Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

A série NQ Solve apresenta os mesmo tipos Cotton, porém dissolvidos em vários solventes (aromáticos, álcoois, cetonas e ésteres), e também pode dar origem a soluções customizadas. Ao receber a nitrocelulose já dissolvida, os clientes podem formular imediatamente suas tintas e vernizes.

Os tipos de nitrocelulose Cotton, além de dissolvidos em solventes, podem ser associados a plastificantes (DOP, DOA, DBP, ESO e ATBC), constituindo a linha NQ System. “Os plastificantes melhoram as características da resina e seu desempenho na aplicação final”, explicou.

Esse era o portfólio da Nitro Química até 2016. “Em 2017, introduzimos o conceito plus, com a incorporação de resinas secundárias que podem ser poliuretâncias, alquídicas, poliamidas, acrílicas, poliésteres ou de arilsulfonamida”, salientou Oba. Com isso, a companhia passou a oferecer um sistema completo de resinas de alto desempenho.

“A nitrocelulose é um produto tradicional de mercado, mas percebemos que a combinação nitro com PU domina o mercado de impressão para flexografia e rotogravura, então passamos a oferecer essa resina pronta, em várias opções, dentro da série NQ System+”, comentou. Ele apontou que a nitrocelulose também dá origem a adesivos usados na laminação (NQ Purpack).

A produção de massas e tintas para o setor automotivo, em especial para reparação, representa grande consumo de nitrocelulose nas linhas Cotton, Solve, System e System+. A resina permite obter produtos com alto teor de sólidos, boa durabilidade, fácil aplicação e secagem rápida.

Há aplicações interessantes também nos esmaltes para unhas, com produtos específicos nas séries NQ Prisma (Cotton, Solve, System e System+). “São produtos de alta pureza e hipoalergênicos, aprovados pelo FDA e aceitos em vários mercados mundiais”, salientou. A companhia mantém laboratórios no Brasil e nos Estados Unidos, além de contar com estrutura comercial na Europa (Áustria).

Avanços nas resinas – A Lubrizol apresentou novas emulsões híbridas acrílico-PU para revestimento de coberturas e fachadas de prédios. São resinas elastoméricas que mantêm essa característica ao longo dos anos, evitando trincas durante mais tempo que outros sistemas poliméricos. “Um impermeabilizante feito com a Carboset CA 1008 B, lançada agora no Brasil, pode oferecer garantia de dez anos”, comentou Luis Carthery, diretor de negócios para a América Latina do grupo de performance coatings da Lubrizol.

Em âmbito mundial, a companhia está lançando a emulsão híbrida acrílico-PU Carboset CA-1009, para a mesma aplicação, porém com índice de absorção de água ainda mais baixo que a 1008 B, com adesão aprimorada para substratos de PVC, aço galvanizado e pisos cerâmicos. A emulsão CA 1009 é livre de APEO, NMP, NEP e formaldeído, atendendo aos regulamentos ambientais mais conhecidos.

Quem visitou o estande da Lubrizol também conheceu a dispersão poliuretânica Aptalon W8060, com estrutura de poliamida. “É uma resina monocomponente para cura ao ar, livre de APEO, NMP e NEP, apresentando elevada dureza e resistência química”, comentou Carthery. É indicada para revestimento de pisos de madeira, conferindo alta durabilidade mesmo em situações de tráfego elevado.

A Lubrizol também destacou o hiperdispersante Solsperse W100, para sistemas aquosos, tintas de impressão e concentrados de cor. Apresenta baixa emissão de VOC e é eficiente com ampla gama de pigmentos orgânicos e inorgânicos. Ele oferece excelentes resultados mesmo quando aplicado em dosagem 20% inferior à de produtos concorrentes, segundo a companhia, sem interferir na expressão de cor e brilho dos pigmentos. Foi lançado no European Coatings Show, em abril último.

Química e Derivados, Hassessian: só PU oferece alta resistência a baixa temperatura
Hassessian: só PU oferece alta resistência a baixa temperatura

Poliuretanos – A líder local Covestro (nascida na antiga divisão de Material Science da Bayer) ganhou companhia de concorrentes na exposição da Abrafati. Além da Vencourex (joint venture entre a tailandesa PTT e a sueca Perstorp, que comprara o negócio de PU da Rhône-Poulenc), também a chinesa Wanhua BorsodChem estrou este ano no encontro setorial.

“Queremos fixar nossa posição no mercado brasileiro que é estratégico para a companhia”, explicou Alberto Hassessian, diretor de negócios para a América Latina. Ele explicou que a Wanhua é a maior produtora mundial de MDI (isocianato de difenilmetano) e forte player em TDI (diisocionato de toluileno), além de ter entrado na produção de isocianatos alifáticos há três anos. “Também produzimos nossos próprios polióis e fornecemos monômeros e pré-polímeros para os fabricantes de tintas”, informou.

Hassessian comentou que o maior volume de produtos para PU vendidos pela Wanhua se direciona à fabricação de espumas. O mercado de tintas representa perto de 5% das vendas da companhia. “Porém, esse é um mercado de alta tecnologia que nos interessa disputar”, salientou. A Wanhua reforçou seu portfólio com a aquisição da húngara BorsodChem.

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