Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tecnologia Ambiental: Sabesp fecha contrato para montar estação de água potável por ultrafiltração

Marcelo Furtado
13 de novembro de 2013
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    Não é por falta de instrumentação para monitoramento que o brasileiro corre esse risco. Há empresas ofertando sistemas práticos e simples para detecção de anormalidades, que podem ser colocados em linha no tratamento de água ou usados de forma portátil para rapidamente afirmar se há problemas no manancial ou na água já tratada. A empresa Ag Solve Monitoramento Ambiental, de Indaiatuba-SP, por exemplo, conta com representações de sistemas de fácil uso para aplicações de monitoramento da qualidade da água para fins de controle ou remediação.

    Química e Derivados, Banderali: HDTs respondem por 85% das contaminações urbanas

    Banderali: HDTs respondem por 85% das contaminações urbanas

    Um da representada inglesa Chelsea Technologies é específico para detectar contaminações por hidrocarbonetos, até mesmo para os dissolvidos em níveis de ppb. “Normalmente há um consenso errado de que os hidrocarbonetos não se dissolvem na água, que eles ficam apenas na fase livre, o que tecnicamente é um absurdo. Eles se dissolvem tanto em sua fase bruta como na refinada e estão muito presentes na água, podendo causar grandes danos ao ser humano”, disse o diretor da AG Solve, Mauro Banderali. Segundo ele, os hidrocarbonetos são responsáveis por 95% das contaminações nas áreas urbanas.

    A sonda dedicada para os hidrocarbonetos é a Uvilux, que opera com radiação ultravioleta, cujo feixe de luz banha a amostra dos hidrocarbonetos para detecção pelo sensor em uma determinada frequência. Para Banderali, os sensores digitais são instrumentos de alerta para detecção de acidentes ou vazamentos. Com eles as empresas de saneamento podem tomar as medidas necessárias para interromper bombeamentos, monitorar processos e medir pontualmente ou de forma permanente o tratamento. O sistema também monitora o descarte de efluentes nas indústrias, para saber se a empresa está jogando hidrocarbonetos no ambiente. “Era simples: bastava exigir delas o controle”, disse. Bom ressaltar que a sonda pode detectar desde traços até altas concentrações, como 500 mg/l de HDTs.

    Outros sensores que teriam bastante aplicação no Brasil são os das linhas Unilux e Trilux, da mesma Chelsea Technologies, pois têm aplicação para detectar algas e cianobactérias, problema muito frequente em mananciais poluídos por esgoto, caso das represas que abastecem a região metropolitana de São Paulo. Os dois sensores, que podem ser usados de forma portátil ou em linha, monitoram níveis de clorofila-a, ficoeritrina, rodamina WT, ficocioanina, fluorescência ou turbidez na água. São indicados para estudo de clorofila em campo, o que indica a classe de algas (Ficoeritrina ou Ficocianina), monitoramento ambiental, rastreamento da mortandade em lagos, represas e mares por algas, estudo de particulados e controle de processos.

    “Os sensores são mais precisos do que os usualmente instalados em sondas multiparamétricas. Apenas eles conseguem no mercado de instrumental detectar, com baixo custo e alto desempenho, as classes de algas, sendo que no Trilux é possível monitorar a clorofila-a em um único elemento sensor”, disse Banderali.

    Embora já tenha vendido algumas dessas sondas especiais para monitoramento, o diretor da Ag Solve acredita que a falta de exigência de controle é um impeditivo para o crescimento do mercado. Nesse caso, ele lamenta principalmente a ausência de obrigações impostas a companhias de saneamento e da cadeia do petróleo, para monitorar os hidrocarbonetos. Falando especificamente do controle de algas, o setor de saneamento fixa o monitoramento mais na captação e não na água tratada. O gosto ruim da água distribuída pela Sabesp em algumas regiões de São Paulo tem a ver com a contaminação por cianobactérias, também prejudicial ao ser humano.

     

    Comperj cancela MBR para reúso

    Como resultado de sua contenção de gastos, a Petrobras cancelou aquele que seria o maior projeto de reúso de água do país, desenhado para recuperar da ETE Alegria, da Cedae, uma vazão de 1.500 litros por segundo de esgoto para alimentar o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

    O projeto, que estava nas mãos de consórcio entre a Foz do Brasil e a Cedae, chegou a definir a fornecedora da tecnologia de membranas – o MBR (Membrane Bio-Reactor) –, a GE Water, e contemplaria um duto submarino de 17 km de extensão, para levar a água proveniente do esgoto tratado da ETE Alegria, no Caju, até o armazenamento intermediário na ETE São Gonçalo. Também faria parte do sistema uma estação de bombeamento para levar a água tratada por mais 32 km até a entrada do Comperj, em Itaboraí-RJ, onde o insumo seria usado na geração de vapor e em torres de resfriamento.



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