Purolite inaugura laboratório de aplicação para resinas de troca iônica

Tecnologia Ambiental

A produtora de resinas de troca iônica Purolite começou a operar em São Paulo um laboratório para desenvolvimento de aplicações de resinas de troca iônica, utilizadas para desmineralização de água e para remoção seletiva de substâncias.

Segundo o diretor da Purolite, Fábio Sousa, o investimento visa a aproveitar o portfólio de mais de 200 resinas da empresa norte-americana, adequando-as às necessidades dos clientes.

Um primeiro teste de aplicação, por exemplo, objetiva remover metais de ácido acético para um cliente. “Estamos testando uma resina seletiva para remoção de metais, a S930-Plus, que remove principalmente o ferro, o contaminante mais evitado nessas aplicações”, disse.

Outra vertente de pesquisa já iniciada é para remover flúor de água de poço, aplicação para a qual está em testes uma resina aniônica, que precisa contar com regeneração rápida, e ser ativada com cálcio na resina para complexar o fluoreto.

Por enquanto, essa resina SST60, ativada com cálcio, só teve aplicação na Índia para tratar efluentes. Os poços, em São Paulo, em média, contam com 6 ppm de flúor. A resina pode reduzir para menos de 1.5 ppm.

A Purolite fatura mundialmente US$ 300 milhões ao ano. Segundo Fábio Sousa, a empresa destina 5% do seu faturamento anual para pesquisa e desenvolvimento e detém hoje cerca de 30% do mercado mundial.

A estimativa é a de que a Purolite detenha 25% do mercado sul-americano e 40% do brasileiro.

Desde 1999 no Brasil, o investimento no laboratório em São Paulo superou US$ 100 mil.

Atualmente há mais de 50 resinas de seu portfólio mundial em comercialização no Brasil. No mercado latino, a Purolite possui cerca de 3.000 clientes.

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