Têxtil

Têxtil: Cadeia produtiva precisará se reinventar para sobreviver

Quimica e Derivados
24 de outubro de 2016
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    Em 2015, a produção física do segmento têxtil teve queda de 14,5% (1,9 milhões de toneladas) e a do vestuário, de 10% (5,5 bilhões de peças). Em 2014, a queda foi de 3,2% (2,2 milhões de toneladas) e de 6,6% (6,15 bilhões de peças). Quando se observa o comércio exterior, as importações de têxteis e confeccionados tiveram queda de 17,4% (US$ 5,85 bilhões) e as exportações diminuíram 8,2% (US$ 1,08 bilhão). Já o déficit na balança comercial ficou em US$ 4,8 bilhões.

    Para 2016, a perspectiva da Abit é que o déficit da balança comercial seja de US$ 3,4 bilhões, com uma queda de 22,4% (US$ 4,5 bilhões) nas importações e um aumento de 1,5% (US$ 1,1 bilhão) nas exportações. Quanto aos empregos, em 2015, o setor apresentou uma perda de 100 mil postos de trabalho, número 376% maior que o de 2014. Para este ano, espera-se uma estabilidade, com a maior parte da indústria mantendo seus empregados e até contratando mão de obra, no caso das confecções.

    Química e Derivados, Cervone: exportações ajudarão setor a recuperar capacidades

    Cervone: exportações ajudarão setor a recuperar capacidades

    Ao falar na cerimônia de abertura do evento, o presidente da Abit, Rafael Cervone, procurou tranquilizar os participantes, destacando que não há crise que dure para sempre e esse momento deve ser visto como oportunidade. “Para um setor tão criativo, nenhuma ideia é perdida. Agora, ao lado de cada um de vocês, tem alguém que está se preparando, pensando em como inovar, para o novo Brasil que virá”.

    Segundo ele, o setor voltará a crescer com o aumento das exportações e com a substituição dos importados por produtos da indústria nacional. De acordo com dados da Abit, as importações de vestuário declinaram em 60% entre abril de 2015 e abril de 2016, sendo os produtos chineses responsáveis por 50% do volume importado. Foi a maior queda desde 2000. Já nas exportações houve reação no aumento de volume em relação a 2015, favorecida, principalmente, pela desvalorização cambial, com aumento de 29% na exportação de tecidos; vestuário (11%), cama, mesa e banho (43%), filamentos (12,8%) e fios 137%.

    “Acreditamos que em 2016, teremos uma substituição de importações de produtos têxteis de aproximadamente 200 mil toneladas e de 200 milhões de peças de vestuário”, previu Cervone, anunciando que a Abit dará mais ênfase a iniciativas que fazem parte do Projeto Têxtil 2030, que preconiza uma indústria mais competitiva, com altos índices de produtividade e inserida na cadeia global de valor. Para isso, as mais de 33 mil empresas formais do setor T&C em todo o País deverão estar atentas às macrotendências mundiais, às novas tecnologias e modelos de negócio e, principalmente, ao perfil dos consumidores.



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    Um Comentário


    1. Cristina Costa

      Excelente matéria. Parabéns!



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