Têxtil

Têxtil: Indústria de não tecidos quer crescer 6,6% ao ano até 2020

Quimica e Derivados
22 de junho de 2017
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    Por sua vez, a marca Bidim, pioneira no Brasil no segmento de geotêxtil há mais de 40 anos, foi comprada pelo grupo em 2008. São três linhas spunbond – filamento contínuo de poliéster – e uma linha de agulhado de fibra curta. A capacidade de produção gira em torno de 750 toneladas/mês de mantas não tecidas – de 20 a 600 g/m². “Bidim atua nos mercados da construção com geotêxteis e na área industrial, para o setor automotivo, de laminados, limpeza, filtração, entre outros”, explica Peixoto. Na linha de geotêxtil, a novidade foi o lançamento da geogrelha flexível para reforço de solos. “Os geotêxteis são versáteis e podem ser utilizados em substituição aos sistemas convencionais de material granular, como areia e brita, na construção civil. Além de reduzir custos, o geotêxtil agiliza os procedimentos da obra e garante maior durabilidade às construções”, comenta.

    Também foram apresentados os produtos Bidim CC-10 – geotêxtil com filme de polietileno perfurado aderido para aplicação de cura úmida de concreto; e Neoloy, linha de geocélulas feita com polietileno de alta densidade (PEAD) reforçado com fibras de poliamida e poliéster, para aplicação em obras de suporte de carga, canalização e controle de erosão. “A demanda por não tecidos no Brasil tende a crescer, porém, é uma questão de política pública incentivar obras de infraestrutura, que requeiram a utilização de novos materiais. No segmento de produtos de consumo, por outro lado, o laminado sintético avançou bastante nas duas últimas décadas, vencendo a resistência da indústria calçadista cuja primazia era o uso do couro para confecção de bolsas e sapatos”, finaliza Carlos Peixoto.

    Com planta industrial em Itatiba-SP, a S.A Fabril Scavone, que atua há mais de 65 anos no setor têxtil, produzindo cobertores, mantas, colchas e edredons, entrou no segmento de têxteis técnicos em 1993, com enchimentos, colchas e travesseiros. Posteriormente, passou a atuar no mercado de não tecidos agulhados, termoconsolidados e também airlaid para aplicação em filtração de ar, gases e líquidos. Com esses não tecidos são produzidas máscaras filtrantes tipo EPI, membranas de vapores orgânicos, mangas filtrantes estruturadas, entre outros produtos. Na linha de laminados, a empresa oferece não tecidos agulhados 100% poliéster para aplicação em palmilhas, dublagens, forros e estruturações de calçados. Outro segmento de atuação é o automotivo, para o qual oferece não tecidos agulhados, termofixados e com acabamentos para tetos moldados, tapetes, revestimento de capô, isolamento acústico, bancos, dutos de admissão de ar e lateral das portas. Com a marca Fabritech, substrato feito com não tecido agulhado 100% poliéster permeável, a Scavone fornece solução para diversos tipos de obras, como drenos rodoviários, muros de contenção, aterros sanitários e jardinagem. O diretor comercial, Laerte Guião Maroni, disse que depois de dois anos de estagnação, o mercado brasileiro voltou a mostrar sinais de melhora. “Com a retomada, ainda que tímida, das exportações do setor automotivo, vemos uma reação na cadeia produtiva do setor. Nossa expectativa é de um crescimento de demanda a partir do 2018”.

    Química e Derivados, O geotêxtil Bidim está no mercado há mais de 40 anos

    O geotêxtil Bidim está no mercado há mais de 40 anos

    A Ober, empresa 100% brasileira, com fábrica em Nova Odessa-SP, é a mais nova indústria nacional a ingressar no Programa Origem Sustentável. Fabricante de não tecidos agulhados e spunlace, com mais de 50 anos de mercado, tem como política socioambiental reaproveitar aparas e resíduos têxteis, abundantes na região do polo têxtil de Americana, transformando-os em produtos de alto valor agregado. A Ober também transforma centenas de toneladas de garrafas PET por mês em fibras sintéticas para bases e substratos não tecidos. Na feira, entre a sua vasta gama de produtos que atende a 12 segmentos industriais, destaque para o geotêxtil Geofort para aplicação em obras de engenharia e a geocélula Fortcell para canais e revestimentos de taludes. Outra novidade foi o feltro de fibra PET para o segmento de jardim vertical (paredes verdes) que substitui o xaxim, substrato orgânico que absorve os nutrientes e a água das plantas.



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