Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

O gerente de marketing da Dow avalia que o mercado de biocidas para tintas vive uma fase de transição, cada vez mais pressionado pelos custos. “O Brasil está saindo da crise, que piorou as condições de mercado, agora deve melhorar”, afirmou. Segundo ele, a metodologia dos bids (concorrências promovidas pelos fabricantes de tintas para selecionar fornecedores de biocidas) precisa ser revista para incentivar o avanço tecnológico. “A instituição de regulamentos locais mais rígidos tende a mudar o mercado, como acontece na Europa”, disse.

A proteção de filme seco segue atuando com os produtos tradicionais da Dow, da linha Rozone. Esse tipo de insumo é mais procurado para tintas litorâneas e de uso hospitalar, segundo Suárez.

Química e Derivados, Heine: oferta local de acrílico estimulou a cadeia produtiva
Heine: oferta local de acrílico estimulou a cadeia produtiva

Oferta firme de acrílicos – A inauguração do complexo de acrílicos da Basf, em Camaçari-BA, há dois anos, melhorou o suprimento de insumos para a cadeia de produtos a jusante, incluindo monômeros, dispersões, espessantes e outros. Antes disso, enquanto dependia de importações, havia restrições de suprimento e risco cambial ao avanço da tecnologia, hoje superados.

“O ramp up da produção na Bahia foi um pouco mais lento do que se previa inicialmente, mas agora está funcionando perfeitamente, em todas as unidades, alcançado os mesmos indicadores de eficiência obtidos nas fábricas gêmeas instaladas na China”, comentou Alejandro Heine, vice-presidente da divisão de químicos industriais da Basf S.A.. Ele aponta que a disponibilidade de ácido acrílico no país impulsionou a fabricação de diversos produtos, além de abrir caminho para exportações.

Nos monômeros, além do acrilato de butila, principal item para a produção de tintas acrílicas, a Basf iniciou há um ano a fabricação do acrilato de 2-etil hexila (2EH), em Guaratinguetá-SP, mais direcionada para a fabricação de adesivos. “A oferta local de 2EH permitiu que empresas daqui fizessem a polimerização para sustentar a produção de fitas adesivas, antes importadas, ou seja, contribuímos para reforçar a cadeia de valor”, afirmou.

Os fabricantes de resinas brasileiros passaram a contar com suprimento garantido e preços mais competitivos para o acrilato de butila, também exportado para a América do Sul. “Aprimoramos nossa operação logística, usando a cabotagem entre os portos de Salvador-BA e Santos-SP”, salientou. Na sua visão, as atuais alíquotas de importação aplicadas ao ácido e ao monômero não garantem proteção significativa. “Embora estejamos passando por um período de suprimento apertado, por problemas climáticos isolados, o mercado mundial de ácido acrílico e derivados se mostra superofertado”, informou. “É possível que se atinja um novo ponto de equilíbrio mais adiante.”

Química e Derivados, Milani: TBA substitui MMA em tintas látex, com vantagens
Milani: TBA substitui MMA em tintas látex, com vantagens

A Basf trouxe novidades em monômeros para a Abrafati 2017. A começar pelo acrilato de terc-butila (TBA), com desempenho superior em relação ao metacrilato de metila (MMA) nas tintas acrílicas puras do tipo látex. “Com o TBA, as tintas imobiliárias ficam com menor absorção de umidade, com melhor efeito impermeabilizante, além de conferir propriedades de lavabilidade, resistência mecânica e antichama, podendo substituir esmaltes alquídicos, mas também é usado na composição de dispersões XPress para tintas de demarcação viária”, explicou Valter Milani, gerente senior de vendas de petroquímicos da Basf para a América do Sul.

Ele comentou que o TBA já está sendo testado em alguns clientes no Brasil, em substituição ao MMA, apresentando preço semelhante a este. Indicado para tintas premium, o TBA apresenta alta temperatura de transição vítrea (Tg), influenciando a formação de filme, com excelente reticulação. “Esse monômero é produzido na Alemanha, que investiu para ser capaz de suprir a demanda global”, disse Milani.

Também são importados da Alemanha dois monômeros especiais para a fabricação de espessantes acrílicos associativos, ingredientes que melhoram as propriedades reológicas das tintas. “Espessantes celulósicos funcionam bem com PVA, mas as tintas acrílicas precisam dos associativos para melhorar suas características de cisalhamento com melhor custo/benefício para o fabricante”, explicou Milani. Esses monômeros são o BPEGMA (behenil polietilenoglicol metacrilato) 1100 e o SPEGMA (estearil polietilenoglicol metacrilato) 1100, projetados para diferentes segmentos de aplicação, incluindo tintas imobiliárias e de demarcação viária.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12Próxima página

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios