Química

Sulfato de Amônio – nova tecnologia cria oportunidades para produção

Quimica e Derivados
17 de dezembro de 2018
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    Outra rota empregada para produção do sulfato de amônio se dá a partir da combinação direta de amônia com ácido sulfúrico em uma reação controlada (rota sintética), porém, tal rota de processo só se mostra viável economicamente em condições muito particulares, visto que amônia e ácido sulfúrico são matérias-primas consumidas em larga escala para outros fertilizantes intermediários, respectivamente ureia e ácido fosfórico. Especificamente, a amônia tem seu preço fortemente atrelado ao petróleo e gás natural o que, no panorama nacional, implica em um custo proibitivo para a produção do sulfato de amônio.

    O sulfato de amônio também pode ser obtido a partir de um subproduto do processo siderúrgico. O gás liberado durante o processo de coqueificação nas baterias de coque com recuperação de subprodutos, chamado gás de coqueria, contém quantidades relevantes de amônia, que após tratadao de maneira adequada e em contato com uma solução de ácido sulfúrico, resulta na formação de sulfato de amônio. O ácido sulfúrico em questão também pode ser obtido a partir da recuperação do gás sulfídrico (H2S), também presente no gás de coqueria.

    Outras rotas de produção se dão a partir do gesso, ou do reaproveitamento de subprodutos oriundos de processos metalúrgicos de extração de cobre, níquel e cobalto ou da produção de metacrilato de metila (MMA).

    De acordo com mapa de produção do portal GlobalFert, os principais produtores de sulfato de amônio no país atualmente são a Unigel (capacidade instalada na ordem de 400 mil.000 t/oneladas por ano) e a Petrobras (capacidade instalada de 303.000 t/oneladas por ano). No caso da Unigel, a produção típica ocorre a partir do reaproveitamento de solução de sulfato de amônio, subproduto do processo de metil-metacrilato (MMA). Já a Petrobras utiliza a rota sintética, isto é, a partir de amônia e ácido sulfúrico.

    thyssenkrupp Industrial Solutions e a produção de Sulfato de Amônio Granular

    A história da thyssenkrupp Industrial Solutions no mercado de fertilizantes se inicia em 1928, com o licenciamento da sua tecnologia de processo Uhde para a construção de uma planta de amônia com capacidade de 100 t/oneladas por dia na cidade de Herne, na Alemanha. Atualmente a escala de uma planta típica é bem maior: por exemplo, há uma planta na Arábia Saudita, projetada pela thyssenkrupp, com capacidade para produzir 3.300 toneladas por /dia de amônia, uma das maiores do mundo em operação. Ao longo dos anos, a empresa já participou da construção de mais de uma centena de plantas para o setor de fertilizantes no mundo, fornecendo desde licenciamento de tecnologias próprias, serviços de engenharia até construção e montagem de plantas completas no modelo EPC (sigla herdada do inglês para Engineering, Procurement and Constructon). Com um portfólio amplo composto por tecnologias próprias e parcerias de longa data, a thyssenkrupp hoje é líder global no fornecimento de plantas de fertilizantes. A Figura 3 ilustra
    o portfólio de atuação da empresa na iIndústria qQuímica.

    Figura 3 – Soluções thyssenkrupp para a indústria química.

    Química e Derivados, Sulfato de Amônio – nova tecnologia de processo cria oportunidades para produção local

    No que concerne à produção do sulfato de amônio granular, a tecnologia da thyssenkrupp se destaca por possibilitar a fabricação do fertilizante na forma de grânulos diretamente a partir de solução aquosa de sulfato de amônio, típico subproduto na Indústria Química.

    Como mostra a comparação da Figura 4, a tecnologia no estado da arte para produção do fertilizante granular se dá a partir da rota sintética com amônia e ácido sulfúrico (matérias-primas com alta demanda no mercado brasileiro). No caso do reaproveitamento de soluções aquosas de sulfato de amônio, a tecnologia corrente viabiliza apenas a fabricação de sulfato de amônio no formado de cristais, isto é, fertilizante de menor valor agregado. A tecnologia recentemente desenvolvida pela thyssenkrupp para a produção de sulfato de amônio granular a partir de solução aquosa combina simultaneamente duas vantagens competitivas frente às tecnologias hoje disponíveis no mercado, isto é, (1) matéria-prima com baixo custo (subproduto da indústria química, metalúrgica ou siderúrgica que possui regulação ambiental para descarte) e (2) produto com alto valor agregado.

    Figura 4 – Alternativas de processo para produção de sulfato de amônio cristalino e granular.

    Química e Derivados, Sulfato de Amônio – nova tecnologia de processo cria oportunidades para produção local



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