Tintas e Revestimentos

Tintas: Abrafati premia indústrias certificadas

Rose de Moraes
30 de julho de 2004
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    Nova norma – A qualidade das tintas látex econômicas, em cores claras, amplamente utilizadas no setor da construção civil, em breve estará melhor assegurada, graças aos requisitos mínimos de desempenho estabelecidos em norma a ser baixada pela ABNT, a Associação Brasileira de Normas Técnicas. A resolução, anunciada em abril, constará da norma NBR 15079, prestes a ser publicada pela entidade. Na opinião do presidente da Abrafati, Dílson Ferreira, o fato tem enorme importância para o setor, pois irá contribuir para eliminar do mercado as tintas de baixa qualidade.

    Química e Derivados: Tintas: Martinho (dir.) representou Universo. ©QD Foto - Divulgação

    Martinho (dir.) representou Universo.

    Além de estabelecer requisitos gerais, como a obrigatoriedade de constar das embalagens de tintas dados sobre o fabricante, produto e instruções de aplicação, essa norma impõe vários requisitos específicos para as tintas látex, vinculados a ensaios anteriormente descritos em normas já aprovadas pela ABNT, envolvendo as NBR 15078, NBR 14943 e NBR 14942.Utilizadas como parâmetro para se poder aferir a qualidade dos produtos, as normas da ABNT também são adotadas em questões judiciais, conforme estabelecido no Código de Defesa do Consumidor.

    Química e Derivados: Tintas: Steppen (esq.), em nome da sunshine. ©QD Foto - Divulgação

    Steppen (esq.), em nome da sunshine.

    A propósito da luta pela qualidade empreendida pela Abrafati, a entidade, em resposta a uma solicitação feita pelo Procon do Rio Grande do Sul, reuniu-se com a Fecomac-RS, a Federação dos Comerciantes de Material de Construção do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, no final de junho, para somar ações de combate a não-conformidade de tintas, ocasião na qual foi firmado compromisso de cooperação técnica entre as entidades, com vistas a adotar ações conjuntas para coibir práticas de não-conformidade intencional e sonegação fiscal.

    Química e Derivados: Tintas: Ricardo Stiepcich(dir.), pela Cortex. ©QD Foto - Divulgação

    Ricardo Stiepcich(dir.), pela Cortex.

    As ações previstas teriam como ponto de partida a troca de informações entre as associações de classe e o Procon. “A partir dessa experiência no Rio Grande do Sul, pretendemos estender esse processo aos demais estados brasileiros, trabalhando em estreita colaboração com os órgãos do Procon”, acrescentou Dílson Ferreira.

    Química e Derivados: Tintas: Ferreira - certificação aprimora tinta nacional. ©QD Foto - Divulgação

    Ferreira – certificação aprimora tinta nacional.

    Novos custos – A elevação nos custos das matérias-primas constitui outra forte preocupação setorial. Segundo a Abrafati, os aumentos, da ordem de 25% a 46%, incidem principalmente na produção de emulsões acrílicas e vinílicas, imprescindíveis para a fabricação de tintas látex. “O custo de produção das emulsões acrílicas cresceu 40%, enquanto sobre as emulsões vinílicas o impacto foi de 25%”, revelou o presidente da Abrafati, Dílson Ferreira.

    Segundo ele, os principais responsáveis pelos aumentos no custo dessas matérias-primas são produtos químicos para os quais as indústrias de tintas não encontram substitutos, como são os casos do monômero de acetato de vinila, ácido acrílico, monômero de estireno e acrilato de butila. “Esses reajustes provocam uma pressão insuportável nos custos dos fabricantes de tintas látex, atingindo um mercado que não tem, no momento, condições de absorver aumentos de preços, e comprometendo todas as metas de crescimento do setor”, considerou o presidente da entidade.



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