Tintas e Revestimentos

Sustentabilidade – Parte essencial da estratégia da indústria de tintas

Quimica e Derivados
27 de julho de 2016
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    A contribuição das tintas para a sustentabilidade

    Um dos aspectos em que é preciso avançar é a valorização do papel que as tintas podem desempenhar para a sustentabilidade. Ainda é pouco explorada como diferencial a proteção que as tintas conferem às superfícies onde são aplicadas, contribuindo para evitar a sua deterioração. Em peças de madeira, por exemplo, a durabilidade proporcionada pela pintura evita o corte de novas árvores e todo o gasto de energia e outros materiais necessários para a sua reposição. O mesmo vale para produtos feitos de aço, como automóveis ou navios. Além desse benefício, em diversas aplicações, a tinta proporciona segurança contra danos ambientais originados por vazamentos e infiltrações em plataformas de petróleo, tanques, dutos e outras instalações.

    Há, ainda, a economia de energia que o uso de tintas pode proporcionar, como no caso da utilização bem planejada de tintas imobiliárias, que leve a melhorias na luminosidade do ambiente e à redução do seu aquecimento. O mesmo pode ser dito em relação aos projetos para pintar de branco telhados ou de grandes áreas de estacionamento descoberto, de forma a minimizar as ilhas de calor nas cidades.

    Destinação das embalagens

    A destinação das embalagens de tintas pós-uso é um tema que vem merecendo atenção especial do setor há muitos anos. A partir de estudos técnicos realizados desde o final da década passada, do acompanhamento das regulamentações e da participação ativa em fóruns do governo e do setor privado, a indústria de tintas já desenvolvia ações e programas voltados para a reciclagem das embalagens de tintas, assim como atividades de conscientização envolvendo tanto essa questão quanto a da minimização da geração dos resíduos.

    A publicação da Política Nacional de Resíduos Sólidos, em 2010, intensificou esse trabalho realizado pela Abrafati, em conjunto com a sua cadeia produtiva, com o governo e com outros agentes, para encontrar as melhores soluções relacionadas aos resíduos sólidos. Assim, a associação integrou-se a iniciativas lançadas pelo Poder Público, como o Grupo de Trabalho Temático – Embalagens, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente. Simultaneamente, integrou-se à proposta de acordo setorial do grupo Coalizão Empresarial, que envolve fabricantes de diversos tipos de embalagens e segmentos que as utilizam; e à do Prolata, com a Abeaço (Associação Brasileira da Embalagem de Aço), tendo como foco exclusivo as embalagens metálicas.

    Nessa área, os avanços obtidos nos últimos anos foram muito significativos, a começar pelo início do processo de implantação de uma estrutura robusta para receber e encaminhar as embalagens pós-consumo, com a criação do primeiro Centro Prolata Reciclagem, em São Paulo, a constituição de uma rede ampla e capacitada de cooperativas de catadores, a formação de um conjunto de pontos de entrega voluntária (PEVs), o primeiro dos quais inaugurado em 2015.

    Uma grande conquista nesse sentido foi alcançada em 2015, com a aprovação, pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), do pleito apresentado pela Abrafati para a reclassificação das embalagens de tintas imobiliárias na Resolução no 307/2002 – passando a considerá-las como produtos não perigosos, classificados como resíduos recicláveis Classe B. Isso possibilita que essas embalagens sejam aceitas sem restrições em Ecopontos, Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs), cooperativas e PEVs.

    Poucos meses depois da aprovação dessa medida, o setor teve mais uma boa nova, com a assinatura do Acordo Setorial de Embalagens, resultado de discussões e negociações com o Ministério do Meio Ambiente ao longo dos quatro anos anteriores. O documento estabelece metas e prazos para que as embalagens pós-consumo de diversos produtos – como as tintas – recebam destinação adequada, formalizando o compromisso de um conjunto de 21 entidades que representam fabricantes e segmentos usuários de embalagens, reunidas no grupo Coalizão Empresarial, e do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis.

    “O trabalho consistente feito nestes anos, amparado por estudos técnicos, colocou o setor de tintas em um novo patamar em relação aos resíduos sólidos. Continuaremos a evoluir, com o compromisso de buscar sempre as melhores práticas, indo além do cumprimento da legislação”, afirma Gisele Bonfim, gerente técnica e de Assuntos Ambientais da Abrafati.



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