Economia

10 de outubro de 2017

Startups: Jovens empreendimentos químicos geram inovação e resultados econômicos

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Publicado por: Antonio C. Santomauro
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    Química e Derivados, Startups: Jovens empreendimentos químicos geram inovação e resultados econômicos

    Texto: Antonio Carlos Santomauro
    Fotos: Divulgação

    Química e Derivados, Araújo: Basf acelera projetos ligados aos agronegócios

    Araújo: Basf acelera projetos ligados aos agronegócios

    Startups, assim são denominadas as empresas nascentes, fundamentadas em inovação. Elas são frequentemente vinculadas às tecnologias da informação e comunicação, os campos mais propícios a esses empreendimentos, pois neles não há a necessidade de investimentos em plantas produtivas e, além disso, pequenas operações rapidamente podem atingir escala global, como ocorreu com Facebook e Uber, entre vários outros exemplos.

    A despeito das dificuldades, cresce a presença de startups nas atividades industriais, até no setor químico (histórias de startups do setor nas próximas páginas). Difícil imaginar espaço para elas em um mercado dominado por enormes transnacionais, mas fatores como necessidade de produtos mais afeitos à sustentabilidade ambiental, mudanças nos processos produtivos e a evolução dos modelos de relacionamento com outros integrantes da cadeia fazem com que até os grandes players se tornem agentes de promoção de startups.

    A Basf, por exemplo, gerencia em sua matriz alemã o fundo de investimentos Basf Venture Capital, focado na compra de participações em novos empreendimentos. No ano passado, lançou o AgroStart, programa no âmbito latino-americano e gerido a partir do Brasil, que seleciona startups dedicadas ao agronegócio para um programa de aprimoramento e desenvolvimento.

    Desenvolvido em parceria com a aceleradora Ace (ver quadro com informações sobre aceleradoras e outros mecanismos de fomento a startups), o AgroStart privilegia cinco focos de inovação no agronegócio. Entre eles, gestão – inclusive gestão de agroquímicos – e a chamada ‘agricultura de precisão’, que já recebeu mais de duzentas inscrições. “Alguns dos projetos inscritos estão sendo acelerados, mas não posso dizer quantos ou quais”, relata Almir Araújo, gerente de marketing digital para a América Latina da Basf.

    Química e Derivados, Peres: startups identificam nichos de mercado rapidamente

    Peres: startups identificam nichos de mercado rapidamente

    Ele crê que as parcerias com startups serão importantes para as empresas químicas, até para melhor associá-las ao conceito Indústria 4.0 que inclui a automação e a internet das coisas entre outros aspectos. Mas os empreendimentos inovadores também podem gerar novas moléculas e novos ingredientes químicos: “Recebemos alguns projetos desse gênero e os estamos analisando”, comenta Araújo.

    Por sua vez, a Braskem encerrou em maio a terceira etapa de inscrições no projeto Braskem Labs, que nas duas edições anteriores recebeu mais de 350 inscritos, dos quais selecionou 31. Também desenvolvido em parceria com a Ace, esse programa visa acelerar o crescimento de negócios que, a partir de soluções baseadas na química e no plástico, podem produzir algum impacto social relevante.

    O rol de projetos selecionados no Braskem Labs inclui um módulo portátil que permite a pacientes acamados ou com dificuldade de locomoção tomar banho ou se higienizar sem sair do leito, além de uma solução biodegradável que elimina a necessidade da descarga após alguém urinar (assim, reduz em 75% a água consumida em vasos sanitários).

    Eduardo Peres, head de negócios em petroquímicos básicos da Braskem, considera “essencial” a consolidação das startups no setor químico, pois, com as grandes empresas mais focadas em commodities e produtos básicos, elas podem ser mais ágeis na busca de novos produtos e na percepção de novos nichos. E os dois lados ganham com as parcerias. “Os empreendedores podem ter acesso ao know how e aos relacionamentos das grandes empresas. Essas, por sua vez, até estimularão seus colaboradores que, trabalhando com startups, vêm a química e o plástico sendo usados em projetos interessantes e descolados”, destaca Perez.


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