Tintas e Revestimentos

Tintas: 7º Congresso atualiza setor de tintas

Quimica e Derivados
5 de agosto de 2001
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    A expectativa, para o ano passado, era de um crescimento de 10% sobre o ano anterior. Isso porque havia uma projeção de aumento nas vendas nos segmentos da tinta imobiliária, automotiva e de bens de consumo.

    Química e Derivados: Tintas: Fazenda - plenária apresenta o programa Coatings Care.

    Fazenda – plenária apresenta o programa Coatings Care.

    Segundo balanço da Abrafati, os efeitos da retomada econômica, da queda dos juros e as medidas governamentais de incentivo à construção de moradias não conseguiram alavancar o segmento da construção, como era esperado. O crescimento das vendas neste ramo ficou em apenas 2%. As projeções otimistas no final de 1999 foram por água abaixo.

    A indústria automobilística, responsável por 6% das vendas, foi o segmento que mais cresceu. Em 2000, houve um aumento de 25% com relação a 1999. A repintura automotiva, com participação de 10%, manteve-se estável, apesar do crescimento da frota brasileira de veículos. Na opinião de Ferreira, para 2001, projetava-se um crescimento de mais de 20%. “De janeiro a julho, chegou a 18%. Se o ano terminar com 10% está bom demais”, prevê. A redução nas taxas de juros incentivou a venda de bens de consumo e industriais. A indústria, em geral, teve um desempenho melhor do que em 1999, e gerou um aumento na aquisição de tintas, de 10%. O primeiro semestre de 2001, segundo Ferreira, foi ruim. “Achava que o mercado teria um crescimento de 6%, em função da estabilidade do dólar, as taxas de juros relativamente baixas e o incentivo na construção civil. Mas houve uma reversão que mudou este quadro”, analisa.

    Ainda assim, para Jorge Fazenda, o setor é privilegiado. “As tintas têm uma dualidade interessante. Elas protegem e decoram, isso une o útil ao agradável e faz com que as pessoas a usem, direta ou indiretamente”. Ele ainda exemplifica: “Antigamente, carros com pintura metálica eram mais caros do que os de pintura plena. Hoje não.”. Para ele, a relação custo-benefício, para o consumidor, é satisfatória, porque paga-se pouco e recebe-se muito. Ainda no exemplo do automóvel, Fazenda diz que a pintura representa 0,7% do seu valor e, no entanto, na maioria das vezes a cor é determinante para a sua escolha. “Primeiro é o preço, depois a tonalidade”, assegura.

    Energia – A crise energética não está afetando o setor de tintas. O único prejuízo que o ramo pode sofrer, segundo Ferreira, “será de ordem indireta, pelo efeito recessivo”.

    Ernst Blumenthal, por sua vez, afirma que o parque industrial de tintas estava preparado para esta problemática. “Na demanda atual, as perdas não foram grandes. A maior preocupação fica por conta deste segundo semestre, quando as vendas tendem a aumentar. Em geral, os meses de inverno são tradicionalmente mais fracos”, explica o diretor.

    Segundo Ferreira, um primeiro aspecto a se levar em conta é a necessidade de aumentar a meta de consumo das unidades fabricantes de tintas automobilísticas. “Pela medida que instituiu o racionamento, os fabricantes que produzem para uma mesma cadeia produtiva devem ter limites iguais. Como a indústria automobilística tem um limite de 85%, as unidades produtoras de tintas para este ramo também devem ter esta meta, e não os atuais 80%”, explica.

    Segundo o presidente, o setor tem capacidade de absorver uma grande quantidade de mão-de-obra adicional, minimizando o aumento do desemprego. De acordo com estudo da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o setor de construção civil, do qual o de tintas faz parte, como representante de 18% do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, é gerador de 14 milhões de empregos e responsável pelo consumo de 13% da demanda total de energia elétrica.

    Com relação aos produtores, Blumenthal alerta para a necessidade do sistema de geração própria ou ajustes nas diversas unidades de produção. “As pequenas empresas são as que mais sofrem; depois, as médias”, sentencia. “De qualquer forma, fico impressionado com a iniciativa dos fabricantes de tintas em enfrentar problemas adversos.”

    Atuação – A Abrafati, no decorrer dos anos, vem intensificando as parcerias com entidades de classes e órgãos técnicos no Brasil, além de estabelecer relacionamento com associações ligadas ao setor de tintas no Exterior. A associação faz parte da Comissão da Indústria da Construção da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e ainda atua no Grupo Parlamentar e na Coalizão Empresarial da Confederação Nacional das Indústrias (CNI).

    A sua proximidade com a indústria química fez com que desenvolvesse várias atividades em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), em especial com o comitê de coordenação das entidades do complexo químico. No que diz respeito ao caráter técnico, a Abrafati participa do Fórum de Competitividade da Indústria da Construção Civil, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e nos Comitês Químico e Petroquímico e da Indústria da Construção, da Associação Brasileira de Normas Técnicas.  Tem, também, convênios de colaboração com instituições, como a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e o Serviço de Aprendizagem Industrial (Senai).Internacionalmente, a Abrafati, desde 2000, estreitou os laços com a National Paints and Coatings Association (NPCA) dos Estados Unidos, e com o International Paint and Printing Ink Council (IPPIC – uma espécie de Abrafati que reúne entidades de todo o mundo e coordena as atividades no campo das tintas e tintas de impressão). A cooperação vai trazer ao Brasil o programa Coatings Care, sobre saúde, segurança e meio ambiente. Este programa, explica Fazenda, cuida do transporte de mercadorias, de produtos químicos, meio ambiente e a sociedade. “Uma das plenárias será sobre o programa Coatings Care”, adianta.



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