Meio Ambiente (água, ar e solo)

Tecnologia ambiental – Notícias: Cloro-Soda melhora um pouco, mas ainda sofre com alta do preço da energia

Marcelo Furtado
23 de maio de 2014
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    Uma ponta de esperança surgiu para o setor de cloro-soda, cuja atividade eletrointensiva tem sido penalizada nos últimos meses pela alta recorde do preço no mercado livre de energia onde as empresas do ramo firmam seus contratos de fornecimento. Isso porque janeiro registrou o melhor resultado do setor desde 2010, com produção de 114.691 mil toneladas, o que representa aumento de 10,9% em comparação a janeiro de 2013 (103.445 mil toneladas). Com relação à soda cáustica, a produção em janeiro também foi positiva, com alta de 12,2% em relação a janeiro de 2013.

    Apesar do preço no mercado livre de energia ainda estar no teto máximo de R$ 822,83/MWh, o desempenho de janeiro refletiu uma recuperação na ocupação da capacidade instalada, de 83%, a média registrada em 2012 e 2013, para 90%. O resultado reduz o custo fixo da produção ao utilizar mais da energia contratada. “A energia mais cara é aquela não usada”, explicou o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria Álcalis e Derivados (Abiclor), Martim Afonso Penna.

    Em comparação a dezembro de 2013, a produção de cloro em janeiro aumentou 8,7%, superior ao registrado pela produção industrial, que também apresentou crescimento positivo de 2,9%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Como indústria básica, somos um dos primeiros a refletir o momento industrial do País”, explica Penna.

    Mesmo com o último número animador, o diretor-executivo não se deixa levar pelo otimismo cego. Pelo contrário, ao ver o cenário em formação no setor energético (a eletricidade representa em média 45% do custo produtivo do setor), Penna demonstra preocupação. “O nível dos reservatórios não consegue se recuperar e é ele que baliza o preço do mercado livre, que deve se manter no teto máximo”, disse.

    A alta na energia complementa a política desastrada do governo federal de querer diminuir a tarifa para o consumidor em 20% no final de 2012 às custas do setor energético. As geradoras que não aceitaram a proposta do governo de renovar as concessões das usinas em troca de diminuição da tarifa estão lucrando com a venda da energia no mercado livre. Já as que aceitaram (leia-se aí as do sistema Eletrobrás) estão quebradas, assim como as distribuidoras, que estão comprando energia com preço nas alturas sem poder (até então) repassar os aumentos ao consumidor.

    “Mas para o consumidor livre esta política de redução das tarifas não teve reflexo positivo nenhum. Muito pelo contrário, desde que foi instituída estamos pagando em média por mês mais 10% por causa dos encargos sobre o sistema, que cobre o acionamento das usinas térmicas”, lamentou Penna.

    Os dados de janeiro de 2014 mostram também que o consumo setorial de cloro (vendas totais somadas aos usos cativos) apresentou alta de 11,3%. As vendas totais de soda foram 6,7% maiores e as importações registraram queda de 14,3% em comparação a janeiro de 2013.



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