Tintas e Revestimentos

Tintas e revestimentos – Dispersantes: Demanda por ingredientes de alta tecnologia cresce para enfrentar importações

Hamilton Almeida
9 de setembro de 2015
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    Química e Derivados, Tintas e revestimentos - Dispersantes: Demanda por ingredientes de alta tecnologia cresce para enfrentar importações
    Com a economia brasileira em marcha reduzida, o mercado de dispersantes para tintas não foge à regra, mas apresenta variações: os segmentos de tintas premium e standard aparentemente não sentem tanto a crise como o de tintas econômicas. Nesse contexto, a importação de matérias-primas mais baratas para aplicações em tintas econômicas pode estar derrapando. “O mercado de dispersantes sofreu uma influência grande, nos últimos anos, com a entrada de pigmentos já dispersos, originários, principalmente, da Índia”, comenta Mar­­celo Graziani, gerente de negócios de aditivos da Air Products.

    Química e Derivados, Alice: estratégia de mercado inclui serviço especializado

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    “A maioria destes produtos é indicada para aplicações que não demandam muita tecnologia (como as tintas econômicas)”, explica Graziani. Por outro lado, ele observa que ainda existem muitas empresas no Brasil, de médio e grande porte, “que estão fazendo dispersão de pigmento e que aumentaram o nível tecnológico dos produtos para evitar a concorrência dos pigmentos dispersos de baixo custo. Estes são os nossos clientes e por isto acreditamos que o nosso negócio não foi impactado”.

    Com clientes que produzem tintas e vernizes de alta tecnologia, a Air Products navega com alguma tranquilidade em meio à crise geral, a tal ponto que Graziani calcula que a demanda média dos últimos três anos continua igual.

    A Braschemical também não tem o que lamentar: “A curto e médio prazo, não existe expectativa de crescimento do mercado em si. Mas, planejamos aumentar a nossa participação. Temos grande penetração em nichos específicos e outros que já estão demonstrando muito interesse em desenvolver alternativas”, afirma a gerente técnica, Alice Canton.

    Para a BYK, não há espaço para problemas: “Este é um mercado extenso, com grandes oportunidades, principalmente pelo desenvolvimento de novos pigmentos com propriedades mais intensas, exigindo aditivos cada vez mais eficazes. A tendência é de crescimento a cada ano”, assevera Aurélio Rocha, gerente de vendas para a América Latina.

    Na avaliação de André Rosa, diretor comercial da Polystell, o mercado de dispersantes tem “potencial para crescer muito ainda em relação às tecnologias para a aplicação e as questões mercadológicas”. Por isso, ele considera que as expectativas “são bastante positivas” a curto, médio e longo prazo.

    Química e Derivados, Lopes: novidade pode substituir até 30% do dióxido de titânio

    Lopes: novidade pode substituir até 30% do dióxido de titânio

    O diretor geral da Polystell, Wildon Lopes, diz que a novidade da empresa “é a linha Polytio, partícula de minerais encapsulados, inclusive nanoparticulados e pré-dispersos, que substituem até 30% do dióxido de titânio em peso, para aplicação em tintas imobiliárias e outros sistemas dispersos em água”.

    As maiores novidades da Brasche­mical estão nos hiperdispersantes para tintas inkjet e sistemas UV. “A Tilo tem tido muito sucesso com aditivos para sistemas inkjet digital e também inkjet para cerâmica”, conta Alice. Ela explica que os hiperdispersantes são aditivos poliméricos de alto peso molecular utilizados na fabricação de concentrados em tintas em geral (água, solvente, UV, tinta em pó).

    O papel fundamental dos hiperdispersantes contempla a melhoria da reologia da tinta. Permite alcançar níveis altos de concentração de pigmentos extraindo maior poder tintorial, melhorar a dispersão e o brilho da tinta. “Com a sua utilização pode-se reduzir o tempo de moagem dos concentrados de pigmentos, otimizando a produção e obtendo maior produtividade”, acrescenta Alice.

    Nas palavras de Priscila Fuentes Schmitz, gerente de contas da Lubrizol do Brasil, a atuação dos hiperdispersantes se baseia na forte adsorção na superfície da partícula do pigmento ou carga, reduzindo a viscosidade e melhorando a reologia da moagem (o que permite fazer moagens mais concentradas), além de aumentar a estabilidade, tanto na moagem do pigmento quanto na tinta acabada.



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