Têxtil

Têxtil – investimentos produtivos com tecnologias inovadoras

Quimica e Derivados
7 de Maio de 2018
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    Química e Derivados, Indústria estuda investimentos produtivos com incorporação de tecnologias inovadoras - Têxtil
    Têxtil – Apostando na perspectiva de crescimento de 2,2% da economia brasileira, após três anos da maior recessão vivida pelo Brasil, a expectativa do setor têxtil e de confecções para 2018 é crescer 4% na produção têxtil e 2,5% na produção de vestuário. Essa projeção revela um otimismo moderado da indústria diante de um cenário ainda incerto.

    Apesar da lenta recuperação econômica, iniciada com a efetivação do governo de Michel Temer no segundo semestre de 2016, o fato é que o Brasil ainda não está livre da volatilidade do mercado. Mais uma vez, a questão política está no topo das preocupações dos empresários, afinal, 2018 – apontado pelo atual governo como “Ano da Retomada” – poderá desacelerar devido ao atraso da reforma da Previdência Social, tida como chave para o crescimento do país; sem contar o acirramento da disputa eleitoral de outubro, as paralisações por conta dos jogos da Copa do Mundo na Rússia, e os nove feriados nacionais e cinco pontos facultativos previstos no calendário oficial.

    Todas estas varáveis foram consideradas pelo economista Fernando Valente Pimentel, atual presidente do Conselho de Administração da Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecções, ao fazer um balanço do setor em 2017. Isso porque os têxteis, especialmente o vestuário, são considerados produtos básicos de consumo e, portanto, sensíveis aos solavancos da economia.

    Química e Derivados, Pimentel: crescimento depende de transformações estruturais

    Pimentel: crescimento depende de transformações estruturais

    Logo no mês de janeiro, o primeiro sinal de alerta se acendeu: o Brasil teve sua nota de crédito rebaixada de BB para BB- pela agência internacional de risco Standard & Poor’s (S&P) justamente por causa do atraso na implementação das reformas que reduzam o risco fiscal do país, confirmando as preocupações de Pimentel.

    “A rota de crescimento das empresas precisa encontrar respaldo no mercado a frente.”, sintetizou ao enumerar os riscos e oportunidades do setor para este ano decisivo. Por outro lado, Pimentel reconheceu que o varejo de vestuário tem registrado trajetória ascendente e apontou a recuperação do consumo das famílias, a queda das taxas de juros e o recuo acentuado da inflação como fatores positivos.

    Crescimento físico da produção – Em 2017, a indústria do vestuário produziu 5,9 bilhões de peças, ou seja, 3,5% mais que em 2016. “Se o crescimento previsto do PIB de 2017 foi de 1,1%, esse aumento no nosso setor pode ser considerado relevante. Para 2018, a estimativa para o vestuário é de crescimento de 2,5%, atingindo 6 bilhões de peças, enquanto o têxtil (fios e tecidos), cujo volume de produção ficou em 1,77 milhões de toneladas em 2017 deve alcançar 1,84 milhões de toneladas em 2018, com aumento de 4%”, detalha Fernando Pimentel.

    O dirigente também destaca que o faturamento do setor têxtil e confecção deve passar dos R$ 144 bilhões de reais, registrados o ano passado, para R$ 152 bilhões este ano, mostrando que os dois segmentos seguem em ligeira ascensão.

    No que se refere ao algodão, principal matéria-prima da indústria têxtil brasileira, as previsões são otimistas. Segundo o presidente da Abit, há uma expectativa de boa safra 2017/2018. “A safra de algodão deve passar de 1,5 milhão de toneladas este ano.

    Não teremos, do ponto de vista quantitativo, nenhum problema aparente de atendimento da demanda interna”, diz, acrescentando que o consumo industrial da fibra está estimado em 720 mil t, sendo o restante da produção (cerca de 50%), exportado.

    Fernando Pimentel enfatizou que o algodão brasileiro já é classificado como “Better Cotton” pelo sistema Better Cotton Initiative – BCI (Iniciativa por um Algodão Melhor), desenvolvida por um grupo de grandes empresas internacionais e associações de produtores que propõem o cultivo do algodão em conformidade com boas práticas ambientais e sociais.

    Uma das exigências para essa certificação, por exemplo, é a proibição de trabalho análogo à escravidão, trabalho infantil e segurança agrícola. Com essa classificação, o país tem acesso facilitado ao mercado global de algodão sustentável.

    Câmbio e balança comercial – Mesmo destacando a competitividade do algodão brasileiro, Fernando Pimentel reconhece que há uma disputa mercadológica muito grande com as fibras químicas (artificiais e sintéticas), sobretudo com o poliéster. “O mundo consume cerca de 90 milhões de t de fibras/ano, o algodão representa 25 milhões e o poliéster mais de 50 milhões de t. Ambos atendem a 85% do consumo total de fibras têxteis no planeta”.

    Indagado sobre a pressão dos custos de insumos e matérias-primas, sem os quais é impossível o beneficiamento têxtil, o presidente da Abit disse que com relação às fibras sintéticas, o preço varia conforme cotação internacional. “O preço do petróleo tem registrado quedas, enquanto o preço do algodão subiu em Nova York, devido à preocupação com a safra indiana, onde foi detectada a helicoverpa (lagarta que destrói lavouras de milho, soja e algodão).


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