Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Tensoativos – Novos insumos vegetais melhoram função sensorial dos cosméticos

Antonio C. Santomauro
12 de dezembro de 2012
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    Mas, assim como estão atentos às questões ambientais, os comprado­res de tensoativos também querem produtos capazes de simplificar seus processos. “Graças à maior demanda por produtos suaves, desenvolvemos o Plantapon 611L, um blend de lauril éter sulfato de sódio, cocoamidopropil betaína e lauril glicosídeo, com balan­ço adequado destes tensoativos para proporcionar boa limpeza, espumação e suavidade”, explicou.

    De acordo com Julian, “o mercado de tensoativos para personal care está crescendo no Brasil, o terceiro maior mercado do mundo em cosméticos, pro­dutos de beleza e higiene pessoal, e que logo deve ser o segundo, ultrapassando o Japão”.

    Para Renata, da Croda, o Brasil é hoje, especialmente no segmento dos produtos capilares, um mercado muito maduro. E aqui, como ela destaca, mais que em qualquer outro país, há oferta de produtos capilares, além de xampus: por exemplo, pós-xampus, condicionantes, máscaras desfrisantes, além de coloran­tes, relaxantes e produtos para escova progressiva, entre outros.

    De acordo com Renata, no segmen­to dos condicionadores começa a ser bastante utilizada a dimetilamina: “É um derivado amínico que, além de ge­rar emulsionamento, tem propriedades condicionadoras muito interessantes.”

    A Croda, conta Renata, há alguns meses passou a fabricar aqui no Brasil o Incroquat Behenyl TMS, tensoativo à base de metossulfato de behentrimônio, anteriormente importado dos Estados Unidos. “Esse produto está ficando mais commoditizado e a produção local é importante para manter nossa competi­tividade”, justifica.

    Custos e benefícios – Além dos produtos da linha Ecosense, a presença da Dow no mercado dos tensoativos inclui ainda os chamados polímeros catiônicos, deriva­dos de celulose e utilizados, por exemplo, em condicionadores (também a Rhodia disponibiliza esses produtos).

    Tais polímeros, explica Daisy, assim como os surfactantes, também têm im­pactos na tensão superficial e permitem aos produtos de personal care o desem­penho de suas funções. São utilizados em doses muito menores que a dos tensoati­vos propriamente ditos, pois sua função é conferir características específicas: “Por exemplo, penteabilidade, volume e hidra­tação de cabelo”, detalha Daisy. Segundo ela, “é hoje tão intensa a demanda por produtos de personal care mais suaves e mais naturais que o mercado nem conse­gue atendê-la inteiramente”.

    Thais, também da Dow, afirma que os produtos da Linha Ecosense não apenas atendem a essa crescente demanda por produtos mais naturais e simultanea­mente livres de sulfato e de etoxilação: ajustam-se também ao maior interesse por produtos sem preservantes (ver box). E, apesar de serem ainda mais caros que os equivalentes sintéticos, podem até aju­dar a reduzir o custo final de um produto. “Por contribuírem para a suavidade da pele, aumento da viscosidade da formu­lação e melhoria do volume e estabilidade de espuma, podem substituir uma parte da quantidade de tensoativos primários etoxilados sulfatados e/ou cosurfactantes – no caso, as amidas –, que trabalham essas propriedades”, argumenta Thais.

    Química e Derivados, Naoya Yamato, Gerente do departamento de especialidades químicas da divisão amino science da Ajinomoto, Tensoativos

    Naoya Yamato: tensoativos derivados de aminoácidos agregam suavidade

    E no Brasil, observa Yamato, da Ajinomoto, as empresas nacionais do se­tor de personal care não mais brigam com as multinacionais apenas nos diferenciais de preços dos produtos. Elas também apostam na performance e nos apelos da sustentabilidade. “E qualquer segmento de personal care interessado em suavi­dade e biodegradabilidade usa nossos produtos”, ele afirma. “Promovemos o conceito ‘aminocêutico’, como sinônimo de características como limpeza suave, que não estraga nem pele nem cabelo, e é ambientalmente mais amigável”, detalha Yamato.

    A Ajinomoto produz no Japão seus tensoativos, cujos aminoácidos provêm de vegetais como cana-de-açúcar e mandioca. No Brasil, revela Yamato, nesse mercado a empresa deve este ano registrar uma expansão de negócios de aproximadamente 14% em relação a 2011.

    No segmento dos tensoativos, ele reconhece que o mercado brasileiro ainda não é muito significativo para a Ajinomoto, mas sua relevância é cres­cente. “No Japão, atuamos nesse mer­cado desde 1970, enquanto aqui temos presença estruturada bem mais recente, desde 2007 ou2008”, compara Yamato.

    No mercado brasileiro, a Ajinomoto promove mais intensamente os tenso­ativos Amilite Série G, um agente de limpeza derivado do aminoácido glicina e de ácido graxo de coco, e Amilite Série A, composto com o aminoácido alanina e ácido graxo de coco. No Japão, a empresa mantém uma marca própria – Jino – de produtos para personal care: “Os consu­midores japoneses são muito exigentes com esse tipo de produto, e mesmo os mais massificados precisam ter perfor­mance superior”, finaliza Yamato.



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    Um Comentário


    1. Jefferson José Nunes

      Boa tarde, onde consigo comprar o EcoSense™ 1200 (Lauryl Glucoside), Decilglucósido de coco e o Caprylyl caprilo glicosídeo no Brasil? Não consigo encontra-los.

      Obrigado.



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