Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Espessantes: Respeito ao consumidor e ao ambiente impulsiona o uso de agentes reológicos

Antonio C. Santomauro
14 de novembro de 2014
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    No mercado da reologia de tintas, a Tego atua com espessantes uretânicos, comercializados com a marca Viscoplus. E, segundo Catarina, embora permitam aplicação da tinta sem escorrimento ou respingo, os produtos à base de PU têm como efeito colateral um pequeno impacto na viscosidade: “essa característica pode ser até interessante, pois permite manter a mesma quantidade de pigmentos e cargas da fórmula original da tinta, que, dependendo da concentração, pode conferir viscosidade muito elevada ao produto”, ressalva.

    Outros produtos, além dos uretânicos, disputam hoje o mercado da reologia das tintas de maior qualidade e maior valor agregado. A Ashland, por exemplo, atua nesse segmento com espessantes à base de PAPE (poliacetal poliéteres). “Formulados com uma tecnologia diferenciada, eles conferem propriedades específicas à formulação, e são utilizados principalmente no segmento de tintas premium e esmaltes aquosos”, relata Hamilton Oliveira, gerente de vendas dessa empresa (que além dos espessantes sintéticos, comercializados com a marca Aquaflow, disponibiliza também espessantes celulósicos, com a marca Natrosol).

    Por sua vez, a Basf começou a trabalhar mais recentemente, no mercado brasileiro, sua linha de espessantes à base de poliéter, cuja marca é Rheovis PE (os acrílicos HASE e os uretânicos dessa empresa são, respectivamente, designados como Rheovis e Rheovis PU). “A linha dos poliéteres tem características muito semelhantes às dos espessantes uretânicos e, assim como esses, conferem ao sistema excelente nivelamento, brilho e redução de respingos durante a aplicação”, destaca Braidott.

    Química e Derivados, Reichhold - A fábrica de Mogi das Cruzes: soluções completas

    Reichhold – A fábrica de Mogi das Cruzes: soluções completas

    Opção preferencial – Embora esteja prevista a expansão do emprego dos uretânicos – bem como de opções como o PAPE e o poliéster –, a indústria nacional atualmente utiliza em escala amplamente majoritária os espessantes acrílicos como agentes de reologia de tintas (ao menos das imobiliárias, pois no segmento industrial há uso mais intenso de PU (ver box). Empresas como Dow e Basf, entre outras, fabricam espessantes acrílicos no Brasil, e essa última inaugurará no próximo ano, em Camaçari-BA, uma planta para produção do ácido acrílico (insumo fundamental desses produtos).

    No início deste ano, o conjunto de fabricantes brasileiros de espessantes acrílicos foi reforçado pela presença da Coatex, que passou a produzi-los em Araçariguama-SP. Dotados da marca Rheotech, os espessantes acrílicos dessa empresa aqui são produzidos apenas na versão HASE, que abrange os espessantes hidrofobicamente modificados (há também a versão ASE, mais antiga). “Acrílicos HASE conseguem poder de espessamento muito maior; no início havia uma diferença mais acentuada de preços entre eles e os ASE, mas essa disparidade diminuiu sensivelmente, e os tinteiros hoje buscam preferencialmente os HASE”, justifica Medeiros.

    Química e Derivados, Oliveira e a fábrica de Mogi das Cruzes: soluções completas

    Oliveira e a fábrica de Mogi das Cruzes: soluções completas

    A Reichhold produz espessantes acrílicos – sempre aniônicos –, em sua fábrica de Mogi das Cruzes-SP. No mercado nacional de reologia, a atuação dessa empresa privilegia o produto Arolon 21-404: “Otimizamos esse produto de modo a atender diversas necessidades”, diz André Luiz de Oliveira, gerente de desenvolvimento de mercado e assistência técnica da Reichhold do Brasil.

    O Arolon 21-404 destina-se principalmente às massas (PVA e acrílicas), especialmente em base água. “Mas algumas formulações do segmento de serigrafia sobre tecido (silk screen) podem fazer uso de suas propriedades espessantes”, acrescenta Oliveira. Para ele, “os espessantes acrílicos têm presença garantida no mercado de tintas porque seu uso é muito fácil, muito mais simples que o dos uretânicos, por exemplo”.

    Na Dow, a linha de acrílicos é comercializada com a marca Primal (enquanto Acrysol denomina os uretânicos da companhia) e inclui o produto AP 50, indicado para as tintas de menor preço. “Ele confere viscosidade com ótima relação entre custo e benefício”, diz Celdia.

    O antigo com o novo – Opção mais tradicional para modificar a reologia de tintas, os agentes derivados de celulose têm emprego hoje restrito basicamente ao segmento das massas, texturas e produtos afins. Em tintas, pesam desfavoravelmente contra eles a elevada capacidade de proliferação de microrganismos e o fato de serem apresentados na forma de pós, e não de líquidos, cuja aplicação é mais simples.



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    Um Comentário


    1. Boa Noite, estamos iniciando uma nova atividade em nossa empresa, No ramo de textura e tintas.
      Gostaria de fazer parte de seus clientes.
      atenciosamente

      Nilton Cardoso

      http://www.cardosopinturas.com.br



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