Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

O sistema Tetrashield é indicado especialmente para a pintura de automóveis, veículos comerciais e SUV, além de tratores agrícolas, mas também pode ser usado no revestimento interno de embalagens metálicas, substituindo o verniz epóxi, sendo isenta de bisfenol-A. “No Brasil, estamos fazendo testes com a pintura original de ônibus, que é parecida com a repintura, oferecendo cobertura, cor e brilho superiores aos sistemas usuais”, explicou. Além disso, o sistema Tetrashield atende a todos os requisitos de saúde, segurança e meio ambiente. “É uma área nova para nós, pois a Eastman havia saído das resinas há alguns anos, mas agora voltou com um produto especial, com grande demanda em todo o mundo”, disse Vincenzo.

Como explicou Sandeep Bangaru, diretor global de desenvolvimento de mercado para o negócio de tintas da companhia, o Tetrashield TMCD nasceu de uma demanda proposta pela fabricante de automóveis Mahindra, na Índia, que desejava adotar tintas mais duráveis para poder disputar novos mercados. Essa solução não deveria exigir alterações na linha de pintura existente. Em 15 meses, a Eastman desenvolveu o poliéster Tetrashield TMCD (tetrametil ciclobutanodiol), poliéster com estrutura cicloalifática, com alta Tg e grande dureza, altamente resistente à hidrólise. Aliado a um poliol poliéster, pode produzir uma tinta capaz de fazer em uma camada o que é feito hoje com duas (top e finishing coatings), geralmente com sistemas acrílico-uretânico, sem prejuízo de cor, brilho e aumento de resistência.

Química e Derivados, Basso e Vincenzo (dir.) mostraram novidades em poliéster e aminas
Basso e Vincenzo (dir.) mostraram novidades em poliéster e aminas

Em outro tipo de produtos, a companhia divulgou as vantagens das aminas neutralizadoras de pH Advantex e Vantex-T. “São alternativas de baixo odor e, no caso da Vantex-T, também de baixa emissão de VOC para tintas decorativas imobiliárias e industriais”, explicou Marcos Basso, gerente de desenvolvimento de mercado para a América Latina. As resinas estireno-acrílicas são ácidas, mas as tintas devem ficar com pH entre 8 e 9, pelo menos, para manter a sua estabilidade. Segundo Basso, a amônia é usada para essa função neutralizante, porém deixa odor forte e ruim.

Produtos mais conhecidos da Eastman no mercado de tintas, o Texanol e Optifilm seguem sendo cada vez mais demandados por fabricantes de tintas que desejam melhor desempenho com baixo teor de VOC. Ambos são coalescentes modernos que registram crescimento anual de vendas na faixa de dois dígitos há cinco anos. “Não vendemos mais solventes no Brasil porque não são interessantes economicamente, mas os coalescentes são top de mercado e têm muita procura por aqui”, disse Basso.

Membro da comissão de solventes da Abiquim, ele explicou que a questão de VOC no Brasil já está regulada pelas normas ISO 11890-2 e NBR 16388, publicadas em 2015, seguindo diretrizes europeias. “Basicamente, as normas adotaram o critério de ponto de ebulição; abaixo ou igual a 250ºC é considerado VOC”, informou. “Faltou definir os limites permitidos de emissão de VOC, que devem ser publicados ainda em 2017, ou no começo de 2018.”

Vincenzo comentou que o mercado brasileiro de tintas já dá sinais de recuperação, permitindo enxergar melhor desempenho em 2018. “Não registramos queda de vendas de nossos produtos nos últimos anos porque nos concentramos nas especialidades”, afirmou. Ele salienta que o portfólio de produtos da Eastman permite crescer ainda mais, aproveitando oportunidades que advenham da maior demanda por tintas especiais, tanto nas linhas automotivas, quanto nas decorativas e industriais.

Química e Derivados, Oba: nitrocelulose revigorada incorpora resinas secundárias
Oba: nitrocelulose revigorada incorpora resinas secundárias

Nitrocelulose revigorada – Tradicional resina para a fabricação de tintas, a nitrocelulose passa por um processo de revitalização, comandado por sua produtora brasileira, a Nitro Química. “Somos o principal fornecedor mundial de nitrocelulose, com fábrica em São Miguel Paulista-SP”, comentou Anderson Oba, do departamento de marketing da empresa. Em outubro de 2016, a Nitro Química comprou uma instalação em Atlanta (Georgia, EUA) para produzir soluções de nitrocelulose e atender à demanda naquele país.

Os planos atuais da companhia incluem oferecer mais alternativas para os clientes, assumindo etapas produtivas. Oba explicou que a resina é oferecida em formatos diferentes, a começar pelos tipos Cotton, nos quais a nitrocelulose é apresentada umectada em etanol ou isopropanol (por medida de segurança), em diferentes especificações. “As novidades são o NQ Cotton 15, de alto teor de nitrogênio, e o 17, com baixo nitrogênio, ambos de baixa viscosidade, além do NQ Cotton 2000, de alta viscosidade”, afirmou. Os tipos 15 e 17 são indicados para a formulação de tintas de impressão de rotogravura e flexografia, respectivamente. O tipo 2000 é usado nas seladoras e vernizes para madeira.

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