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Química

Solventes – Tintas – Indústria busca melhores padrões de qualidade com regulamentação própria

Marcio Azevedo
1 de dezembro de 2008
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    Correção de rota – Se há uns poucos anos o ânimo local para absorver solventes menos agressivos ao meio ambiente esbarrava na pouca consciência ambiental dos clientes brasileiros, nos seus bolsos com pouco dinheiro e na falta de leis, é notória, segundo fornecedores de solventes, a mudança do cenário no mercado nacional. “Há um comprometimento das empresas em oferecer alternativas melhores. O mercado está muito mais sensível a questões ambientais, e a conscientização do usuário final cresceu”, atesta Marcos Basso, gerente de desenvolvimento de mercado para a América Latina da Eastman. A empresa fornece solventes oxigenados importados para o mercado brasileiro, sendo alguns de seus principais produtos glicóis éteres (EEH), éter ésteres (EP eEEP), ésteres (IBIB) e cetonas (MAK,MIAK e MPK), obtidos pela tecnologia de gaseificação de carvão coque. O foco principal são as especialidades. No segmento de commodities, a fornecedora concentra-se apenas em alguns nichos. Com o bom desempenho dos segmentos de construção civil e automobilístico, que puxam o consumo de tintas e, conseqüentemente, o de solventes, até meados de setembro a Eastman vai cumprir em 2008sua meta de crescimento mínimo de 10%ao ano, estabelecida até 2010. Em alguns mercados, a empresa chegou a dobrar de tamanho em quatro anos, um crescimento anual da ordem de 19%. No entanto, conforme Fernando de Vincenzo, gerente de negócios – tintas, o crescimento da empresa, acima da média do mercado, está mais ligado à forma de atuação da companhia, que tem privilegiado a aproximação aos clientes por meio de uma estrutura que passou a contar com apoio comercial, de desenvolvimento de mercado e técnico. Há algum tempo, essa estrutura contava apenas com um colaborador,

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    Basso, Vincenzo e Urenhiuki: Eastman atende mercado com novo time

    mas foi ampliada para três. É uma intensificação que inclui, além do fornecimento puro e simples, a oferta de serviços, logística (com auxílio de distribuidores), soluções técnicas e relacionamentos de longo prazo. Esse approach proporcionou crescimento em linhas como as de cetonas para formulações de altos sólidos, e acetatos e glicóis utilizados em diversos segmentos de tintas.
    A necessidade local pela fabricação de tintas com quesitos técnicos melhores, como baixa emissão de VOCs, decorrente da premissa de adequação a mercados de exportação, também contribuiu para as vendas de produtos da Eastman. É ocaso do n-butil-propionato que, segundo Renan Urenhiuki, representante de desenvolvimento técnico – tintas para a América Latina, foi desenvolvido (assim como o propionato de propila) para a substituição de xilol e toluol em formulações de tintas. O éster era apenas uma aposta há algum tempo, mas a melhoria da qualidade das tintas voltadas à exportação tornou sua comercialização uma realidade. As tintas destinadas ao mercado local, se houver demanda,também poderiam utilizar o substituto,mas há uma dificuldade: o n-butil-propionato é um solvente, grosso modo,com desempenho intermediário entre oxilol, um aromático com alta emissão de VOCs, e as cetonas, cuja reatividade é bastante baixa. Porém, no Brasil, praticamente não há aplicações que se situam nesse meio termo de desempenho. “No momento em que regulamentações locais

    Química e Derivados, Alexandre Castanho, diretor do negócio de solventes da Rhodia, Solventes - Tintas - Indústria busca melhores padrões de qualidade com regulamentação própria

    Enfoque internacional alavancou capacidade instalada, diz Castanho

    provocarem necessidade por formulações adequadas a padrões mais restritos, haverá grande demanda por esse produto”, explica Urenhiuki. Mesmo nessa hipótese, entretanto, é preciso se levar em consideração o impacto econômico que a troca de uma matéria-prima por outra mais cara acarreta, reduzindo a velocidade do processo de substituição.

    Esse movimento de aposentadoria de solventes aromáticos, agressivos à saúde humana e ao meio ambiente, ainda é o principal foco de substituição no país. Particularmente no caso dotolueno, diversas empresas buscam formulações livres da substância indesejada, principalmente grandes corporações que “importam” as restrições em vigor em seus mercados de origem. Alguns glicóis, como o etilglicol, também experimentam esse crescimento de rejeição.



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