Alimentos e Bebidas

Tensoativos – Consumo cresce, mas busca alternativas

Renata Pachione
21 de abril de 2020
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    Química e Derivados - Tensoativos - Consumo cresce, mas busca alternativas

    Consumo cresce, mas busca alternativas mais eficientes e multifuncionais

    Competitivo, o mercado de tensoativos impulsiona fabricantes e distribuidores a desenvolverem novas aplicações para seus produtos. Hoje, as tecnologias de destaque se voltam para o conceito da multifuncionalidade e da alta eficiência (melhoria de desempenho com menor dosagem). Além disso, a indústria também busca se diferenciar com formulações de baixo impacto ambiental para, dessa forma, agregar valor a este mercado que, cada vez mais, revela potencial para crescer.

    Química e Derivados - Silva: clientes querem operar processos mais simples e ágeis

    Silva: clientes querem operar processos mais simples e ágeis

    De qualquer maneira, como reforça Luiz Antonio da Silva, especialista do negócio de Home Care da Basf, sejam sintéticos ou de origem renovável, os novos tensoativos devem propiciar processos mais ágeis e menos complexos de fabricação, além de garantir a performance de aplicação e, sobretudo, a segurança aos usuários finais e ao ambiente, com baixa toxicidade e irritabilidade, e ainda elevada biodegradabilidade.

    As projeções para o mercado de tensoativos são de expansão. Segundo informações de consultorias especializadas, em âmbito mundial, o setor crescerá 2,6%, ao ano, até 2023. Em relação à indústria nacional, Silva projeta índices um pouco mais elevados. De acordo com ele, é esperado que o Brasil avance algo em torno de 3,5%, em volume, considerando 2020.

    Ainda pensando no cenário brasileiro, Guilherme Condutta, especialista do mercado de Home Care da quantiQ, traz dados da Euromonitor, para 2022, alusivos especificamente aos segmentos de domissanitários e de cosméticos. Segundo ele, a expectativa de crescimento para o volume de consumo total de tensoativos nos dois setores estará em torno de 1,1%.

    Química e Derivados - Andrea: ainda há muito espaço para crescer no agronegócio

    Andrea: ainda há muito espaço para crescer no agronegócio

    O mercado – Potencial a indústria tem. Andrea Soares, diretora de Marketing & Inovação da Oxiteno, divulga levantamento da IHS Markit, segundo o qual o consumo global de tensoativos chegou a quase 17 milhões de toneladas e foi avaliado em U$ 39,2 bilhões (dados referentes a 2018). Ela conta ainda que a companhia encerrou o ano passado sem crescimento no país. “Observamos estabilidade nas vendas de tensoativos no Brasil, pois ainda não houve uma recuperação total da economia”, afirma. Já na América do Norte, a empresa teve mais êxito e avançou. “Conseguimos alcançar um crescimento de quase dois dígitos no volume de tensoativos”, completa.

    Para Condutta, a economia brasileira ainda caminha a passos curtos e está em processo lento de retomada. De modo geral, imagina-se que a população esteja buscando por menos produtos de bens de consumo ou talvez tenha passado a optar por itens mais baratos. Do ponto de vista do formulador, também há uma parcela ávida pela diminuição dos custos de produção ou até, em alguns momentos, pela redução do teor de ativos em seus desenvolvimentos. “Todos esses fatores acabam por impactar o consumo de tensoativos no mercado”, comenta. Até por isso, segundo ele, a indústria brasileira continua recorrendo a tensoativos já consolidados que entregam desempenho satisfatório e menores custos para as formulações.

    No segmento de Home Care, conforme observa Silva, ainda predominam os tensoativos aniônicos tradicionais, enquanto em Personal Care já são empregadas tecnologias mais avançadas, devido às exigências maiores desse segmento quanto à irritabilidade e às questões regulatórias. Esse cenário, aliás, revela não só um avanço qualitativo como também quantitativo, pois conforme o próprio Silva diagnostica, Personal Care vai ser o segmento de maior crescimento em tensoativos, apesar de Home Care, hoje, ser o de maior consumo do insumo.



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