Tecnologia Ambiental: Notícias

VEOLIA TRATA LODO OLEOSO DA PETROBRAS

A Veolia Water Americas fechou contrato para desenvolvimento, construção e operação de unidade de tratamento de lodo oleoso residual para a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), de Canoas-RS, a sexta maior do sistema Petrobras, com capacidade de 200 mil barris/dia.

A nova unidade – cuja tecnologia a Veolia não revela – converterá as emulsões de óleo, sólidos e água em óleo recuperado para produzir diesel e gasolina, além de sólidos para injeção no coque, reduzindo a eliminação de resíduos da refinaria e gerando economia de custos estimada de US$ 1,5 milhão de petróleo por ano.

As peças e os equipamentos para a unidade estão sendo produzidos nos Estados Unidos e no Brasil.

O início de suas operações está previsto para novembro de 2013, quando deverá começar a tratar aproximadamente 6.200 barris de resíduo oleoso por mês, correspondendo a mais de 74 mil barris ao ano.

A Veolia fornece serviços desse tipo para mais de 50 refinarias na América do Norte, tratando por volta de 30 mil barris/dia de resíduos oleosos, devolvendo aproximadamente 2,5 milhões de barris de óleo por ano ao processo de refino e auxiliando na produção do coque.

INDÚSTRIA ALEMÃ PREOCUPADA COM ENERGIA

Por causa da política energética adotada pela Alemanha, que privilegia fontes renováveis, o presidente da Federação Alemã da Indústria do Plástico (WVK), Josef Erti, prevê momentos difíceis para os fabricantes de máquinas e transformadores de plástico.

Para ele, a decisão do governo alemão de abandonar a energia nuclear até 2022 e diminuir de forma paulatina o consumo de combustíveis fósseis, promovendo como substitutas principais as fontes eólica e solar, tornará a produção do país cada vez mais cara.

Aliado à crise financeira internacional, o custo da energia elevada pode tornar a médio prazo a situação insustentável para a indústria alemã de plástico, a maior do continente europeu, com receita total de 95 bilhões de euros em 2012, 415 mil empregados e 7.100 companhias.

Para Erti, a situação se agrava com o desenvolvimento da exploração do shale gas nos Estados Unidos, energia barata que tem atraído muitos investimentos industriais, entre eles os petroquímicos.

“Vamos perder competitividade globalmente, os americanos estão se reindustrializando com gás barato e baixos custos energético e de matérias-primas petroquímicas”, disse.

“Se desprezar as fontes tradicionais na sua matriz energética, a Alemanha não terá células solares e nem pás geradoras eólicas suficientes para sustentar o crescimento da indústria em um mundo cada vez mais competitivo”, finalizou Erti.

Ainda há oito usinas nucleares funcionando na Alemanha. Com a decisão referendada por seu parlamento de desligá-las até 2022, o país pretende basear sua matriz energética nas fontes renováveis.

Embora ainda não tenha sido estudado o quanto essa transição significará de custos para a sociedade alemã − apenas a descontinuidade de uma usina nuclear consome cerca de 1 bilhão de euros.

Enquanto a Alemanha estiver fazendo a transição, as emissões de gases de efeito estufa devem aumentar, porque usinas térmicas a carvão e óleo diesel precisarão gerar a energia deixada de ser produzida pelas nucleares.

WASTE-TO-ENERGY: SOLUÇÃO PARA O POLO?

As movimentações em São Paulo para aumentar a participação da solução tecnológica de reciclagem energética do lixo, o chamado waste-to-energy, continuam.

Com os municípios de Barueri e São Bernardo do Campo em estágios adiantados de viabilização, recentemente as prefeituras das cidades de Santo André e Mauá anunciaram parceria para estudar a construção de uma usina de geração de energia obtida dos lixos domésticos dos dois municípios vizinhos.

A característica mais favorável para tornar o projeto viável é fornecer energia elétrica e vapor para o polo petroquímico de Capuava, em Santo André, que tem interesse em contar com a nova alternativa de suprimento.

A cooperação visa o estudo conjunto entre membros das duas prefeituras, que desejam se adequar à política nacional de resíduos sólidos.

Química e Derivados, Tecnologia_ambiental_Noticias ©QD Foto: Shutterstock

Além de ser solução amplamente utilizada por países desenvolvidos e referendada pela ONU como tecnologia mitigadora dos gases de efeito estufa, trata-se de mercado potencial muito grande em regiões metropolitanas, onde tendem a ser mais viáveis economicamente.

Apenas a capital paulista, São Paulo, tem potencial de 300 MW com a queima do lixo gerado na cidade, onde poderiam ser construídas dez usinas de recuperação energética. São Paulo coleta cerca de 18 mil t por dia de lixo e cada 1,2 mil t podem gerar entre 20 MW e 30 MW.

ETE DA SUZANO EM IMPERATRIZ

Está para ser entregue, em agosto, na nova fábrica da Suzano Papel e Celulose, em construção em Imperatriz-MA, a estação de tratamento de efluentes construída pela Centroprojekt, empresa de engenharia de tecnologia ambiental.

O objetivo da ETE é devolver tratados os efluentes do processo produtivo para o Rio Tocantins, dentro dos padrões legais.

A unidade da Suzano Papel e Celulose produzirá cerca de 1,5 milhão de toneladas/ano de celulose para exportação.

A estação reduzirá ao máximo a carga orgânica, incluindo DBO e DQO, sólidos suspensos e demais parâmetros.

A obra teve início em abril de 2012. Trata-se, segundo a empresa, do maior projeto da Centroprojekt em volume, vazão e valor, contratado em regime de EPC e pelo qual a empresa de origem tcheca fornecerá desde a definição do processo, engenharia básica e detalhada, suprimento e planejamento, construção civil, montagens eletromecânicas e comissionamento até a partida da operação.

A empresa não revela valores e nem o tamanho da estação.

SÃO PAULO TEM 4.572 ÁREAS CONTAMINADAS

O órgão ambiental paulista, a Cetesb, atualizou os dados sobre as áreas contaminadas existentes no estado de São Paulo. Até dezembro de 2012 são 4.572 as áreas confirmadas.

Destas, apenas 7% encerraram seus processos de recuperação e 22% estão em processo de reabilitação.

Em 42% das áreas, segundo o relatório da agência ambiental, estão sendo aplicadas técnicas de remediação; e 29% delas foram identificadas recentemente. Em 2011, o registro era de 5.132 áreas contaminadas.

Desde quando começou a publicar o relatório, em 2002, a Cetesb vem divulgando cada vez mais áreas contaminadas.

Naquele ano, o número era de apenas 255 áreas. Para especialistas, o número na verdade é muito maior, tanto porque o órgão ainda não tem como revelar todas as contaminações do estado, por falta de massa crítica para controlá-los, como porque há vários “esqueletos” ainda não identificados.

Pelo último levantamento, o interior paulista concentra a maior quantidade de áreas degradadas, 1.646; seguido pela capital, com 1.539; depois pela região metropolitana, com 781; litoral, com 340; e o Vale do Paraíba, com 266.

USINAS DE AÇÚCAR E ETANOL: COGERAÇÃO EM ALTA

Totalmente autossuficiente em energia em suas 436 usinas, o setor sucroalcooleiro cresceu, em sete anos, doze vezes o patamar de exportação de energia para a rede, passando de 126 MW médios, em 2005, para 1.381 MW em 2012, o que representa 45% do consumo de energia da cidade de São Paulo.

Do total de usinas, apenas 160 vendem o excedente de energia.

E o potencial da cogeração por bagaço de cana e palha é muito maior. No mesmo período, seria possível chegar a 4.158 MW médios, segundo revelou a União da Indústria Canavieira (Unica), o que não foi feito por causa da falta de incentivo da política energética nacional, que depositou ultimamente suas fichas nas usinas térmicas a gás, óleo e carvão.

Projetando o ano de 2021, a Unica acredita que a capacidade instalada da cogeração de energia do setor sucroalcooleiro chegue a 15.287 MW médios, o que equivale a três usinas de Belo Monte ou a duas Itaipu, em capacidade.

Essa projeção se baseia na duplicação da capacidade de moagem de cana, maior aproveitamento de palha e em investimentos na produção, sobretudo na migração de caldeiras de média para alta pressão.

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