Tintas e revestimentos – Pandemia permite ampliar operações

Pandemia permite ampliar operações de manutenção e proteção de instalações

Química e Derivados - Piso de cervejaria nos EUA protegido com revestimento Fastop, da Sherwin-Williams ©QD Foto: Divulgação
Piso de cervejaria nos EUA protegido com revestimento Fastop, da Sherwin-Williams

 

Química e Derivados - Silveira: momento é favorável para revestimentos de proteção ©QD Foto: Divulgação
Silveira: momento é favorável para revestimentos de proteção

Fabricantes de tintas de manutenção industrial e proteção contra corrosão estão conquistando um tipo de imunidade em meio à pandemia da Covid-19, que desacelerou as atividades econômicas em todo o planeta, delineando os contornos da maior recessão após a crise dos anos 1930.

Este momento é, na visão de Rodrigo Silveira, gerente comercial da divisão de Revestimentos Protetivos para o segmento de infraestrutura da PPG, “uma excelente oportunidade para as tintas de proteção contra corrosão e outros sistemas PMC”.

“Não só por conta das manutenções que estão ocorrendo, mas também por uma demanda de infraestrutura. A construção de novos hospitais e laboratórios é um bom exemplo de demandas que devem continuar a acontecer no médio e longo prazo”, agrega. Ele aponta que, “para sustentar a retomada da economia, também se farão necessários investimentos em infraestrutura, quando devemos ter uma alta demanda por produtos e serviços”.

O gerente comercial da AkzoNobel para a América do Sul – Marine, Protective & Yacht de International, Giuliano Tramontini, lamenta que após a retomada de projetos importantes em 2019 e início de 2020, tenha despontado um período de grande incerteza. “Foi então que muitas decisões importantes, visando em primeiro lugar à segurança de nossos colaboradores, possibilitaram uma adequação rápida para a nova demanda de revestimentos marítimos e de proteção anticorrosiva”, declarou.

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Química e Derivados - Tramontini: aplicadores devem estar aptos a lidar com novas tecnologias ©QD Foto: Divulgação
Tramontini: aplicadores devem estar aptos a lidar com novas tecnologias

“Mantivemos nossa operação normalmente para o atendimento de clientes considerados essenciais, bem como os que optaram por aproveitar o momento para manutenção. Áreas de difícil acesso, equipamentos com atividade ininterrupta, estruturas industriais e manutenção marítima encontraram uma oportunidade de manutenção durante a queda de atividade”, frisa.

Preocupada com a saúde e a segurança de seus funcionários, clientes e das comunidades que atende, a Sherwin-Williams tem trabalhado “diligentemente e de forma proativa em todos os seus negócios para garantir que está tomando todas as medidas preventivas razoáveis para manter a continuidade dos negócios”, declara Patrícia Vilhena, diretora comercial de P&M. Ela observa: “É seguro afirmar que os setores ligados ao agronegócio continuam gerando uma boa demanda para as atividades de proteção contra corrosão”. A organização atua em vários ramos, o que a ajuda para compensar déficits de alguma área específica.

A demanda da AkzoNobel é proveniente tanto do mercado de proteção anticorrosiva para óleo e gás, manutenção industrial, quanto de revestimentos marítimos e pinturas para iates. “O segmento de Yacht foi profundamente afetado pela imediata paralisação de marinas e clubes náuticos em todo o país. Ao mesmo tempo, a área de revestimentos marítimos apresentou um desempenho até superior ao nosso planejamento inicial. Fomos compelidos a uma rápida adaptação aos volumes, considerando que havíamos projetado uma menor capacidade fabril durante a quarentena”, assinala Tramontini

Otimista, Silveira, da PPG, diz que, para o ramo de tintas protetivas, “o céu é o limite do ponto de vista de aplicação. Com uma linha versátil de produtos, atendemos manutenções e reparos, grandes obras de óleo & gás, construções nos campos de energia renovável, indústria de papel e celulose, infraestrutura e obras que demandam proteção passiva contra fogo. Sempre buscamos as oportunidades nos mais variados setores”.

Química e Derivados - Patrícia: lançamentos ampliam opções para controlar corrosão ©QD Foto: Divulgação
Patrícia: lançamentos ampliam opções para controlar corrosão

Não são apenas as autoridades públicas que se veem compelidas a avançar e a recuar nas decisões frente ao comportamento de um inimigo invisível. A AkzoNobel lida com diversos cenários para este inesperado ano. “O prolongado lockdown na Argentina e Peru afeta nossas expectativas de retomada. No Brasil, vemos estados com um retorno rápido de desempenho, como Santa Catarina e Espírito Santo. E outras regiões importantes, como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife ainda estão muito afetadas pela pandemia, o que ainda dificulta uma previsão de resultado mais abrangente para 2020”, admite Tramontini.

Silveira também pensa que, neste início da flexibilização da quarentena nos grandes centros, ainda é cedo prever o resultado do ano. “Agora é o momento de nos reinventarmos como indústria e como parceiros de negócios, buscando soluções para servir bem no que muitos estão chamando de novo normal”.

Patrícia relata que a expectativa sempre é positiva: “Estamos confiantes em entregar o melhor resultado (neste ano) dentro do cenário” recessivo em geral.

Falar em previsões um pouco mais distantes é igualmente difícil. O porta-voz da AkzoNobel registra que “é muito cedo para projetar o ano de 2021, porém é provável contar com um cenário de poucos investimentos e forte redução de consumo, como reflexo de 2020. Podemos ter um cenário de grandes índices de desemprego, volatilidade cambial e baixo crescimento do PIB”. No longo prazo, ele crê na estratégia de focar em produtos de maior tecnologia em segmentos premium do mercado de proteção anticorrosiva, buscando suprir demandas de maior complexidade.

O ano de 2021 desperta confiança em Silveira: “Tenho convicção de que haverá muito investimento no país, uma vez que as taxas de juros estão mais atrativas para quem quer e precisa investir. O país continua sendo bastante relevante dentro dos Brics e requer infraestrutura para sustentar crescimento. Já a economia certamente terá uma retomada importante com as reformas que estão por vir”.

Patrícia reforça o otimismo. “A Sherwin-Williams opera com um cenário positivo e está preparada para a retomada da economia, especializando-se e buscando novas tecnologias”. E promete: “Temos, inclusive, alguns lançamentos de produtos que serão feitos ainda este ano, o primeiro já neste mês de julho”.

Tecnologia – A evolução das tintas de proteção anticorrosiva passa, na opinião de Tramontini, por tintas de alto sólidos ou sem solventes, aumentando o seu rendimento e reduzindo emissões de hidrocarbonetos ao meio ambiente. “O uso de novas tecnologias de resinas e agentes de cura tem proporcionado maior proteção anticorrosiva, atendendo um alto desempenho das tintas. Propriedades de cura rápida nesses novos revestimentos aumentam a produtividade e o retorno rápido ao serviço – características importantes para os clientes, pois trazem reduções de custos”.

Química e Derivados - Demanda do setor naval e de óleo e gás permanece ativa ©QD Foto: Divulgação
Demanda do setor naval e de óleo e gás permanece ativa

O gerente avalia que o desafio está na aplicação dessas novas tecnologias de altos sólidos e sem solventes, pois nem todos os aplicadores e clientes possuem os equipamentos adequados, o que acarreta, em alguns casos, a diluição desses produtos para facilitar a aplicação em equipamentos de spray convencionais, ou seja, maior utilização de solventes, quando tecnicamente permitida. Os produtos altos sólidos e sem solventes são desenvolvidos para aplicação sem diluição.

A PPG é, segundo Silveira, reconhecida mundialmente pela qualidade de seus produtos e pelas inovações tecnológicas, sempre atendendo os requisitos das normas internacionais. “Temos um vasto portfólio de produtos com os quais podemos alcançar as expectativas dos clientes com sistemas extremamente simples e fáceis de aplicar, que garantem, além da proteção dos ativos, uma produtividade ímpar para quem os aplica”, destaca.

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Patrícia afirma que “quando se trata de revestimentos de proteção, não existe uma solução única para todos. Quer se trate de menos camadas, um ciclo de vida mais longo, tempos de secagem mais rápidos, retorno mais rápido ao serviço ou compostos orgânicos voláteis mais baixos (VOCs), estamos sempre pensando em maneiras de melhorar os produtos e serviços”.

Química e Derivados - Operador aplica o Firetex M90/03 com tela sobre viga de aço ©QD Foto: Divulgação
Operador aplica o Firetex M90/03 com tela sobre viga de aço

“Como indústria altamente regulamentada, os revestimentos devem passar por um processo de verificação intensivo e completo. Os testes de produtos realizados pelas equipes internas de pesquisa e desenvolvimento, juntamente com organizações de terceiros, asseguram que os produtos atendam ou excedam as especificações do setor”, salientou.

A Sherwin-Williams é uma participante ativa das organizações globais como SSPC, Nace, Norsok, IMO PSPC, Awwa, entre muitas outras, para orientar os padrões e práticas da indústria, requisitos de desempenho e protocolos de teste para avançar na indústria de revestimentos de proteção.

Novidades – O que há de novo na AkzoNobel na proteção contra corrosão sob isolamento térmico é um produto baseado na tecnologia epóxi de amina alquilada, o Interbond 2340UPC, desenvolvido para permitir uma cura rápida em baixa temperatura de até -5°C, bem como ampla tolerância às espessuras elevadas, maiores que as usuais, provocadas por aplicações múltiplas – “o que é uma grande vantagem em relação às tecnologias existentes”, argumenta Tramontini.

“Revestimento de alta temperatura, com resistência de até 230oC, fornece desempenho anticorrosão conforme norma ISO 12944-9 (antiga ISO 20340) e oferece melhorias de produtividade, quando comparado aos sistemas tradicionais de silicato de zinco e epóxi novolac, que possuem limitações amplamente reconhecidas de garantia de qualidade e do ponto de vista de produtividade na aplicação, além dos custos mais elevados pela sensibilidade da espessura do filme seco e potencial para fissuras em serviço, bem como velocidades de secagem (curas lentas, particularmente a temperaturas mais baixas, abaixo de 10ºC)”, explicou.

Essa nova tecnologia permite, indica o executivo, “uma padronização e redução de complexidade de pintura, pois pode ser usada em diferentes situações, nas quais são utilizados os vários esquemas, tais como epóxi, epóxi novolac e etilsilicato”.

A PPG lançou no Brasil o Pittchar NX, um novo produto para proteção passiva contra fogo celulósico, que propicia maior facilidade de aplicação, mais segurança, secagem rápida e maior resistência quando comparado às atuais soluções disponíveis.

Química e Derivados - Pitt-Char NX protege estrutura contra fogo celulósico ©QD Foto: Divulgação
Pitt-Char NX protege estrutura contra fogo celulósico

Silveira informa também o lançamento do “PSX700, um produto à base de polisiloxano, extremamente versátil em relação à sua aplicabilidade. Esse sistema oferece uma melhora considerável em termos de durabilidade e acabamento quando o ambiente é extremamente agressivo, garantindo excelente aparência e retenção de cor, com desempenho superior aos sistemas disponíveis hoje. Além disso, contamos globalmente com um vasto e versátil portfólio, já disponível para a região”.

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Patrícia explica que, neste momento de pandemia, faz parte do compromisso técnico e social da Sherwin-Williams proporcionar uma maneira diferente de relacionamento. “Fizemos, desde maio, uma série de webinars. E até dezembro (https://swprotectivelatam.com/webinar-2020/) vamos apresentar os diversos produtos e tecnologias, dentre os quais o Heat Flex 1200, o Firetex FX6002 e o Firetex M90/03, que proporcionam soluções inovadoras e acessíveis a todos da cadeia produtiva do ponto de vista de custo-benefício”.

Ela comunica que o Heat-Flex Hi-Temp 1200 é um revestimento de última geração e supera as alternativas no combate à corrosão sob isolamento (CUI) e em aplicações de alto calor. Pode ser aplicado sobre superfícies aquecidas até 260°C e suporta operações na faixa de temperatura entre -196ºC e 649°C. É uma tinta monocomponente, com alto teor de sólidos e alta espessura, formulada para evitar a corrosão do aço carbono ou do aço inoxidável sob isolamento térmico e exposição atmosférica.

Investimentos – Tramontini conta que, desde a transferência da operação do Rio de Janeiro para São Paulo, em 2017, “foram feitos grandes investimentos em equipamentos de última geração e foco em eficiência logística para o atendimento de clientes de tintas industriais”. Hoje, a operação está “bastante adequada” à demanda, “mas também preparada para atender o crescimento do país quando o cenário for mais favorável”.

Silveira salienta que, além do lançamento de novas plataformas de tecnologias e produtos, a PPG procura conectar os clientes às soluções mais adequadas. “Nos esforçamos para garantir que o suporte técnico agregue valor à cadeia e traga benefícios tangíveis aos nossos parceiros”.

A Sherwin-Williams investe na formulação de revestimentos duráveis, que estendem o ciclo de vida dos ativos. “A empresa atua de maneira constante em melhorias e em novas tecnologias de produtos e aplicações, melhorando significativamente o desempenho anticorrosivo dos sistemas de pintura utilizados, além de conciliar desempenho com produtividade. Temos conseguido ofertar produtos que otimizam o tempo de entrega das obras e projetos, facilitando a aplicação nos processos de pintura, tanto em oficina, quanto em campo”, garante Patrícia.

A AkzoNobel acredita muito na marca de revestimentos anticorrosivos International, que em breve chegará aos 100 anos de atividade na América do Sul. “O foco é, mais do que nunca, oferecer produtos de alta tecnologia, apoiados por uma equipe técnica e comercial altamente qualificada, levando aos clientes o que há de melhor em revestimentos e soluções anticorrosivas para todos os tipos de ambientes e substratos”, conclui Tramontini.

A força da experiência de mais de 150 anos e a equipe de especialistas globais de Protective & Marine da Sherwin-Williams, formam a base para antecipar e atender os clientes, e desenvolver soluções exclusivas e personalizadas. “Temos uma equipe dedicada, por área de mercado, de profissionais treinados para ajudar desde a concepção da obra, trabalhando em conjunto com arquitetos e engenheiros, cobrindo todos os aspectos dos projetos e especificações, até a conclusão. Juntamente com as nossas soluções, a equipe de especialistas altamente qualificados está disponível o tempo todo”, arremata Patrícia.

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Química e Derivados - Olio: epóxi evita danos por ataque químico aos pisos ©QD Foto: Divulgação
Olio: epóxi evita danos por ataque químico aos pisos

Solventex – Há 56 anos no mercado de tintas industriais, a Solventex percebeu “uma resposta positiva no setor de construção”, principalmente em junho. “Tivemos ótimos resultados nesse período e esperamos que o mercado continue com esse otimismo, pois sabemos que a retomada da economia será gradativa. As medidas provisórias do governo trouxeram uma grande ajuda às empresas, minimizando os impactos negativos, tendo em vista que a folha de pagamento é o maior custo das companhias”, avalia Fernando Olio, diretor de marketing. Ele aposta que a retomada será “mais consistente” a partir de 2021.

A Solventex acaba de lançar um produto epóxi para piso autonivelante. Olio descreve: “Formulado com o que há de mais inovador na indústria química, o produto é um revestimento monolítico autonivelante à base de resina epóxi, capaz de atingir uma camada de até mil micrômetros, garantindo excelente proteção ao substrato. Por ser um revestimento monolítico (sem emendas) e autonivelante, com apenas uma camada do produto é possível obter um piso plano e de superfície totalmente nivelada. Vale destacar que, dependendo do tipo de substrato, será necessária a aplicação do selador epóxi autonivelante”.

Olio atesta que a linha Especial Industrial da Solventex conta com produtos de alta qualidade e desempenho para proteger e embelezar as superfícies, com o objetivo de evitar que o substrato se deteriore sob a ação física, química e de intempéries, ocasionando a perda de equipamentos, máquinas e estruturas em geral. “A nossa gama de tintas contempla produtos monocomponentes e bicomponentes, incluindo esmaltes e primers acrílicos, PU e epóxi”, endossa.

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