Tintas: 7ª Exposição Internacional de fornecedores para tintas e 7º Congresso Internacional de tintas

Química e Derivados: Tintas: Bechara - ovos de libélula corroem tinta de automóveis.
Bechara – ovos de libélula corroem tinta de automóveis.

Enquanto a degradação química por chuva ácida é bem conhecida e tem sido sujeita a diversos estudos desde o começo dos anos 90, a degradação química por organismos vivos é um problema reconhecidamente novo. Dentro desse tipo de dano biológico, enquadra-se a degradação por ovos de libélula.

Esses insetos aquáticos, muito comuns em todo mundo, são atraídos pelo reflexo da luz solar na superfície de automóveis e, confundindo-as com espelhos d’água, depositam seus ovos sobre elas. Os ovos, sobre a carroceria aquecida pela luz solar, causam perda de brilho e pequenos furos na superfície da resina atingida, cuja corrosão é facilmente percebida quando a área é observada contra a luz. Constatou o Prof. Bechara que os ovos causam corrosão irreversível da resina a temperaturas superiores a 70ºC, sendo a degradação muito parecida, visualmente, por perfilometria e por microscopia eletrônica de varredura, como a causada por ácidos em geral, ou chuva ácida. O trabalho resumiu-se em identificar os compostos existentes no ovo responsáveis pela corrosão. Concluiu-se que há formação de ácido cistêico originado de resíduos de cisteína e cistina, existentes nos ovos.

Outro trabalho desenvolvido em parceria com a Universidade de São Paulo, tratando de inibidores de corrosão atóxicos para tintas à base de água, foi apresentado pela Logos Química, de Barueri-SP. De acordo com o diretor de pesquisa e desenvolvimento Dawson Buin Arena, os esmaltes sintéticos à base de solvente são amplamente utilizados para fins decorativos e de proteção contra a corrosão em ambientes pouco agressivos.

Química e Derivados: Tintas: Arena - aditivos mantêm desempenho de esmaltes de base água.
Arena – aditivos mantêm desempenho de esmaltes de base água.

No entanto, existem poucos estudos sobre o desempenho de esmaltes sintéticos base água como revestimentos anticorrosivos. Na pesquisa desenvolvida pela Logos Química, IPT e Eucatex Química, foram utilizados inibidores de corrosão à base de fosfonatos e fosfinatos atóxicos em sistemas de pintura aquosos. Utilizou-se uma resina acrílica emulsionada como veículo, incorporando-se à ela diferentes inibidores. As tintas obtidas foram submetidas a ensaios de caracterização, ensaios eletroquímicos (curvas de polarização e espectroscopia de impedância eletroquímica – EIS), ensaios acelerados de corrosão (névoa salina, umidade saturada e dióxido de enxofre) e ensaios de corrosão cíclicos.

Os mesmos testes foram realizados em tintas base água sem inibidores e base solvente convencional, formuladas com o mesmo veículo. Os resultados dos ensaios na tinta líquida, na película seca, de exposição em câmara de dióxido de enxofre, de umidade saturada e em câmara de névoa salina estão em perfeito acordo com os limites especificados para tintas acrílicas à base de solvente.

Os ensaios de corrosão acelerados ainda estão em andamento, não sendo possível por hora fazer uma avaliação comparativa final entre o desempenho das tintas, esclareceu Arena.

Insumos melhorados ou inovadores foram assunto de várias outras palestras. A parte ambiental e toxicológica, entretanto, também mereceu destaque, pelos temas como “Impacto ambiental das tintas mobiliárias”, “Segurança, Meio Ambiente e Saúde Ocupacional: mais do que uma tendência, um diferencial competitivo no uso de solventes”, e outros.

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