Tintas e Revestimentos

Biocidas – Liberação controlada dos ativos melhora proteção ao filme seco

Antonio C. Santomauro
13 de junho de 2012
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    Marítima encapsula ativos

    Os diferenciais favoráveis ao microencapsulamento em tintas marítimas são referendados por Heloysa Dima, química formuladora do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade de Negócios Marine, Protective & Yacht Coatings da AkzoNobel (essa unidade desenvolve tintas anticorrosivas e anti-incrustantes para embarcações). “Essa tecnologia permite reduzir as quantidades de biocidas em até 30%, e em alguns produtos da nossa linha yacht já estamos testando os microencapsulados”, conta Heloysa. Além disso, a indústria testa uma tinta para iates contendo um biocida biodegradável.

    No segmento das tintas destinadas a navios, que, diferentemente dos iates, permanecem o tempo todo navegando e têm nos organismos marinhos aderentes ao casco um fator capaz de prejudicar sensivelmente seu desempenho, a Akzo Nobel disponibiliza tintas totalmente isentas de biocidas: trata-se de um produto baseado em fluorpolímero, que produz uma superfície extremamente lisa e antiaderente. “Por ter baixa tensão superficial, ele não permite que os organismos marinhos venham a aderir ao casco”, explica a química formuladora.

    Na Dow Microbial Control, a estrutura de prestação de serviços inclui um método patenteado de otimização de fórmulas biocidas denominado Taunovate – High Throughput. “Ele possibilita a realização de vários ensaios simultâneos, com precisão e menor gasto de material, graças à automatização das contagens microbiológicas. Com essa tecnologia, é possível otimizar as dosagens de biocidas, bem como descobrir sinergias e misturas de ativos para se obter a melhor eficácia com o menor custo e de forma mais sustentável”, detalha Débora.

    A ASI, além de também oferecer serviços, focará sua atuação no mercado brasileiro em produtos direcionados a padrões de qualidade distintos daqueles projetados para grandes volumes e preços baixos. Usará, para isso, a sinergia entre seus biocidas e os produtos da linha Aqualon, com a força das marcas Fungitrol e Nuosept, trazidas pela ISP; e no Brasil ainda mais relevantes no segmento das tintas industriais. “Nos Estados Unidos, essas marcas têm presença muito expressiva também no mercado das tintas decorativas”, afirma Monteiro.

    Além disso, a ASI pretende mostrar de maneira mais enfática produtos como seus fungicidas dispersíveis em água. “Eles não trazem solventes e assim diminuem a emissão de VOCs, tornando mais ecologicamente corretos as porções dos filmes de tinta sujeitas à lixiviação”, diz Leticia Gajaca, res-ponsável pelo laboratório de produtos e serviços de microbiologia da ASI.

    A busca por produtos ambientalmente mais sustentáveis gerou também a linha de bactericidas com ativos de origem vegetal Olus, desde o final do ano passado posicionada pela Ipel também para o mercado de tintas (antes, ela enfocava mais o mercado dos domissanitários).

    química e derivados, Franco Faldini, Dow Coating Materials, tintas multifuncionais

    Faldini: tintas multifiuncionais pedem novos desenvolvimentos

    Três versões compõem a linha: Ipel Olus 1000 (bioflavonoides e um óleo essencial); Ipel Olus 2000 (derivados terpênicos e um óleo essencial); Ipel Olus 3000 (derivados terpênicos e bioflavonoides). “São produtos um pouco mais caros, mas alguns clientes já estão testando e/ou formulando tintas com eles, isso deve criar algo como as linhas ecológicas já existentes no mercado de produtos de limpeza”, observa Leite. “E é uma linha totalmente eficaz, não exige o uso de quantidades muito maiores de biocidas”, finaliza.

    Além de prestar serviços e desenvolver produtos ao mesmo tempo eficazes e ambientalmente mais cor-retos, a indústria dos fornecedores de ingredientes para tintas – nesse caso, não apenas dos biocidas – deverá agora, prevê Franco Faldini, gerente de marketing da Dow Coating Materials para a América Latina, integrar-se ao processo de expansão mercadológica das chamadas tintas inteligentes, projetadas para cumprir outras funções específicas (além, obviamente, de proteger e decorar superfícies). “Hoje, existe uma tinta que tira odor de fumo, por exemplo, enquanto outra tira o formaldeído do ambiente e o transforma em ar puro”, exemplifica Faldini.

     



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