Agronegócio, defensivos agrícolas e fertilizantes

Solvay Novecare investe para tornar produção mais flexível

Marcelo Fairbanks
7 de junho de 2018
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    Química e Derivados, Vista aérea das instalações da Novecare, em Itatiba-SP

    Vista aérea das instalações da Novecare, em Itatiba-SP

    A unidade de Itatiba-SP da divisão Novecare do Grupo Solvay vai completar neste ano o ciclo de investimentos em ampliação de atualização iniciado em 2014, após a aquisição do sítio que pertencia à Erca. A vendedora continua em plena atividade e deverá sair totalmente do local em 2018, para novas instalações na mesma região, abrindo espaço para laboratórios da Novecare.

    A instalação atual conta com nove reatores multipropósito, perfazendo a capacidade atual de 50 mil t/ano de produtos, a maior parte deles surfactantes usados no setor de agroquímicos e de home e personal care (HPC), embora a produção de itens do portfólio do segmento de coatings esteja em franca expansão. “Temos um reator de 10 mil t/ano que não está em uso, mas pode ser colocado em marcha mediante investimentos de pequena monta”, comentou Edson Almeida, diretor da unidade produtiva. Atualmente, a companhia busca aumentar a flexibilidade operacional para ampliar o leque de produtos, notadamente as betaínas.

    “Contar com produção local melhora nossa capacidade de atendimento e nos permite oferecer produtos diferenciados, como os monômeros funcionais Sipomer”, comentou Kátia Braga, diretora regional de coatings da Solvay Novecare para a América Latina.

    “Nossa planta é competitiva em âmbito global e o Brasil possui um setor agropecuário muito desenvolvido que pede inovações”, comentou Francisco Fienga, vice-presidente da divisão Novecare. Ele salientou que as mudanças na regulamentação brasileiras de adjuvantes para agroquímicos impulsionará os lançamentos de produtos. “Temos linha interessante de surfactantes nos Estados Unidos com tecnologia até para controle da deriva durante a aplicação de defensivos”, informou.

    Fienga ressaltou que a Novecare não pretende disputar mercado com as commodities da área, caso do óleo mineral. O foco da companhia está direcionado para especialidades para melhorar o desempenho dos ativos, resultando em redução de dosagem e, portanto, de custos e riscos ambientais.

    O combate à ferrugem asiática na cultura da soja exige a aplicação de fungicidas sistêmicos e de contato conjugados. “Temos tecnologia para atender essa aplicação que é específica”, afirmou.

    A área de coatings está otimista com o comportamento de mercado neste ano, com melhores sinais de desempenho do que os de 2017. Kátia considera que foi feito um trabalho muito forte de divulgação das novidades tecnológicas para a área durante a Abrafati do ano passado. “Registramos grande interesse dos clientes que começam a apresentar resultados, pois não se trata de uma troca imediata de ingredientes, mas é preciso modificar a formulação”, explicou. O foco recai na linha Sipomer, especialmente do PAM-600, que aumenta a adesão a substratos difíceis. “Esse produto é importado, mas com a evolução da demanda, poderá ser fabricado em Itatiba”, disse a diretora. Ela comentou que quatro a cinco entre os dez itens da Novecare mais vendidos no Brasil já têm produção local.

    O diretor da unidade de Itatiba explicou que os investimentos seguem um planejamento bem sucedido, que conseguiu ampliar a capacidade produtiva sem paralisar as operações e sem acidentes. Em 2017, foram investidos na unidade 3,3 milhões de euros (R$ 13 milhões, aproximadamente), para comprar uma caldeira nova e maior, substituir dois reatores que se tornaram totalmente automatizados, e instalar um tanque para o ácido monocloroacético. “Para 2018, estão previstos investimentos de 3,7 milhões de euros (perto de R$ 15 milhões) na ampliação da capacidade de armazenamento de matérias-primas e produtos acabados a granel, modernização da produção de flakes e aquisição de periféricos de linha, como trocadores de calor. “Isso permitirá produzir aqui alguns itens hoje importados de outras unidades da companhia”, comentou Almeida, que ressaltou a continuidade de investimentos em higiene industrial e segurança operacional.



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