Têxtil

Têxtil – investimentos produtivos com tecnologias inovadoras

Quimica e Derivados
7 de maio de 2018
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    Oportunidades – Segundo projeções da Abit, a adoção de novas tecnologias deverá dar impulso à cadeia produtiva. “Uma das questões fundamentais desse mercado é explorar as novas tecnologias para diminuir lead time – tempo entre o momento do pedido do cliente até a chegada do produto ao seu destino –, bem como ajustar os estoques para evitar compras desnecessárias.

    É um movimento mundial que chega ao Brasil numa fase difícil, em que as empresas estão muito sacrificadas por dois anos e meio de recessão, mas nós estamos enxergando que esse crescimento ainda merecerá análises frequentes porque ninguém sabe como será a corrida eleitoral e suas consequências na economia”.

    Fernando Pimentel também apontou as vendas online como tendência irreversível. “O e-comerce tem sido uma plataforma importante para a venda de produtos estandardizados. Na última Black Friday (grande promoção no comercio varejista), o setor têxtil/vestuário foi o segundo maior em número de pedidos. Nosso ticket médio está entre R$ 175,00 a R$ 180,00 enquanto os eletroeletrônicos, campeões de vendas, têm valores acima de R$ 600,00”.

    O dirigente observa, porém, que até roupas mais elaboradas e personalizadas poderão num futuro próximo ser adquiridas pela internet. “Determinado tipo de vestuário ainda possui uma característica de experimentação física. Porém, com os novos softwares 3D, os avatares e os espelhos virtuais essa barreira será superada. Esse é o mundo em que vamos conviver, com seus riscos e oportunidades”.

    Com relação ao cenário para 2018, o presidente da Abit vê a reforma trabalhista e os acordos internacionais como grande estímulo à retomada dos negócios. “A nova legislação trabalhista vem atender às necessidades de uma economia que está mudando.

    Inclusive por conta disso, os empregos em nossa área estão exigindo novas qualificações”. Fernando Pimentel acrescentou que o Projeto Têxtil 2030, lançado pela Abit, tem como vetor principal atrair e reter talentos na indústria têxtil, que deve mudar de patamar em poucos anos.

    Química e Derivados, Indústria estuda investimentos produtivos com incorporação de tecnologias inovadoras - Têxtil

    Pimentel citou o Acordo Colômbia-Mercosul, que entrou em vigor no dia 20 de dezembro de 2017, como grande oportunidade para o Brasil, pois permitiu zerar as alíquotas do imposto de importação aplicadas a tecidos e vestuário.

    O interesse da indústria brasileira no mercado colombiano, estimado em 40 milhões de consumidores, também é estimulado pelas relações de livre comércio entre Colômbia os Estados Unidos, o que poderá favorecer as exportações brasileiras.

    Entre as metas no âmbito nacional, a Abit pretende apoiar projeto de lei para a padronização do vestuário e discutir a importação de produtos sujeitos à regulamentação técnica federal.

    “Nós representamos em torno de 5% do PIB da indústria de transformação, 1% do PIB total e 10% do emprego industrial. Meu sentimento para 2018 é de confiança, mas com muita atenção e expectativa, pois teremos volatilidade por conta do calendário eleitoral.”

    Texto: Marcia Mariano



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