Biocidas – Liberação controlada dos ativos melhora proteção ao filme seco

química e derivados, biocidas, tintas e revestimentosA conjuntura econômica se revela menos favorável a eles e a seus clientes, quando comparada àquela registrada há pouco mais de um ano; mesmo assim, os fabricantes de biocidas para tintas conseguem visualizar um horizonte no qual deverão expandir seus negócios, embora em ritmo menos acelerado.

Eles percebem, nesse horizonte, tanto o aumento do interesse dos fabricantes de tintas pela criação e consolidação de novos nichos de mercado, nos quais os biocidas podem desempenhar funções mais relevantes, quanto uma demanda acentuada por produtos ambientalmente amigáveis e simultaneamente também mais eficazes.

No campo dos biocidas, capazes de agregar cuidado com o ambiente ao desempenho, ganham espaço aqueles cujos ativos se apresentam encapsulados – em escala microscópica –, utilizados principalmente para a proteção contra fungos e algas no filme de tinta aplicado e seco (o chamado dry film).

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Gisele: encapsulamento torna os biocidas mais sustentáveis

Essa tecnologia do encapsulamento dos ativos é apontada por Gisele Bonfim, gerente técnica e de assuntos ambientais da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati), como uma das principais novidades da indústria de biocidas. “Ela torna o biocida ambientalmente mais sustentável”, justifica.

Encapsulados, os biocidas podem ser utilizados em doses menores, pois são gradualmente liberados no filme de tinta, com redução da emissão dos ativos para o ambiente; paralelamente, surgem também benefícios relacionados ao desempenho, como menores taxas de lixiviação. Ou seja: atende-se à crescente demanda por melhor performance com redução dos impactos ambientais.

Atenta à expansão dessa demanda, a Lanxess já anuncia seu ingresso no segmento dos fungicidas e algicidas encapsulados: “Ainda não tenho a data do lançamento, mas estamos desenvolvendo esse projeto”, revela Luis Gustavo Ligere, coordenador regional de vendas no Cone Sul da unidade de proteção de materiais, biocidas/ativos e desinfecção da Lanxess.

Fungicidas microencapsulados constituem também uma das armas com a qual pretende se expandir no mercado brasileiro de tintas a ASI (Ashland Specialty Ingredients), unidade de negócios de produtos para tintas estruturada pelo grupo Ashland com a integração da ISP, adquirida em meados do ano passado, com a Aqualon (a antiga divisão de espessantes reológicos da Ashland).

Para Alexandre Castro Monteiro, gerente de vendas da área de coatings da ASI, “crescerá a demanda por biocidas encapsulados, que permitem o uso de quantidades menores de ativos”. No mercado norte-americano, ele diz, já é grande a demanda pelo Fungitrol 940CR, fungicida com ativos encapsulados oriundo dos ativos da ISP e que agora será oferecido mais intensamente ao mercado brasileiro.

Na Europa, a britânica Thor comercializa há cerca de dez anos fungicidas e algicidas microencapsulados. Ela agora busca expandir o uso dessa tecnologia também no Brasil e em outros países da América do Sul. “Por enquanto, aqui, fornecemos encapsulados principalmente para formulações de tintas de alto valor”, destaca Ridnei Brenna, diretor-geral da Thor Brasil.

A Ipel disponibiliza o microencapsulamento há cerca de um ano e meio, sendo direcionada basicamente a alguns nichos, tintas marítimas, por exemplo. “Devido ao custo, ao menos no curto prazo, não vejo essa tecnologia assumindo grandes proporções mercadológicas”, pondera Luiz Wilson Pereira Leite, diretor de marketing e negócios internacionais da Ipel.

Além de trabalhar com a escala micro no processo de encapsulamento, a Ipel já disponibiliza produtos em escala nano, caso, por exemplo, das nanopartículas de prata da linha AgNano para tintas antimicrobianas. “Essas partículas reduzem a população bacteriana presente na superfície pintada em, no mínimo, 99,9%”, afirma Leite.

Fim do formol? – Assim como na Ipel, os ativos encapsulados são atualmente demandados especialmente para a produção de tintas destinadas a embarcações também no portfólio da Dow, que lançou mundialmente no ano passado o ativo bactericida MBIT (metil benzoisotiazolinona), comercializado no mercado de tintas com a marca Bioban 551S. “Esse novo ativo é mais estável, tem espectro de ação mais amplo e perfil toxicológico melhor, sendo uma solução mais sustentável para a preservação de tintas”, afirma Débora Takahashi, especialista técnica em aplicação da Dow Microbial Control. Segundo ela, no Brasil ainda não há clientes utilizando o MBIT, que já está sendo integrado às fórmulas de tintas em outros países, especialmente na Europa.

O novo ativo da Dow atende a uma outra demanda também crescente: a substituição, nos bactericidas destinados à proteção das tintas nas latas (in can), de biocidas isentos de formol, inclusive na forma dos chamados liberadores de formol, que liberam gradualmente essa substância para a proteção no espaço vazio entre a superfície do produto e a tampa da embalagem (headspace).

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Debora começa a oferecer MBIT para proteger tintas brasileiras

Em alguns países, o formol já é proibido, ou então perde espaço de mercado pelo fato de as embalagens das tintas que o contêm serem obrigadas a exibir símbolos capazes de inibir seu consumo, por ressaltarem a existência de ativos tóxicos. “Tenho, porém, notado uma demanda maior por produtos sem formol também no Brasil, que não impõe essa exigência”, observa Débora.

Karina Zanetti, integrante da área de assistência técnica da Miracema-Nuodex, também percebe aumento nessa demanda. “Seja pela questão do odor e/ou pela toxicidade, a procura por biocidas isentos de formol para preservação no estado úmido tem aumentado a cada dia”, salienta.

A Miracema-Nuodex, complementa Karina, tem em seu portfólio um biocida isento de formol capaz de propiciar desempenho até superior àquele gerado por produtos compostos com liberadores dessa substância.

Brenna, da Thor, cita vários produtos hoje disponíveis como alternativas sem formol para a tradicional combinação CMIT/MIT (a dupla de isotiazolinonas cloro-metil e metil, muito usada nesse mercado, e que geralmente pede o complemento de formol ou de doadores de formol). Por exemplo, BIT (benzoisotiazolinona), MIT (metilisotiazolinona), e bronopol. “Nossos produtos MBS e MBL têm como bases, respectivamente, as combinações MIT/BIT e MIT/BIT/bronopol, e podem substituir os ativos CIT/MIT associados ao formol ou ao doador de formol, ou à BIT sozinha”, detalha Brenna.

Segundo ele, os produtos com formol ou doadores ainda prevalecem no mercado brasileiro porque têm custo mais favorável, embora os biocidas apareçam nas tintas em concentrações muito pequenas. “Geralmente, essas concentrações ficam em algo entre 0,1% e 0,2%, e isso tem pouco impacto no custo final de uma lata de tintas”, calcula.

Esse pequeno custo é, porém, um diferencial relevante em um mercado no qual, diz Leite, da Ipel, as negociações se aprofundam até em frações diminutas de centavos. “Apesar disso, o segmento dos produtos totalmente isentos de formol já é importante”, ressalta.

Mas os fabricantes de tintas que deixam de usar formol precisam dedicar ainda mais atenção à higiene de suas plantas: “O formol elimina até as bactérias que possam estar contidas nas matérias-primas das tintas e, sem ele, é preciso ter cuidados ainda maiores”, recomenda Débora, da Dow.

Ingredientes questionados – Além do formol, outros ativos enfrentam restrições por parte dos compradores de biocidas para tintas. “Algumas empresas já nos pedem para não usar nada de carbendazim, um ativo fungicida de uso bastante comum”, conta Ligere, da Lanxess.

Leite, da Ipel, considera as restrições ao carbendazim, por enquanto, mais acentuadas em seu uso na atividade. “E há substitutos para o carbendazim, como butil-benzoisotiazolina e IPBC, mas eles também são mais caros”, comenta.

E o potencial de negócios a ser gerado pelo carbendazim no mercado brasileiro até estimulou a Thor a decidir pela construção, em sua unidade de Barueri-SP, de uma planta para fabricá-lo, ao lado de outros ativos fungicidas e algicidas convencionais, como diuron e OIT (octilisotiazolinona). Por en-quanto, no país, a Thor apenas mistura os ingredientes biocidas conforme as necessidades dos clientes. “Essa planta deve estar pronta até o final do ano e atenderá a todos os países da América Latina”, conta Brenna.

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Brenna: fábrica de ingredientes no país fica pronta neste ano

Por sua vez, Fabio Forastieri, gerente nacional de vendas da Lonza (que comprou a Arch Chemicals em junho de 2011), vê menor aceitação não apenas do carbendazim, mas também do diuron, muito usado em formulações algicidas. Segundo ele, existem substitutos muito mais eficazes para eles, como o piritionato de zinco, comercializado na Lonza com a marca Zinc-Omadine. “Ele combina as ações fungicida, algicida e bactericida com ação no filme seco”, destaca Forastieri.

Essa característica de combate às bactérias também na película aplicada, citada pelo gerente da Lonza como uma das funcionalidades do piritionato de zinco, é uma das bases de um segmento hoje incluído pelos fabricantes de biocidas entre as mais interessantes alternativas de expansão de seus negócios: as tintas antibacterianas, também chamadas de higiênicas (que oferecem, além da proteção bactericida, proteção contra fungos).

Na realidade, tais tintas nada mais são do que as já conhecidas tintas hospitalares, porém agora vendidas com um apelo de marketing capaz de ampliar enormemente a escala de comercialização: por exemplo, como tintas adequadas a ambientes como quartos de crianças, vestiários e escolas.

Atenta ao potencial desse segmento, no final do ano passado a Dow até lançou o selo Bio-Pruf, que pode ser aplicado pelos clientes nas embalagens de seus produtos, para que eles assim tenham o endosso da fabricante do biocida como garantia adicional de uma tinta antibacteriana de qualidade, com ação fungicida, algicida e bactericida na película. A Hydronorth, fabricante de tintas com sede em Londrina-PR, já aplica o selo Bio-Pruf em sua linha Eco. “E há outros parceiros interessados”, informa Débora.

Além de poder contar com novos nichos, a exemplo das tintas higiênicas, o mercado de biocidas vem sendo beneficiado pelo crescente uso por parte dos clientes de ingredientes capazes de garantir ao menos alguma preservação também no filme seco (muitas vezes com um fungicida mais simples). Essa proteção fungicida básica, destaca Leite, da Ipel, está presente na imensa maioria das tintas comercializadas no Brasil. “Só não trabalham com ela as fábricas muito pequenas”, informa.

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Leite: crise mundial atrasa a instalação da nova planta

Prognósticos difíceis – Leite prevê para a segunda metade deste ano uma conjuntura de negócios mais favorável a essa indústria, que no primeiro semestre ficou sujeita ao ritmo claudicante da economia nacional e mundial. Ritmo, aliás, que obrigou a Ipel a suspender temporariamente o projeto de instalação de um conjunto de equipamentos adquiridos no início do ano passado, com os quais poderá dobrar sua capacidade de produção de ativos biocidas.

Uma das razões dessa aquisição foi a possibilidade de incremento dos negócios da Ipel no mercado internacional, hoje em situação ainda menos favorável do que a do Brasil. Com isso, ficou ainda mais justificada a suspensão temporária do projeto de ampliação. “Mas parece que a situação agora caminha para uma melhoria, e talvez até o final do ano retomemos esse processo”, projeta Leite. “Enquanto isso, aperfeiçoamos nossa estrutura de expedição e envasamento”, complementa.

Ligere, da Lanxess, não acredita em evolução acentuada nos negócios com biocidas em tintas no decorrer deste ano, mesmo com as medidas governamentais destinadas a aquecer o mercado imobiliário (principal usuário das tintas para as quais fornece biocidas). “Não vi crescimento no primeiro semestre deste ano, em relação ao mesmo período de 2011, e também não creio em crescimento no restante do ano”, relata. “Segmentos como as tintas higiênicas, ou tintas para teto de banheiro, geram novos negócios, porém ainda em volume pequeno, por enquanto.”

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Ligere: aquisição recente abre caminho para novos ativos

Mas a Lanxess, ressalva Ligere, ganhará diferenciais mercadológicos adicionais com a aquisição, concretiza da há pouco mais de um ano, da unidade de proteção de materiais da Syngenta, esta muito forte na área agrícola (matriz original dos ativos biocidas empregados no mercado de tintas). “Essa aquisição inclui acesso a alguns ativos interessantes, principalmente fungicidas”, destaca Ligere.

A Thor Brasil, afirma Brenna, no primeiro semestre deste ano, ultrapassou em 20% a meta de negócios estipulada para esse período: “Começamos a trabalhar com preços mais competitivos, desenvolvendo mais produtos taylor made”, pondera.

No Brasil, afirma Brenna, mesmo no segmento das tintas Premium, o uso de fungicidas e algicidas ainda é muito baixo, comparativamente ao verificado em outros países. “Mas algumas indústrias procuram se diferenciar, trabalhar mais com nichos, focar públicos muito específicos, da classe A, por exemplo, e isso abre espaço para a introdução de produtos mais eficazes”, analisa o diretor da Thor Brasil.

Serviços e sustentabilidade – Ainda há possibilidade de desenvolvimento de novos nichos no mercado de tintas e de seus biocidas, como observa Forastieri, da suíça Lonza. “Creio não haver ainda no Brasil tintas algicidas realmente eficazes”, ele especifica. “E a principal aplicação dessas tintas é no litoral, mas há problemas com algas também em São Paulo”, informa.

Para ele, há ainda a possibilidade de migração, para outros mercados, de produtos originalmente concebidos para tintas. “Nosso produto Zinc-Omadine começa a ser usado também na preservação de aditivos de concreto”, exemplifica.

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Forastieri aponta nichos ainda inexplorados, como os algicidas

Para Brenna, da Thor, as indústrias de biocidas podem atuar menos preocupadas com uma possível concorrência de produtos comprados no exterior a preços inferiores, comercializados por aqui sem nenhum suporte adicional de serviços: “A venda de biocidas está hoje muito vinculada ao serviço e à assistência técnica, quase diariamente fazemos análise de possibilidade de contaminação em tintas”, diz.  “Não vale a pena comprar biocidas sem ter esse serviço agregado, o prejuízo gerado por um lote contaminado é imenso”, argumenta Brenna.

Karina, da Miracema, cita a divulgação dos serviços técnicos agregados à comercialização de biocidas como uma das prioridades da estratégia de marketing da empresa no decorrer deste ano: “Sabemos que não basta apenas adicionar o aditivo de preservação nas tintas, é preciso um acompanhamento microbiológico periódico para garantir que o biocida seja aplicado nas condições corretas, garantindo a performance esperada”, justifica.

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Os diferenciais favoráveis ao microencapsulamento em tintas marítimas são referendados por Heloysa Dima, química formuladora do Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento da Unidade de Negócios Marine, Protective & Yacht Coatings da AkzoNobel (essa unidade desenvolve tintas anticorrosivas e anti-incrustantes para embarcações). “Essa tecnologia permite reduzir as quantidades de biocidas em até 30%, e em alguns produtos da nossa linha yacht já estamos testando os microencapsulados”, conta Heloysa. Além disso, a indústria testa uma tinta para iates contendo um biocida biodegradável.

No segmento das tintas destinadas a navios, que, diferentemente dos iates, permanecem o tempo todo navegando e têm nos organismos marinhos aderentes ao casco um fator capaz de prejudicar sensivelmente seu desempenho, a Akzo Nobel disponibiliza tintas totalmente isentas de biocidas: trata-se de um produto baseado em fluorpolímero, que produz uma superfície extremamente lisa e antiaderente. “Por ter baixa tensão superficial, ele não permite que os organismos marinhos venham a aderir ao casco”, explica a química formuladora.

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Na Dow Microbial Control, a estrutura de prestação de serviços inclui um método patenteado de otimização de fórmulas biocidas denominado Taunovate – High Throughput. “Ele possibilita a realização de vários ensaios simultâneos, com precisão e menor gasto de material, graças à automatização das contagens microbiológicas. Com essa tecnologia, é possível otimizar as dosagens de biocidas, bem como descobrir sinergias e misturas de ativos para se obter a melhor eficácia com o menor custo e de forma mais sustentável”, detalha Débora.

A ASI, além de também oferecer serviços, focará sua atuação no mercado brasileiro em produtos direcionados a padrões de qualidade distintos daqueles projetados para grandes volumes e preços baixos. Usará, para isso, a sinergia entre seus biocidas e os produtos da linha Aqualon, com a força das marcas Fungitrol e Nuosept, trazidas pela ISP; e no Brasil ainda mais relevantes no segmento das tintas industriais. “Nos Estados Unidos, essas marcas têm presença muito expressiva também no mercado das tintas decorativas”, afirma Monteiro.

Além disso, a ASI pretende mostrar de maneira mais enfática produtos como seus fungicidas dispersíveis em água. “Eles não trazem solventes e assim diminuem a emissão de VOCs, tornando mais ecologicamente corretos as porções dos filmes de tinta sujeitas à lixiviação”, diz Leticia Gajaca, res-ponsável pelo laboratório de produtos e serviços de microbiologia da ASI.

A busca por produtos ambientalmente mais sustentáveis gerou também a linha de bactericidas com ativos de origem vegetal Olus, desde o final do ano passado posicionada pela Ipel também para o mercado de tintas (antes, ela enfocava mais o mercado dos domissanitários).

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Faldini: tintas multifiuncionais pedem novos desenvolvimentos

Três versões compõem a linha: Ipel Olus 1000 (bioflavonoides e um óleo essencial); Ipel Olus 2000 (derivados terpênicos e um óleo essencial); Ipel Olus 3000 (derivados terpênicos e bioflavonoides). “São produtos um pouco mais caros, mas alguns clientes já estão testando e/ou formulando tintas com eles, isso deve criar algo como as linhas ecológicas já existentes no mercado de produtos de limpeza”, observa Leite. “E é uma linha totalmente eficaz, não exige o uso de quantidades muito maiores de biocidas”, finaliza.

Além de prestar serviços e desenvolver produtos ao mesmo tempo eficazes e ambientalmente mais cor-retos, a indústria dos fornecedores de ingredientes para tintas – nesse caso, não apenas dos biocidas – deverá agora, prevê Franco Faldini, gerente de marketing da Dow Coating Materials para a América Latina, integrar-se ao processo de expansão mercadológica das chamadas tintas inteligentes, projetadas para cumprir outras funções específicas (além, obviamente, de proteger e decorar superfícies). “Hoje, existe uma tinta que tira odor de fumo, por exemplo, enquanto outra tira o formaldeído do ambiente e o transforma em ar puro”, exemplifica Faldini.

 

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