Tintas e Revestimentos

23 de novembro de 2017

Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Química e Derivados, Abrafati: Inovações contribuem para o avanço sustentável das tintas

    Com expectativas animadoras de recuperação, a cadeia produtiva de tintas e vernizes se reuniu de 3 a 5 de outubro, em São Paulo, para conhecer e discutir novos conceitos e insumos capazes de melhor atender às exigências dos consumidores. A Abrafati 2017 alcançou êxito nas duas missões por ela propostas: promover a aproximação de todos os elos da cadeia de valor no setor, e fomentar a disseminação de tecnologia para todos os interessados em tintas e suas aplicações.

    As novidades apresentadas agregam vantagens para a formulação das tintas, tanto pela simplificação de fórmulas e processos, quanto pela redução do consumo de energia ou, também, em termos de saúde, segurança e meio ambiente, sem prejuízo de desempenho. Com isso, toda a sociedade tem a ganhar com o avanço tecnológico.

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    O setor realmente precisa se preparar, pois há sinais de retomada vigorosa de mercado adiante. “O primeiro semestre de 2017 registrou a melhor evolução da produção industrial brasileira desde 2013; as vendas no varejo melhoraram, enquanto os juros e a inflação ficaram abaixo dos anos anteriores”, comentou Freddy Carillo, presidente da Sherwin-Williams do Brasil e também do conselho diretor da Associação Brasileira da Indústria de Tintas (Abrafati). Caso se concretize a previsão de crescimento de 0,7% do PIB nacional em 2017, será encerrado um triênio de retração econômica ininterrupta (2014, 2015 e 2016) que resultou no corte estimado em 10% do PIB. Em 2016, o resultado foi dramático: a queda de 3,6% do PIB se refletiu na perda de 3,8% da atividade industrial, englobando o corte de 7,1% da produção de tintas. Naquele ano, a inflação chegou a 6,3%, superando a meta prevista em lei. “Agora, com um aumento ainda tímido do PIB, de 0,7%, a indústria de tintas deverá crescer 1,4% neste ano e esperamos resultados ainda melhores para 2018”, afirmou Carillo.

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    Uma das razões para projetar uma demanda mais robusta por tintas nos próximos anos reside no fato de o setor de construção e infraestrutura ainda não ter voltado à plena carga. “São setores nos quais os investimentos têm maturação mais lenta, e são grandes consumidores de tintas”, salientou.

    Além disso, Carillo apontou o baixo consumo per capita de tintas no Brasil, estimado em 6,4 litros por habitante/ano. Embora esse volume seja próximo da média da América Latina (6,0) e superior à do Oriente Médio (4,5), fica muito abaixo da média registrada na América do Norte (15,5) e Europa (11,5). Isso indica um potencial de crescimento robusto.

    A Abrafati concluiu um estudo profundo sobre a comercialização de tintas e vernizes no Brasil com o intuito de mapear as oportunidades existentes na etapa final do processo, de modo a colaborar para o aumento de vendas ao consumidor final. Foram pesquisados 4.245 pontos de venda, dos quais 3.168 lojas especializadas nesses produtos, 640 lojas de materiais de construção e 428 home centers. “Verificamos que 77% das lojas de tintas são independentes ou pertencem a redes com até cinco lojas, portanto trata-se de mercado fragmentado”, apontou Carillo.

    O estudo também atestou a aderência ao Programa Setorial da Qualidade em Tintas, pois 96% dos pontos de venda contavam com pelo menos uma marca aprovada no PSQ. Os sistemas tintométricos também encontram grande receptividade no varejo, com média de 1,9 máquina por loja. Os home centers lideram a oferta de tintas batidas na hora: 87% desses estabelecimentos possuem sistemas tintométricos. As lojas especializadas ficaram um pouco atrás, com 81%. Porém, somente 47% das lojas de materiais de construção contam com esses sistemas. “Isso representa uma oportunidade de crescimento para os fabricantes de tintas”, disse.


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