Têxtil

Têxtil – Fibras celulósicas recuperam espaço no mercado

Quimica e Derivados
20 de março de 2020
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    Química e Derivados - Têxtil - Fibras celulósicas recuperam espaço no mercado

    Têxtil – Fibras celulósicas recuperam espaço no mercado, em disputa com sintéticas e artificiais – Perspectivas 2020

    Nos últimos 18 anos, entre 2000 e 2018, o comércio internacional de têxteis aumentou 126%, enquanto o de vestuário apresentou alta de 143%. O Relatório Setorial da Indústria Têxtil Brasileira 2019, elaborado pelo Iemi – Instituto de Inteligência de Mercado, aponta que o comércio mundial de têxteis e vestuário movimentou US$ 836 bilhões em 2018, contra US$ 793,2 bilhões em 2017. Segundo o último informe do Global Textile Industry – Forecast 2020-2025, a industrial têxtil/confecção projeta crescimento de aproximadamente 4% neste período, devendo atingir U$ 1.230 bilhões em 2024.

    Foram consumidas 106 milhões de toneladas de fibras têxteis e, segundo o Iemi, entre 2000 e 2018, houve aumento de 77,3% no consumo, equivalente a um crescimento médio de 3,4% ao ano. As fibras químicas (sintéticas e artificiais) responderam por 68% do consumo industrial mundial, enquanto a participação das fibras naturais caiu para 30% em 2018 (aproximadamente 32 milhões de t), de acordo com dados da Discover Natural Fibers (DNFI), que representa 15 organizações de fibras naturais no mundo.

    As fibras celulósicas (especialmente a viscose), por sua vez, após duas décadas de declínio, vem recuperando espaço nos últimos anos, com potencial para se tornar a fibra têxtil do futuro. Até 2030, estas fibras artificiais deverão representar 8,5% do consumo têxtil industrial; e isso exigirá investimentos na capacidade de produção para atender à crescente demanda da cadeia de suprimentos do vestuário.

    Química e Derivados - Pimentel: real desvalorizado ajuda setor a exportar mais

    Pimentel: real desvalorizado ajuda setor a exportar mais

    Situação no Brasil – Apesar de possuir a quinta maior indústria têxtil do mundo (com muitas empresas integradas, ou seja, produzem do fio à confecção), o Brasil não está entre os 20 maiores produtores globais de têxtil/vestuário. O país responde por 2,4% da produção mundial de têxteis e por 2,6% da produção mundial de vestuário. Em 2019, segundo a Abit – Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, a produção têxtil fechou o ano com queda de 1,7% enquanto a produção de confecções apresentou ligeiro crescimento, de 0,6%. Segundo Fernando Pimentel, presidente da entidade, a produção mostrou desempenho negativo, influenciada principalmente pela crise na Argentina, um dos principais compradores de têxteis do Brasil. “Não é nada agradável fechar o ano no negativo, mas, para 2020, a Abit projeta crescimento de 2,3% na produção e 3% em vendas no mercado interno”. Segundo ele, para as importações, a Abit projeta crescimento de 4,1%, com 1,29 milhões de t, e nas exportações, de 2,5%, com 191 mil t de produtos têxteis.

    “O câmbio atual está movimentando mais as exportações. Em tonelagem estamos com crescimento de 3,7% em têxtil e confecção. Poderíamos exportar mais se o Brasil fosse mais competitivo, se tivesse mais acordos comerciais negociados, por exemplo, mas o fato é que estamos abrindo outros mercados, aos poucos. Destaque para a exportação de vestuário brasileiro, acompanhando a internacionalização de varejistas de grande e médio porte que estão indo para o exterior, instalando lojas em outros países. A importação de vestuário caiu 13,3%, mostrando de certa maneira o impacto da volatilidade do próprio câmbio, por sua vez a importação geral de têxteis e confeccionados que engloba também cama, mesa, banho, linhas, fios e fibras, filamentos e tecidos cresceu 1,4%, de janeiro a novembro de 2019, Mostrando que essas importações de matérias-primas foram transformadas no Brasil e ocuparam espaço importante, resultando nessa queda de importação de vestuário”, explica o dirigente.

    No que se refere à produção têxtil, Pimentel disse: “Para 2020, nossa expectativa é de uma produção crescendo em torno e 2% a 2,5%, acompanhando o PIB; as importações já refletindo um dólar mais equilibrado, e as exportações crescendo em torno de 2,5% e 2,7%, aproveitando o câmbio mais competitivo”. A Abit também estima a geração de 6.600 postos formais de trabalho no setor, principalmente na confecção.



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