Meio Ambiente (água, ar e solo)

SP terá inventário eletrônico de emissões – Meio Ambiente

Marcelo Furtado
22 de setembro de 2020
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     Química e Derivados - SP terá inventário eletrônico de emissões - Meio Ambiente ©QD Foto: Rodrigo Mantovani

    Em breve, São Paulo passará a ter um inovador sistema de inventário de fontes de poluição que permitirá, a partir de dados georreferenciados em plataforma eletrônica, obter as magnitudes de emissões atualizadas da região metropolitana da capital paulista.

    Fruto de investimento a fundo perdido de R$ 5,4 milhões do Fundo Estadual de Defesa de Interesses Difusos (FID), vinculado à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, o sistema está em fase de alimentação de dados atualizados para ser utilizado pelos técnicos da Cetesb como ferramenta de licenciamento ambiental e para modelagens relacionadas a emissões não só atmosféricas mas para água e solo.

    De acordo com Milton Norio Sogabe, do setor de projetos especiais da Cetesb, trata-se da primeira plataforma do tipo na América Latina. O sistema foi encomendado pela Cetesb junto à empresa canadense Lakes e vai ter seus dados abertos à população.

    Desenvolvido especificamente para a situação da região metropolitana, servirá como base de modelagens de qualidade do ar para o trabalho de licenciamento de novos projetos – EIA Rima – e licenças de instalação, operação e renovações. Além disso, poderá fazer o acompanhamento de níveis de emissão de poluentes em áreas de interesse e identificar fontes e níveis gerais de emissão, padrões e tendências para desenvolver estratégias de controle ou até novos regulamentos.

    “Ele serve não só como ferramenta para o licenciamento, mas para quantificar emissões por tipos de fontes ou poluentes na região, ou para, por exemplo, projetar o ganho em saúde pública depois que uma determinada redução de enxofre no combustível é introduzida”, explicou Norio. O sistema permite que o banco de dados seja empregado para estudos de avaliação de riscos à saúde humana.

    Segundo ele, todo o banco de dados atualizado de fontes fixas, contido nos processos de licenciamentos das indústrias, está sendo transferido para a plataforma, que no momento está com os dados da fase de teste, de 2017.

    Na primeira fase de operação, os dados das indústrias serão atualizados mensalmente e os de fontes móveis – carros, caminhões e ônibus – terão uma fotografia anual das emissões da frota dos 39 municípios da RMSP. “Mas, com o tempo, vamos diminuir a média de atualização e daqui a um ou dois anos já conseguiremos até usar o inventário para prever a qualidade do ar em cenários de alguns dias”, disse. Segundo ele, vários países já contam com essa ferramenta para prever qualidade do ar. “Será possível saber, por exemplo, como estará o nível de ozônio no fim de semana no Parque Ibirapuera”, ilustrou Norio.

    Para permitir a alimentação da plataforma, a Cetesb está também em processo de digitalização de dados que ainda são recebidos em papel, como parte de amostragens de chaminés de emissões industriais. Com a recepção em meio eletrônico, após checagem para veracidade das informações, a alimentação do inventário passa a ser automática, aperfeiçoando a nova ferramenta.



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