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Startups: Jovens empreendimentos químicos geram inovação e resultados econômicos

Antonio C. Santomauro
10 de outubro de 2017
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    IPOL

    Nanotubos de carbono ou grafeno modificados quimicamente para conferir às peças utilizadas em diversos ramos industriais características como maior resistência mecânica, ou maior condutividade elétrica ou térmica, essa é a proposta da Ipol Nanotecnologia, nascida em 2013 no CT-Nano (Centro de Tecnologia de Nanotubos de Carbono da Universidade Federal de Minas Gerais), hoje abrigada no BH-Tec (Parque Tecnológico de Belo Horizonte).

    De acordo com Vinícius Gomide de Castro, sócio-diretor da empresa, tratando-os quimicamente, a Ipol produz nanotubos com elevada capacidade de dispersão e mistura nos produtos, assim supera um dos principais obstáculos hoje colocados na trajetória de uso mais intensivo da nanotecnologia nas atividades industriais. “No momento, focamos o trabalho com polímeros e borrachas, em aplicações para setores como óleo e gás, mineração, energia eólica e tintas e vernizes”, detalha.

    Fundada em 2013 por três pesquisadores – Castro, entre eles –, em 2015 a empresa venceu a primeira edição da categoria Empresas Nascentes de Base Tecnológica (Startups), do Prêmio Kurt Politzer de Tecnologia, conferido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim). Já depositou sete pedidos de patentes e, enquanto testa aplicações de seus produtos, busca investidores capazes de ajudá-la a conferir escala comercial para sua tecnologia.

    Castro aponta haver interesse nas atividades da Ipol, tanto entre investidores quanto entre empresas que deverão utilizar seus produtos. “E não necessariamente startups precisam concorrer com os conglomerados do setor químico, há oportunidade para o trabalho conjunto, no qual elas fornecerão insumos inovadores às grandes empresas”, pondera.

     

    GlobalYeast

    Diferentemente da maioria das startups, que precisam suar para conseguir recursos, a GlobalYeast já nasceu com o apoio de quatro investidores, que em 2015 alocaram cerca de R$ 10,5 milhões nesse empreendimento. Três desses investidores são belgas e o quarto é o fundo brasileiro Performa.

    A empresa desenvolve e implementa soluções compostas por leveduras industriais geneticamente modificadas que, em média, podem incrementar entre 1% a 2% a produtividade na obtenção de etanol (considerando-se os enormes volumes de produção desse álcool, esse incremento pode ser bastante significativo). Também presta serviços destinados a garantir aos usuários desses produtos as condições mais adequadas de realização da fermentação.

    Agora, a empresa mantém unidades no Brasil e na Bélgica, conta com uma equipe de quinze pesquisadores e engenheiros, e atende clientes no Brasil, Estados Unidos e Europa. Na base desse empreendimento, aparecem as pesquisas do belga Johan Thevelein, uma das referências mundiais na pesquisa de leveduras. E no comando está o brasileiro Marcelo do Amaral, que anteriormente gerenciava a área de inovação da Raízen.

    O setor químico, crê Amaral, oferece espaço para o empreendedorismo via startups. “As empresas químicas em geral, especialmente com as consolidações dos últimos anos, precisam de constante fluxo de inovação e essa demanda é uma porta aberta para o empreendedorismo”, ressalta.

    Além disso, prossegue o CEO da GlobalYeast, não apenas o setor químico, mas a sociedade de maneira geral agora exige produtos e serviços mais sustentáveis e mais rentáveis, que muitas vezes decorrem de avanços tecnológicos e científicos capazes de oferecer projetos inovadores. “Cabe ao empreendedor realizar essa conexão”, complementa.



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    Um Comentário


    1. Paulo de Tharsis Larroyd Filho

      Tenho aditivo químico Anti chamas, que não causa mal ao ser humano e nem á natureza. Preciso se alavancagem pra finalizar o protótipo.
      Tbem inversor térmico da fibra de lã de vidro.



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