Startup cria software para simular reações em alta escala

A ReactorModel, startup incubada no Cietec Ipen/USP, criou um software de simulação de reações químicas de grande escala que conta com apoio de aprendizado de máquina e inteligência artificial.

Química e Derivados - Startup cria software para simular reações em alta escala ©QD Foto: iStockPhoto

 

A ReactorModel, startup incubada no Cietec Ipen/USP, criou um software de simulação de reações químicas de grande escala que conta com apoio de aprendizado de máquina e inteligência artificial.

O produto tem por objetivo facilitar e agilizar os processos de teste de reações químicas da indústria, não focando apenas em misturas.

Fundada em junho de 2020, a empresa já conta com alguns clientes principalmente na área de tintas, devido ao background profissional dos fundadores e se encontra em uma fase denominada por Antonio Intini, um dos sócios, de pré-aceleração, em que estão sendo desenvolvidos módulos para síntese de resinas poliésteres e alquídicas.

Intini afirmou que o foco na indústria de tintas se deve a seu histórico profissional de atuação de 20 anos na área.

Ele também disse que o software atua diferentemente dos antigos produtos do mercado que funcionavam como calculadoras:

nosso produto não se limita a misturas químicas, mas serve a todos os processos, como síntese e polimerização. Junto com a modelagem e a inteligência artificial, podemos dar uma predição do resultado, diferentemente dos softwares antigos em que é necessário fazer a testagem pós-simulação”.

A ReactorModel está desenvolvendo o produto em módulos, focando a área de tintas primeiramente, mas também desenvolve contatos nas áreas de adesivos e cosméticos.

O software, segundo Intini, tem uma base que funciona para todos os tipos de indústrias químicas, sendo que uma pequena parte teria de ser desenvolvida para atender aos requisitos de áreas em específico.

A startup vem sendo desenvolvida com recursos próprios.

Até agora foram investidos R$ 300 mil para o projeto inicial. A empresa conseguiu recentemente aporte da Fapesp para contratar mais funcionários para o projeto.

Para o futuro, a ideia é expandir o uso do produto para escala global. Intini acredita que os ganhos com a inovação poderiam chegar a US$ 15 milhões anuais até 2024.

A ideia do projeto surgiu a partir do incômodo de Intini com a dificuldade de obter uma predição do resultado por meio dos softwares existentes.

Segundo ele, preparar e testar as reações leva muito tempo, por isso pensou em um produto que fizesse esse processo todo, tentando entregar tudo o que não encontrou no mercado.

A ele se associou, num segundo momento, o doutor em engenharia química Eduardo Funcia, também com longa experiência na indústria de tintas.

(Vitor Queiroz)



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