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Startups: Jovens empreendimentos químicos geram inovação e resultados econômicos

Antonio C. Santomauro
10 de outubro de 2017
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    Rochmam

    Química e Derivados, Equipamento recicla solventes

    Equipamento recicla solventes

    Modelo de negócios já aprovado, com faturamento em contínua expansão, e capacidade de se manter com as receitas decorrentes de seu desenvolvimento de negócios, assim Carlos Henrique Gonçalves define o atual momento da Rochmam, fabricante de máquinas para reciclagem de solventes da qual é sócio, atualmente abrigada no Cietec. Como informou, para se expandir mais depressa, a empresa necessitaria de investidores. “Hoje apostamos muito no sistema de locação dos nossos equipamentos, cuja produção exige recursos”, justifica Gonçalves.

    Fundada em 2010, a Rochmam produz máquinas de reciclagem de solventes com capacidades entre 5 e 120 litros (complementa esse portfólio representando uma fabricante italiana). Já instalou mais de duzentas delas, em gráficas, fabricantes de calçados, produtores de tintas, entre outros tipos de clientes. Mediante um processo baseado em destilação, essas máquinas reciclam praticamente todos os solventes e diluentes utilizados na lavagem de equipamentos industriais, podendo, como anuncia a empresa, a partir do reuso, reduzir em 90% o consumo desses produtos.

    O solvente reciclado pela Rochmam, afirma Simei Marucci, fundadora e também sócia da empresa, pode até ter qualidade superior à de um novo, por exemplo, no caso de diluentes de tintas, que também são recuperados na reciclagem, e ajudarão a gerar, ao final do processo, um solvente de melhor qualidade que os solventes de lavagem aos quais eles serão misturados. “O processo também pode separar o solvente da água, reduzindo o seu percentual na mistura”, acrescenta Simei.

    A Rochmam, ela complementa, antes de desenvolver um equipamento para um cliente analisa qual solvente ele reciclará, levantando aspectos como possibilidade ou não de reação com a máquina e temperatura de ebulição, para só então definir suas características. “A parte química comanda o projeto”, explica Simei.

    Atualmente, opera com cinco colaboradores, e durante algum tempo a empresa contou com recursos de um investidor privado para a fabricação de determinada quantidade de equipamentos. Ainda não recebeu dinheiro de órgãos governamentais de fomento à pesquisa e inovação, mas hoje trabalha em parceria com outra empresa – também incubada no Cietec – que obteve recursos da Fapesp para desenvolver sistemas de assistência remota para seus equipamentos.

     

    IQX

    Química e Derivados, Silmara (esq.) e Carla: a IQX teve recursos do programa Pipe

    Silmara (esq.) e Carla: a IQX teve recursos do programa Pipe

    Fundada em 2011 por Silmara Neves e Carla Fonseca, ambas formadas em Química pela Unicamp, a IQX disponibiliza duas linhas de produtos: IQX Eco-resinas Condutivas e IQX Regenera, destinadas, respectivamente, a conferir condutividade elétrica a materiais e a recuperar borracha descartada.

    Os produtos IQX Regenera, por exemplo, permitem a recuperação de borracha de aparas e refugos, além de pneus. “Os aditivos anteriormente disponíveis são utilizados exclusivamente para recuperação de borracha oriunda de pneus”, observa Silmara. “Além disso, nosso produto não gera odores desagradáveis durante a utilização e nem no produto final”, acrescenta.

    Já as Eco-resinas Condutivas IQX são utilizadas como aditivos funcionais na elaboração de borrachas, embalagens e tintas industriais com emprego na obtenção de produtos com proteção ESD (contra descargas eletrostáticas). Têm como matérias-primas a glicerina bruta – nesse caso, oriunda da produção de biodiesel – e polímeros condutores. “Elas oferecem a possibilidade de conferir coloração aos produtos, algo que não existia antes, pois os produtos para proteção ESD usuais contêm negro de fumo e, por isso, apresentam a cor preta”, acrescenta Silmara.

    Segundo ela, é significativo o nicho de mercado composto pelos artigos com proteção ESD, entre os quais há itens como caixas, equipamentos de proteção no trabalho e embalagens, entre outros.

    Química e Derivados, Filmes aditivados evitam acumular eletricidade estática

    Filmes aditivados evitam acumular eletricidade estática

    Química e Derivados, Pisos de borracha condutivos previnem descargas elétricas

    Pisos de borracha condutivos previnem descargas elétricas

    Química e Derivados, Aditivo da IQX não contém negro de fumo

    Aditivo da IQX não contém negro de fumo

    Química e Derivados, Calçados de segurança também se beneficiam da inovação

    Calçados de segurança também se beneficiam da inovação

    Abrigada no Ciatec (incubadora da Unicamp), a IQX já tem clientes em empresas de setores como embalagens e artigos de borracha, mas visa também mercados como as indústrias têxtil, fabricantes de tintas e produção de eletroeletrônicos, entre outras. “Estamos consolidando parcerias nos segmentos de borracha, tintas e embalagens, que estão permitindo a customização dos produtos para diferentes aplicações industriais”, revela Silmara, que atualmente se responsabiliza pelas atividades administrativa e comercial da empresa (sua sócia Carla se dedica mais a P&D e produção).



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    Um Comentário


    1. Paulo de Tharsis Larroyd Filho

      Tenho aditivo químico Anti chamas, que não causa mal ao ser humano e nem á natureza. Preciso se alavancagem pra finalizar o protótipo.
      Tbem inversor térmico da fibra de lã de vidro.



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