Tintas e Revestimentos

Tintas: Consumo de imobiliárias cresce puxado por reformas de fim de ano

Antonio C. Santomauro
24 de janeiro de 2014
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    Planejamento é a palavra – Embora não exija mudanças drásticas nas atividades rotineiras, o ciclo de altas e de baixas, próprio do mercado de tintas imobiliárias, requer das empresas nele inseridas um planejamento produtivo e logístico bem elaborado, observa David Ivy Jr., diretor de marketing da Sherwin-Williams (empresa presente nesse mercado com marcas como Novacor e Metalatex). “Com base no histórico de anos anteriores, é preciso analisar quais produtos são mais demandados nessa época, para paulatinamente aumentar sua produção”, ele especifica.

    Já a logística, prossegue Ivy, deve se fundamentar em bons parceiros, e em métricas bem definidas. “Temos até uma premiação para reconhecer esses parceiros”, ele ressalta. “Mas a sazonalidade pode ser trabalhada normalmente com um bom planejamento”, pondera o diretor da Sherwin-Williams.

    A Basf, endossa Carboni, “tem capacidades produtivas e de armazenamento suficientes para atender ao aumento da demanda sem grandes alterações na rotina”. Mas, para ele, “seria interessante que as entidades representantes da indústria e do varejo realizassem ações de marketing para estimular um uso mais uniformemente distribuído no decorrer dos vários meses do ano, pois assim equilibraríamos as vendas”.

    Química e Derivados, Ivy: logística estudada para atender à demanda cíclica

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    Atualmente, destaca Berretta, da Tintas Coral, existem técnicas que permitem a produção, nos meses menos aquecidos, de tintas que chegarão ao mercado somente quando a procura aumentar. “Quando a demanda é menor, podemos então produzir mais, para atender à aceleração das vendas”, ele diz.

    Segundo Berretta, comparando-se os meses mais movimentados diretamente com os menos aquecidos (janeiro, fevereiro, junho e julho), pode haver uma diferença de até 50% nos volumes totais de vendas de tintas imobiliárias.

    No sul do Brasil, onde é mais nítida a distinção entre os períodos mais frios e mais quentes, a sazonalidade do mercado de tintas é até superior àquela registrada nas demais regiões do país: “Nessa região, cerca de 40% das vendas ocorrem na primeira metade do ano, e o restante na segunda”, relata Thomas Fröhler, diretor de operações e manufatura da divisão de tintas arquitetônicas da PPG (grupo detentor da marca Tintas Renner, e que tem uma penetração maior exatamente na Região Sul).

    Porém, nem mesmo nesse caso ocorrem, nos diferentes meses do ano, mudanças significativas nos processos das empresas. “Fazemos estoques maiores apenas de alguns itens mais sensíveis, por exemplo, tintas para pintura de piscinas de fibra, cuja demanda se concentra muito nos meses anteriores ao verão”, especifica Fröhler. “Mas em 99,9% dos casos produzimos apenas aquilo que vendemos no período, até porque estoques representam custos.”

    Projetando novidades – Geralmente, os fabricantes de tintas imobiliárias desenvolvem seus lançamentos no primeiro semestre, e os distribuem ao mercado até a metade de cada ano, no máximo até setembro, para tê-los já disponíveis no varejo quando a procura se acentuar. Para formatar esses novos produtos, eles empregam diversos recursos, como as pesquisas e as análises de tendências e conjunturas.

    Valendo-se de ferramentas desse gênero, a Suvinil elegeu, como cor mais realçada na atual temporada, o azul Curaçau Blue. “Essa cor tem a ver com um sentido de brasilidade, por sua vez relacionado a fatos como a aproximação da Copa do Mundo e os recentes movimentos sociais”, justifica Carboni.

    Química e Derivados, Fröhler: sazonalidade é mais nítida na Região Sul do país

    Fröhler: sazonalidade é mais nítida na Região Sul do país

    No total, a Suvinil selecionou este ano 33 cores, agrupadas em três conjuntos estruturados segundo distintos apelos de marketing: ‘Pulsante’, associado aos conceitos de mudança e de liberdade, e expresso em cores como inox, groselha, xarope de menta, gengibre; ‘Elementar’, no qual há cores como pavê gelado, drinque refrescante, barrica de carvalho e gergelim, relacionadas aos temas da naturalidade e da simplicidade; ‘Plural’, cuja paleta inclui araucária, quartzo azul, ouro amarelo e pistache, entre outras cores.

    A marca lançou ainda, entre outros itens, dois produtos para áreas externas: Suvinil Sempre Nova e Suvinil Proteção Total – este último, descrito por Carboni como “uma tinta para exteriores com filme 100% elástico de altíssima resistência, ideal para locais onde há muita chuva, muita incidência de sol, ou maresia”.

    A Tintas Coral colocou no mercado uma nova versão de uma tinta posicionada como ‘superlavável antimanchas’, projetada para repelir manchas líquidas, por exemplo, de café ou de chocolate, além de manchas de batom, lápis de cor e solados de sapato, entre outras.

    Hoje em dia, diz Berretta, podem ser observadas nesse mercado ao menos duas tendências marcantes: uma delas, a expansão dos produtos com base água; a outra, o aumento da influência das mulheres nas decisões relacionadas ao consumo. “E mulher compra produtos pensando em toda a família, daí a importância de produtos como Coral 3 em 1”, ele realça, referindo-se a uma tinta lançada no ano passado que combina tecnologias antibactericida, antimofo e ausência de cheiro.



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