Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

Outra novidade é o Solsys SB, substituo para o acetato de sec-butila, porém de evaporação um pouco mais lenta, oferecendo melhores resultados para os clientes que produzem tintas industriais para o setor automotivo e moveleiro.

A quarta inovação apresentada neste ano é indicado para nichos de mercado de tintas alquídicas que ainda usa o xileno como diluente. “O mercado pede alternativas isentas de poluentes do ar perigosos, os chamados HAP”, comentou Martins. Para isso, foi criado o Solsys XF, com as mesmas propriedades do xileno, sendo um substituto perfeito e imediato, dispensando modificações adicionais na formulação (um drop in). “No futuro, poderemos considerar o uso do XF em outros mercados, a exemplo dos agroquímicos, que usam xileno”, informou.

A unidade de negócios Novecare da Solvay também marcou presença no estande da companhia, oferecendo monômeros funcionais (linha Sipomer), dispersantes (Rhodoline) e surfactantes de polimerização (Abex e Rhodapex), descritos na QD-583 (de setembro de 2017).

Hidrocarbonetos reagem – Maior produtora de solventes petroquímicos da América Latina, a Braskem reorganizou sua linha de produtos da linha de químicos de performance – nova divisão da companhia, antes agrupada nas unidades de insumos básicos. “Verificamos que os solventes precisavam de uma nova abordagem, passamos a oferecer um pacote maior de serviços para todos os portes de clientes, montamos equipes de pós-venda, com estoques amplos, entregas mais rápidas e confiáveis”, comentou Claúdia Madrid, diretora comercial de solventes dessa nova unidade da Braskem.

Alinhada com seus pares na Abiquim, a Braskem empreende esforços para ampliar o controle e o acompanhamento do uso de solventes em todas as etapas da cadeia produtiva. Todos os distribuidores da petroquímica estão sendo auditados para verificar se os produtos estão sendo manipulados corretamente, dentro das normas usadas também pela indústria. “Os funcionários dos nossos distribuidores devem usar os mesmos equipamentos de proteção individual que são adotadas pela Braskem”, exemplificou a diretora.

Durante a Abrafati 2017, a companhia apresentou suas três novas marcas de solventes: Ezolem, Pluract e Sensitis. “Adotamos essas marcas para identificar produtos com cortes mais precisos na faixa de destilação, reforçando nosso interesse em oferecer solventes de alta qualidade aos clientes”, afirmou Cláudia. Ela informou que a linha tradicional da Braskem será mantida, sem alterações.

A marca Ezolem abrange solventes mais leves, contendo duas submarcas. A Ezolem Dehyd (faixa de evaporação entre 70ºC a 90ºC) é indicada para desidratação de etanol. Por sua vez, a Ezolem Extract (de 60ºC a 70ºC) foi elaborada para atender à extração de óleos vegetais em máquinas mais modernas, enquanto o cicloexano puro continuará sendo oferecido para linhas mais antigas de extração.

Os produtos Sensitis apresentam elevada pureza, sendo isentos de cor e odor, contendo baixos teores de aromáticos. “Eles permitem que os formuladores tenham mais opções para criar produtos”, comentou.

A linha Pluract atrai mais a atenção do setor de tintas. Ela oferece elevado poder de solvência, baixa evaporação e confere brilho, aparência e nivelamento elevados para as tintas. “A Pluract atua na faixa dos solventes AB, muito usados em tintas e agroquímicos, e queremos expandir esse produto mediante alterações, como a hidrogenação, caso os clientes demonstrem interesse por isso”, explicou. “Queremos agregar valor aos nossos produtos químicos.”

Cláudia comentou que a produção petroquímica dos Estados Unidos está crescendo rapidamente, apoiada pelos suprimentos de gás natural barato. “Porém, esse tipo de indústria não gera novos volumes de solventes”, observou. Aliás, a Braskem investe para aumentar a flexibilidade de seus fornos para aumentar o uso de etano em seus fornos de pirólise e, assim, reduzir custos. Isso reduzirá, no futuro, a oferta de coprodutos hoje obtidos pelo processamento de cargas líquidas.

Outra linha de atuação consiste em celebrar contratos firmes de suprimento com grandes clientes. Recentemente, a Braskem e a Sherwin-Williams assinaram compromisso nesses termos, reduzindo o trabalho de compra do fabricante de tintas e garantido seu abastecimento. “Já temos outros dois contratos nesse escopo, com outras companhias”, comentou.

O estande da Braskem também divulgou o uso de polipropileno para a fabricação de embalagens para tintas, oferecendo redução de peso e ganhos de ergonomia e em design, em relação às latas. A reciclagem do PP é fácil e terá o apoio da plataforma Wecycle.

Química e Derivados, Ana Carolina quer conhecer as necessidades do consumidor
Ana Carolina quer conhecer as necessidades do consumidor

De olho no consumidor – Embora venda seus produtos químicos apenas para indústrias de tintas, a Dow adotou nova estratégia de atuação que exige acompanhar de perto o comportamento dos consumidores finais. “Com exceção de pigmentos e água, nós temos todos os produtos necessários para produzir tintas, como resinas, solventes e aditivos, mas precisamos conhecer muito bem o desejo de quem compra essas tintas para podermos orientar nossos esforços de pesquisa e desenvolvimento e também oferecer aos clientes inovações mais alinhadas com as tendências de consumo atuais”, salientou Ana Carolina Félix, especialista de marketing para o negócio de tintas da Dow Brasil.

Entre essas tendências com forte potencial de crescimento no país, ela aponta o “faça você mesmo”, ainda prejudicada pela percepção de que pintura é atividade complexa. “Temos alternativas químicas para tornar mais fácil e agradável o trabalho de pintura”, comentou Ana Carolina. É o caso da emulsão elastomérica Primal AC-261LF e dos modificadores reológicos Acrysol RM-400 e RM-3030. “Com eles, é possível formular tintas aplicadas com uma única demão, com melhor cobertura, baixo odor e sem respingos”, disse, salientando que já são vendidas tintas com essas características nos Estados Unidos, Europa, México e América Central.

Há também insumos adequados para outras tendências, a exemplo de “limpeza fácil”, tintas que repelem sujeira e líquidos que podem gerar manchas, obtidas com emulsão acrílica Rhoplex EZ-300 e coalescente de baixo VOC Ucarfilm LV. Quartos de crianças, clínicas e hospitais também contam com produtos mais adequados, como a emulsão acrílica Primal AC-3500 que apresenta baixo odor.

Há resinas que oferecem durabilidade elevada, evitando o aparecimento de microfissuras e pega de sujeira em aplicações decorativas e industriais. Há opções acrílicas e de poliuretano para impermeabilização de telhados e lajes. “Verificamos que o consumidor quer, além de cores, funcionalidades adicionais, como hidrofobicidade e resistência ao desenvolvimento de fungos (bolor), além de admitir lavagens periódicas sem perder a aparência desejada”, salientou a analista.

A Dow também apresentou novidades para tintas de sinalização viária com baixo tempo de cura mesmo sob condições adversas. “Lançamos a emulsão base água Fastrack 5408, acrílica de sexta geração tecnológica, com durabilidade até quatro vezes superior à da concorrência, com excelente ancoragem das microesferas de vidro refletivas”, informou.

Também foi apresentada a tecnologia híbrida epóxi-acrílica bicomponente Maincote AEH, de elevada resistência química e mecânica, indicada para pisos de estacionamentos comerciais e áreas de alta circulação. Esse produto também resiste à radiação UV.

Química e Derivados, Suárez: regulamentação rígida mudará o mercado dos biocidas
Suárez: regulamentação rígida mudará o mercado dos biocidas

No campo dos preservantes para tintas, a atual preocupação está nos limites impostos à conhecida metilisotiazolinona (MIT), exigindo adaptação das formulações na Europa. “A MIT e também a versão clorada CMIT estão na berlinda porque foram relatados problemas com sensibilização de usuários finais e agora é preciso reduzir seu uso”, explicou David Suárez García, gerente de marketing para a América Latina de energia e tecnologias microbianas. “No Brasil, ninguém fala nada sobre isso, embora o país seja sempre o primeiro da América Latina a atualizar seus biocidas.”

Suárez prevê que essas restrições devem chegar ao mercado local em pouco tempo e exigirão esforços dos formuladores para adequar os produtos às novas regras. “É difícil balancear uma solução em termos de custos, sustentabilidade e eficiência”, afirmou. A Dow oferece a metil benzil isotiazolinona (MBIT), molécula desenvolvida pela companhia que é estável, tem baixa toxicidade, zero emissão de VOC e não gera sensibilização nos usuários finais.

A companhia desenvolveu o Bioban 555, lançado na Abrafati 2017, uma combinação de MBIT, CMIT e MIT que atende aos requisitos europeus para proteção de tintas nas latas (in can). “O Bioban 555 consegue atuar bem até em pH 11, cada vez mais comum nas tintas”, afirmou.

Em 2015, a Dow havia laçado o Bioban 551S, que também usava MBIT. Segundo Suárez, apesar do excelente desempenho contra bactérias Gram positivas e negativas, como Pseudomonas, o produto encontrou baixa aceitação por ser muito caro para os padrões latino-americanos. Daí surgiu a ideia de criar o 555, mais adequado ao mercado regional. “Também oferecemos semiacetais (liberadores de formol inibido) de terceira geração, que funcionam bem em aplicações in can”, disse.

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