Tintas e Revestimentos

Tintas: Clientes exigem resinas de alto desempenho

Hamilton Almeida
12 de novembro de 2018
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    Tecnologia – Quando se fala de tecnologia, o leque é variado. “Há muita tecnologia nova”, observa Lagrotta. A Dow, por exemplo, diz possuir a carteira mais completa para tintas e revestimentos da América Latina. Contempla desde tecnologias simples até as mais sofisticadas para os setores arquitetônico (econômica, standard e premium) e industrial (como demarcação viária, embalagens e metal).

    “São soluções que atendem às necessidades do mercado em relação à sustentabilidade (soluções que aliam impacto positivo sobre o meio ambiente sem comprometer as características desejadas), desempenho (soluções desenvolvidas para melhorar os atributos dos produtos existentes no mercado) e funcionalidade (soluções inteligentes que vão além de cor e proteção)”, relata o executivo de marketing.

    “A própria Dow já disponibiliza uma solução totalmente nova no mercado brasileiro, para tintas de apenas uma demão, pensada especialmente para quem quer renovar a pintura da casa com rapidez, economizando em mão de obra, tempo e manutenção. Ela garante alto poder de cobertura e nivelamento, reduzindo as manutenções e é ideal para a prática do faça você mesmo”, reflete.

    Na área industrial, o porta-voz diz que um grande foco recai sobre as demarcações viárias. “Estamos trabalhando para promover a linha Fastrack, criada para melhorar o desempenho nas sinalizações de vias. Composta por emulsões à base d’água, tem maior durabilidade e possui até dez vezes menos solvente em comparação a uma tinta tradicional”.

    Gitti diz que a Oswaldo Cruz “está focada em tecnologias de nano e micropartículas, com baixo VOC e novos parâmetros de performance”. A Wana comunica que está sempre se preparando técnica e comercialmente, com produtos diferenciados, para atender os seus clientes/parceiros comerciais. E que, em breve, haverá inovações. Além de ampliar cada uma das linhas de produtos, a empresa terá “mais novidades para outros nichos”.

    A Wana está prestes a dar a partida em um reator “com maior capacidade, que aumentará os volumes de produção no segundo semestre”, antecipa Petrone. Segundo o executivo, “o preço é um fator primordial para o desenvolvimento desse campo e um desempenho diferenciado pode alavancar o segmento com um custo muito próximo do que é praticado”.

    “Uma das grandes novidades da Lubrizol”, manifesta Carthery, “são as emulsões base água com propriedades capazes de substituir sistemas base solvente, sem prejuízo em desempenho”. Destaque para a linha Carboset para esmaltes, um produto acrílico base água que permite a substituição dos sistemas alquídicos e alquídicos emulsionados com ganhos significativos na resistência à corrosão, na alvura e blocking, ainda contando com uma secagem muito mais rápida e mantendo em grande parte as questões estéticas de brilho e nivelamento.

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    Além disso, recentemente introduziu a nova Carboset de produtos híbridos acrílico-uretano, que entrega baixa absorção de água, excelente equilíbrio entre elongação e tensão na ruptura e a manutenção dessas propriedades mesmo após o envelhecimento. “A combinação única do poliuretano e o acrílico proporciona maior durabilidade ao revestimento, apresentando resultados de emissividade e refletância superiores às das resinas acrílicas convencionais, permitindo a formulação de revestimentos para telhados frios mais eficientes. Esse produto possui uma tecnologia que entrega baixa pega de sujeira, resistência à migração de betumem e a ausência de APEO, NMP e NEP, reforçando o compromisso da empresa com a sustentabilidade”, sublinha o executivo.

    Também inaugurou recentemente um novo centro de pesquisa em polímeros, em Paulínia-SP, que permitirá desenvolver produtos focados nas necessidades locais em parceria com os principais clientes na região.

    A Dow não revela investimentos. Informa, porém, que tem trabalhado em questões-chave para a América Latina: água, mudanças climáticas, economia circular e bem-estar, por meio de cadeias de valor estratégicas como infraestrutura, alimentação e bens de consumo. “O ramo de tintas está diretamente ligado à cadeia de valor de infraestrutura, que tem se dedicado a promover colaborações entre governo, academia e setor privado para endereçar questões de moradia e mobilidade urbana. Dessa forma, há muitas oportunidades de desenvolvimentos e aperfeiçoamento de soluções”, observa Lagrotta.



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