Solventes: O verde como meta – Em ascensão, mercado dos oxigenados aproveita preocupação ambiental para ampliar oferta de grades mais avançados

Outra inovação verde que pode chegar ao mercado são os solventes derivados de óleos vegetais, conforme informou Luis Mota. “São solventes que têm, em geral, faixa de destilação bem alta e poderão substituir solventes em algumas tecnologias, por exemplo, no látex”, disse o consultor. O óleo de soja vem sendo bastante estudado com este objetivo, especialmente na Alemanha.

Química e Derivados, Carlos Tooge, gerente de vendas da divisão química da Lyondell Basell, Solventes
Carlos Tooge: crise permite uso de laboratórios para pesquisa

Carlos Tooge, da Lyondell Basell, avalia que a química verde é uma estratégia em análise por vários produtores de solventes. A própria Lyondell tem estudos avançados na área, mas ainda são poucas as empresas com decisões de investimentos. Certos são os avanços no desenvolvimento de solventes oxigenados menos agressivos, independentemente de sua rota de produção. Na Lyondell, dois novos solventes oxigenados com essa característica chegaram recentemente ao mercado. Primeiro um acetato de terc-butila, isento de VOC e de HPA. Como informou Tooge, é um solvente que vem sendo utilizado em blendas com toluenos, reduzindo emissões nocivas. No Brasil, a Akzo já emprega o solvente na produção de tintas automotivas e o produto está em fase de testes e desenvolvimento, informou Tooge, em outras oito empresas, com boas posições em seus respectivos segmentos de mercado. O outro produto é um carbonato de propileno também isento de VOC e de HPA, porém ainda em fase de avaliação nos Estados Unidos. No mercado brasileiro de solventes para tintas, a Lyondell atua no segmento de especialidades, com solventes importados da América do Norte e desenvolvidos com éteres de propilenoglicol, éteres de etileno glicol e acetatos, produtos que reduzem a taxa de evaporação e ajudam o filme a se firmar de forma mais uniforme.

Outra empresa que atua no Brasil tendo como estratégia a importação é a Dow, trazendo produtos dos Estados Unidos e da Argentina. Segundo Jorge Duval, as vantagens estratégicas da empresa nesse mercado são a escala, uma vez que se trata, como afirmou, do maior produtor mundial, e a amplitude de seu portfólio de solventes. “Produzimos todos os tipos de solventes, o que nos permite oferecer flexibilidade de formulação aos nossos clientes”, afirmou o executivo. Perguntado sobre novos produtos e tendências de evoluções tecnológicas, Duval se limitou a dizer que “muitas companhias têm foco em tecnologia de formulação de solventes e a Dow conhece o tema. Mas a evolução real dos solventes oxigenados está por trás da sofisticação do consumo. A Dow está trabalhando no desenvolvimento de novas tecnologias e processos para acompanhar essa demanda por novos solventes”.

 

 

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