Têxtil

Têxtil: Aglutinantes químicos permitem desenvolver não tecidos com propriedades diferenciadas

Quimica e Derivados
20 de dezembro de 2017
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    Depois de formada, essa manta precisa ser consolidada, ou seja, é necessário unir fibras/filamentos para dar consistência à estrutura. Essa ligação pode ser feita por método mecânico, térmico ou químico. É na ligação química que entram os aglutinantes, no processo chamado resinagem. “Mantas resinadas são mantas cujas fibras são unidas por um aglutinante à base de água, precisando sempre de um processo de secagem e polimerização de resina, enquanto nas mantas termoligadas, a consolidação é obtida por amolecimento, em processo seco. Atualmente, mais de 95% das mantas de enchimento são fabricadas por este método, apresentando em sua composição entre 80% a 90% de fibra de poliéster, cujo ponto de amolecimento é 240ºC, e 10% a 20% de fibra bicomponente, que apresenta na sua parte exterior, um copolímero de poliéster com ponto de amolecimento ao redor de 90ºC. Basicamente, as fibras bicomponentes funcionam como uma espécie de adesivo, ligando as demais fibras”.

    Como podemos constatar, o aglutinante é um ligante químico adequado para não tecidos feitos de fibras sintéticas, como poliéster, polipropileno, poliamida, poliacrilonitrita (acrílico), polietileno ou policarbonato. Porém, fibras/filamentos artificiais como viscose ou acetato; minerais como basalto e naturais como algodão, lã ou sisal também são matérias-primas para não tecidos, conforme observa Freddy Rewlad. “Na área de higiene e médico hospitalar, são utilizados não tecidos de filamento contínuo e não tecidos hidroentrelaçados, ambos descartáveis, mas que são capazes de conferir proteção, conforto e segurança aos usuários, devido à sua composição química”.

    Novidade em algutinantes – A Basf apresentou na feira Index, em Genebra, em abril, um aglutinante inovador denominado Acronal 2434, adequado principalmente para não tecidos duráveis. O produto é compatível com outros sistemas de reticulação, tais como, resinas de melamina e ureia. Além disso, ele pode ser facilmente aplicado em conjunto com sistemas convencionais de foulard. Segundo a coordenadoria de Serviços Técnicos de Dispersões para Impregnação de Fibras da Basf América do Sul, esse aglutinante, importado da Alemanha, confere aos não tecidos expostos às tensões térmicas altos níveis de estabilidade mecânica, mantendo resistência à deformação. Composto por dispersão acrílica de autorreticulação covalente, o aglutinante é aplicado durante a formação da manta de nãotecido, sendo indicado para fibras sintéticas, incluindo poliéster.

    Química e Derivados, Dispersão acrílica Acronal 2434 gera produtos de alta durabilidade

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    Não tecidos suaves – Na busca de não tecidos cada vez mais suaves para o mercado de produtos higiênicos descartáveis, o polietileno é peça-chave para alcançar esses resultados, por meio de não tecidos bi ou monocomponentes. Para suprir essa demanda, a Dow lançou este ano a resina Aspun 6000.

    Química e Derivados, Brunetto: polietileno forma não tecidos mais suaves

    Brunetto: polietileno forma não tecidos mais suaves

    “Ela apresenta índice de fluidez de 19 g/10 min e densidade de 0,935 g/cm³, com ampliada janela de temperatura de soldagem a quente (calandragem) e novo pacote de estabilização térmica, projetado para uma processabilidade avançada de longo prazo”, explica Michel Brunetto, líder de aplicação tecnológica da área de Higiene e Saúde da Dow para América Latina. “Não tecidos de polietileno oferecem excelentes propriedades táteis, elevado caimento e toque de seda, além de uma resistência superior à abrasão quando combinada com outros materiais em fibras bicomponentes”, lembra Brunetto. “Utilizada em sua forma pura, a resina Aspun 6000 confere maciez e caimento inigualável aos não tecidos e um perfil equilibrado de propriedades mecânicas”, completa.

    A resina foi projetada para ampliar a capacidade da fiação e melhorar seu desempenho durante o processo de selagem a quente por meio do aperfeiçoamento do design molecular do polímero. De acordo com Michel Brunetto, os avanços conseguidos com as novas resinas têm permitido a redução da espessura (sem prejuízo para o desempenho), uma tendência importante em termos de sustentabilidade em não tecidos para aplicações higiênicas.

    Outra novidade da Dow, que estará disponível na América Latina no final de 2018, é a resina de polietileno para meltblown Aspun MB, desenvolvida para aumentar a suavidade e o conforto dos não tecidos. Essa nova família de resinas de polietileno é um ajuste ideal para fraldas, lâminas, cortinas e roupas médicas; embalagens de esterilização, filtração e outras aplicações industriais e de higiene em que a suavidade aumentada oferece valor agregado. As resinas Aspun MB oferecem benefícios como taxas de transferência comparáveis com extrusoras menores e potencial para redução dos custos de produção com base na temperatura reduzida do ar, no fluxo de ar e na temperatura de fusão.



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    Um Comentário


    1. Falta no Brasil interação entre as pesquisas realizadas nas universidades e as indústrias. O empresário aqui não tem essa cultura e desconhece o quanto poderia se beneficiar com uma parceria.



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