Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Espessantes: Respeito ao consumidor e ao ambiente impulsiona o uso de agentes reológicos

Antonio C. Santomauro
14 de novembro de 2014
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    Assim, embora tenha em seu portfolio espessantes celulósicos, a Dow oferece a tecnologia dos acrílicos também para esse campo, e há cerca de três meses lançou dois integrantes de linha Primal, HT 400 e HT 700, especificamente desenvolvidos para massas e texturas. “Para os usuários finais, eles possibilitam obter produtos com textura mais cremosa, de aplicação fácil e passíveis de trabalhos mais elaborados; para os fabricantes, reduzem o tempo de produção e o consumo de energia, e permitem o envase mais rápido”, destaca Celdia.

    Em contrapartida, a Denver Especialidades Químicas, unidade do grupo Formitex, que em outras operações produz também espessantes acrílicos e composições entre eles e uretânicos, hoje disponibiliza um agente celulósico posicionado especificamente para tintas econômicas e standard (denominado Induskol T 26044).

    Noemi Sakamoto, gerente de vendas e marketing da Denver Especialidades, reconhece: os celulósicos são hoje empregados basicamente em outros gêneros de revestimentos que não tintas. “Em muitas formulações de massas corridas e texturas, sua tixotropia é apreciada por conceder aos produtos um aspecto mais consistente, dito ‘aspecto de pudim’, que diminui sob agitação”, ela especifica.

    Mas, se quase não mais contêm produtos celulósicos, em sua reologia as tintas parecem ainda assegurar algum espaço à opção também tradicional dos minerais. Alguns fornecedores disputam esse mercado apenas com esse gênero de espessantes (ver box), disponíveis também no portfolio da Basf, que comercializa argilas minerais com a marca Attagel. “Minerais são usados até em alguns produtos premium, para evitar sedimentação e sinérese (formação de uma lâmina d’água na parte superior de uma tinta embalada), ajudando a manter os sólidos em suspensão”, justifica Braidott.

    Segundo ele, a indústria de tintas trabalha muito com blends de espessantes: “Pode ser, por exemplo, uma mistura que combine a resistência do PU com a dos acrílicos. Ou então, uma combinação de PU high shear e PU low shear, que além da resistência confere as características de espessamento e viscosidade”, exemplificou.

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    Preocupações ambientais – Melhor atender às exigências colocadas pelas crescentes preocupações com o meio ambiente é premissa também considerada no atual processo de concepção das novas tintas; e, consequentemente, também dos projetos de desenvolvimentos dos agentes reológicos que lhes conferem várias de suas principais características.

    Nessa vertente do desenvolvimento de tintas ambientalmente menos nocivas, uma das mais marcantes tendências é o privilégio agora concedido aos produtos com baixos teores de VOC, muitas vezes isentos de solventes, e qualificados como APEO free (ou livres de alquilfenóis etoxilados, que nas formulações de espessantes atuam como surfactantes, mas enfrentam crescente rejeição).

    Na Ashland, destaca, a gerente técnica Natália Lopes, todas as versões mais recentes de espessantes associativos são APEO free e sem solventes. No mercado, ela pondera, ainda predominam os agentes reológicos com algum solvente ou com alquilfenóis etoxilados em sua formulação, mesmo que em baixas quantidades. Porém, com a evolução das regulamentações e os próprios projetos da indústria de tintas, avançam os produtos mais ecológicos. “Solventes não têm presença muito grande nos espessantes, e, com um balanceamento adequado podem ser substituídos por água. Já o alquilfenol etoxilado pode ser substituído por surfactantes ambientalmente amigáveis”, destaca Natália.

    Também na linha Tego os espessantes são isentos de solventes e de APEO. “São isentos ainda de estanho, que pode ser utilizado na fabricação de PU mas não aparece em nossos produtos”, complementa Catarina.

    E na Coatex, diz Medeiros, tanto os espessantes à base de PU quanto os acrílicos não trazem nem solventes, nem alquilfenol etoxilado, nem metais pesados. No Brasil, além de sua linha Rheotech, essa empresa produz os espessantes acrílicos da marca Baricryl – proveniente da compra, em 2012, da empresa Resicryl –, cujos produtos não são APEO free e têm índices superiores de VOC. “A médio e longo prazo, pensamos em manter somente nossa linha Rheotch, que, devido ao porte de seus clientes, já vende mais que a Baricryl, cuja quantidade de clientes é porém maior”, relata Medeiros.



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    Um Comentário


    1. Boa Noite, estamos iniciando uma nova atividade em nossa empresa, No ramo de textura e tintas.
      Gostaria de fazer parte de seus clientes.
      atenciosamente

      Nilton Cardoso

      http://www.cardosopinturas.com.br



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