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Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tecnologia Ambiental: Sabesp fecha contrato para montar estação de água potável por ultrafiltração

Marcelo Furtado
13 de novembro de 2013
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    A grandiosidade da obra – um EPC avaliado em mais de R$ 1 bilhão – foi substituída por uma alternativa mais simples: uma filtração simples permitirá o uso da água utilizada na retrolavagem de filtros da ETA Guandu, da Cedae, por sinal considerada a maior estação de tratamento de água do mundo (43 mil litros por segundo). Embora a ETA seja mais distante do Comperj, os novos cálculos da Petrobras mostraram ser mais viável polir essa água da retrolavagem no complexo do que investir em um MBR na ETE Alegria. Com a desistência da estatal do petróleo, o projeto Aquapolo, em São Paulo, que abastece com água de reúso o polo petroquímico, continua sendo o maior projeto do gênero do país.

     

    Laboratório para etanol 2G

    O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Coppe inauguraram no final de agosto um laboratório de bioetanol. Com investimento total de R$ 14 milhões – R$ 10 milhões da Finep e R$ 4 milhões do governo japonês (Jica, agência de cooperação internacional) –, o propósito principal do centro de pesquisa é se aprofundar na produção do etanol celulósico, o chamado 2G, etanol de segunda geração ou bioetanol.

    A ideia é desenvolver tecnologia própria com base na hidrólise enzimática da celulose dos resíduos da agroindústria da cana-de-açúcar e também do milho e do trigo. Segundo a coordenadora do projeto, a professora Elba Bon, o ponto prioritário das pesquisas será permitir a produção das enzimas in loco, nas próprias usinas, para evitar o transporte por longas distâncias.

    Também contempla a linha de pesquisa a análise do ciclo de vida do novo processo do bioetanol, para identificar os impactos ambientais de todas as etapas produtivas, incluindo a processamento descentralizado das enzimas.

    Conta ainda como contribuição do Coppe os seus desenvolvimentos com membranas de separação, por meio dos trabalhos do laboratório dedicado a essa linha de pesquisa. As membranas elaboradas por seus pesquisadores podem ser empregadas em diferentes etapas de separação e concentração de biomateriais envolvidos no processo. Os sistemas serão fornecidos pela PAM-Membranas Seletivas, empresa incubada que nasceu no laboratório de processos de separação com membranas e polímeros da Coppe.

    Como pano de fundo para a elaboração do laboratório está a necessidade de garantir o consumo de etanol no país, visto que a produção convencional da primeira geração não está sendo suficiente para atender à demanda, forçando o país a importar etanol de milho dos Estados Unidos.

    “O etanol de primeira geração aproveita apenas um terço da energia contida na planta. Com o 2G é possível no mínimo dobrar a produção sem precisar de mais áreas agrícolas”, afirmou Elba Bon. Além disso, segundo ela, trata-se de tecnologia mais limpa e autossustentável. “Por suas características territoriais e de clima, o Brasil tem capacidade para produzir biomassa em grandes quantidades para fazer frente às necessidades da indústria química do futuro”, finalizou Elba.



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