Automação Industrial

7 de novembro de 2017

Tecnologia: Software ajuda a gerenciar substâncias perigosas no GHS

Mais artigos por »
Publicado por: Marcelo Fairbanks
+(reset)-
Compartilhe esta página

    A transnacional de origem belga Lisam Systems incorporou a brasileira EcoAdvisor, gerando uma companhia com escopo mais amplo de trabalho, na área de avaliação de riscos e gerenciamento de substâncias químicas para o Brasil e América Latina, agora denominada Lisam EcoAdvisor.

    “A Lisam atua há mais de 16 anos em vários países, é uma startup que deu certo e tem entre seus acionistas o Innovation Fund, formando por acionistas de grandes empresas europeias, entre elas a Solvay, Basf e Arkema”, comentou Marcus da Matta, CEO da nova companhia. Ele era um dos fundadores e acionistas da EcoAdvisor.

    Química e Derivados, Da Matta: programa gera toda a documentação e os rótulos

    Da Matta: programa gera toda a documentação e os rótulos

    Desde o começo, da Matta queria atuar em escala global, para competir com outras companhias do mercado. Ao buscar parceiros, encontrou a Lisam e incentivou-a a montar uma subsidiária brasileira, instalada no mesmo escritório da EcoAdvisor. “Havia algumas dificuldades de comunicação, afinal eram duas culturas diferentes, e a parceira estrangeira resolveu incorporar o local.”

    Sem prejuízo das atividades e do corpo técnico da EcoAdvisor, que foi pioneira na assessoria de implantação do Registro de Emissão e Transferência de Poluentes (RETP), o foco da Lisam EcoAdvisor se dirige à venda de software para gerenciamento de substâncias perigosas, com a agregação de serviços de consultoria, relatórios e estudos sob encomenda.

    “A nossa ideia é que as empresas sejam autônomas na gestão dos seus documentos, para isso oferecemos a ferramenta de TI e a capacitação do usuário”, explicou da Matta. Ele critica estabelecer relações de dependência entre empresas e prestadores de serviço nessa área. “Empresas desenvolvem produtos novos todos os dias e precisam ter agilidade na emissão dos documentos de transporte, uma consultoria independente pode levar cinco dias para fazer isso”, considerou. O trabalho não é trivial, pois envolve identificar o produto, adotar as frases padronizadas de segurança, a cumprir a norma GHS, entre outros. “O software permite fazer tudo isso em questão de minutos, enquanto a tarefa poderia consumir um dia inteiro de trabalho caso fosse realizada manualmente.

    Segundo o executivo, o sistema permite emitir 200 fichas de produto por hora e funciona como um aplicativo para Windows, com grande facilidade de adaptação, por se valer de programas já bem conhecidos no mercado, como o Excell, Acess e Word. “É preciso considerar que as exig|ências atuais são grandes, todos os órgãos oficiais exigem informações, como Ibama, Polícia Federal e Civil, entre outros”, disse.

    Por ter escritórios em vários países, a Lisam facilita a tradução das informações de emergência e rotulagem, além de apoiar o cliente quanto às regulamentações locais. “O software já está pronto para gerar todos os documentos necessários em 50 idiomas, seguindo as normas de cada país”, afirmou. Além disso, o sistema permite acessar várias bases de dados e recebe atualização constantes. A ferramenta Publichem permite distribuir os documentos necessários pela internet, com facilidade, imprimindo-os quando e onde for necessário, pagando por cada um deles. “A Europa exige essa funcionalidade”, advertiu. Os clientes remuneram a companhia mediante um pagamento anual e pela manutenção e atualização do sistema.

    Aliás, da Matta informa que o software é entregue completo aos clientes, mas cada um deles decide o que vai implantar, customizando cada instalação. Os clientes brasileiros dispõem de uma ferramenta adicional para avaliação de risco, formada com informações de outras bases de dados.

    A base de clientes pode incluir qualquer empresa que trabalhe com produtos químicos, com destaque para fabricantes de tintas e fragrâncias, ambos com várias formulações que carregam grande quantidade de ingredientes. A indústria química básica geralmente vende produtos isolados, mais fáceis de identificar e rotular. “As indústrias farmacêuticas demonstram interesse no sistema”, disse da Matta, com base no número de consultas recebidas.

    No Brasil, a Lisam opera com 20 clientes, desenvolvidos no último ano. Em escala global, conta com mais de mil clientes de seu software. “Oferecemos um sistema muito flexível, com grande capacidade de adaptação, que também tem conteúdo exportável, ou seja, se o cliente quiser migrar para outro produto não ficará refém do nosso programa”, comentou. O software pode ser integrado aos sistemas de ERP corporativos, como o SAP.



    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *