fabril durante a quarentena”, assinala Tramontini

    Otimista, Silveira, da PPG, diz que, para o ramo de tintas protetivas, “o céu é o limite do ponto de vista de aplicação. Com uma linha versátil de produtos, atendemos manutenções e reparos, grandes obras de óleo & gás, construções nos campos de energia renovável, indústria de papel e celulose, infraestrutura e obras que demandam proteção passiva contra fogo. Sempre buscamos as oportunidades nos mais variados setores”.

    Química e Derivados - Patrícia: lançamentos ampliam opções para controlar corrosão ©QD Foto: Divulgação

    Patrícia: lançamentos ampliam opções para controlar corrosão

    Não são apenas as autoridades públicas que se veem compelidas a avançar e a recuar nas decisões frente ao comportamento de um inimigo invisível. A AkzoNobel lida com diversos cenários para este inesperado ano. “O prolongado lockdown na Argentina e Peru afeta nossas expectativas de retomada. No Brasil, vemos estados com um retorno rápido de desempenho, como Santa Catarina e Espírito Santo. E outras regiões importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife ainda estão muito afetadas pela pandemia, o que ainda dificulta uma previsão de resultado mais abrangente para 2020”, admite Tramontini.

    Silveira também pensa que, neste início da flexibilização da quarentena nos grandes centros, ainda é cedo prever o resultado do ano. “Agora é o momento de nos reinventarmos como indústria e como parceiros de negócios, buscando soluções para servir bem no que muitos estão chamando de novo normal”.

    Patrícia relata que a expectativa sempre é positiva: “Estamos confiantes em entregar o melhor resultado (neste ano) dentro do cenário” recessivo em geral.

    Falar em previsões um pouco mais distantes é igualmente difícil. O porta-voz da AkzoNobel registra que “é muito cedo para projetar o ano de 2021, porém é provável contar com um cenário de poucos investimentos e forte redução de consumo, como reflexo de 2020. Podemos ter um cenário de grandes índices de desemprego, volatilidade cambial e baixo crescimento do PIB”. No longo prazo, ele crê na estratégia de focar em produtos de maior tecnologia em segmentos premium do mercado de proteção anticorrosiva, buscando suprir demandas de maior complexidade.

    O ano de 2021 desperta confiança em Silveira: “Tenho convicção de que haverá muito investimento no país, uma vez que as taxas de juros estão mais atrativas para quem quer e precisa investir. O país continua sendo bastante relevante dentro dos Brics e requer infraestrutura para sustentar crescimento. Já a economia certamente terá uma retomada importante com as reformas que estão por vir”.

    Patrícia reforça o otimismo. “A Sherwin-Williams opera com um cenário positivo e está preparada para a retomada da economia, especializando-se e buscando novas tecnologias”. E promete: “Temos, inclusive, alguns lançamentos de produtos que serão feitos ainda este ano, o primeiro já neste mês de julho”.



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