Química

Solução caseira para eliminar o coronavírus da sua casa – CFQ

Quimica e Derivados
27 de março de 2020
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    A higienização de objetos e superfícies faz parte das recomendações para evitar a contaminação da Covid-19.

    Um roteiro simples, basicamente a diluição de uma pequena quantidade de água sanitária em água potável, elimina o novo coronavírus. O bacharel em Química Tecnológica e doutor em Ciência Jorge Macedo, especialista em desinfecção química e tratamento de águas e efluentes, detalha informações que integram “Technical Brief” da Organização Mundial de Saúde (OMS) lançado, neste mês, para auxiliar no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

    Baseado nessas orientações, Macedo, que é autor de 20 livros sobre diversos temas, dentre eles, a desinfecção e esterilização química, elaborou, com o apoio do Sistema CFQ/CRQs, um review em que traz roteiro simples para o emprego da água sanitária com eficácia e segurança. Veja o review aqui.

    Apenas mudando a concentração, é possível dar diferentes usos ao produto. A única recomendação na hora de comprar a água sanitária é que o princípio de cloro ativo seja de 2% a 2,5%.

    Usando como medida um copinho de café, de 50 ml, se utiliza metade dessa quantia, dissolvida em um litro d’água, para obter uma solução diluída capaz de eliminar o coronavírus da superfície de mesas, maçanetas, chaves, embalagens e produtos trazidos do supermercado, por exemplo.

    Concentrações mais elevadas de água sanitária exigem luvas

    Se usado o mesmo copinho – desta vez cheio de água sanitária dissolvida também em um litro de água –, é possível eliminar o coronavírus em pisos, áreas abertas ou solas de sapato. Devido à concentração, se recomenda o uso de luvas no manuseio.

    Nesse momento em que fica difícil encontrar álcool gel no mercado, e que boa parte da população não tem condições de adquiri-lo, Macedo faz o alerta que a receita mais diluída (a primeira indicada acima) pode também ser usada nas mãos, na falta de álcool gel ou água e sabão.

    “Nesse caso, claro, a frequência de uso tem de ser menor porque, pra algumas pessoas, a solução pode causar ressecamento nas mãos e dermatites. Mas quanto à segurança do procedimento não existem dúvidas”, afirma Macedo.

    O especialista afirma ainda que, se usadas da maneira correta, as soluções de água sanitária são capazes de deixar o visitante indesejado do lado de fora das casas.

    “Basicamente, temos como utilizá-las no pano umedecido, ou com borrifador, desses usados para molhar pequenos vasos de plantas”, assinala.

    Confira aqui.



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    5 Comentários


    1. Fábio Gonçalves Ferreira da Silva

      Fica claro a explicação quando temos dados na literatura sobre a eficiência virucida (embora o texto fale em desinfecção de forma generalizada, não especifica para vírus) do HClO ser 100 vezes superior ao NaClO, no entanto, a unificação da recomendação sobre a diluição sem conhecer o pH da água utilizada, me parece perigoso, haja vista, certamente teremos usuários que utilizam água com pH superior a 8,5, desta forma, estes usuários que optarem pela recomendação, terão mais hipoclorito e menos ácido hipocloroso.
      Contudo, não seria mais eficaz uma recomendação de diluição permitindo uma maior concentração do ativo, mas com uma adição de um redutor de pH, algo caseiro, tipo Limão ou Vinagre?
      Existe alguma lógica nessa sugestão Dr. Jorge Macedo?
      Cordialmente,
      Fábio Gonçalves


    2. DIEGO FERRARI

      Bacana pessoal, Obrigado pelas informações!


    3. Prezada Maria Helena,

      Por se tratar de um assunto tão sério e precioso, para poder responder seu comentário entramos em contato diretamente com o autor do texto o Dr. Jorge Macedo, especialista em desinfecção química e tratamento de águas e efluentes que escreveu para o CFQ- Conselho Federal da Química, ele prontamente nos atendeu e enviou a seguinte resposta:

      “A pessoa com certeza se refere a água sanitária pura, aquela que compramos no supermercado.

      Essa solução química, denominada “água sanitária”, tem por resolução da ANVISA que possuir um pH maior que 11,5 isso implica que não é possível existir a substância química responsável pela morte de organismos, pela desinfecção química, o denominado ácido hipocloroso (HClO).

      Por ser um ácido fraco, as concentrações de ácido hipocloroso, capazes de levar a morte de organismos, somente estão presentes na solução quando o pH reduz para valores abaixo de 8,5 com base em pesquisas. Quando adicionamos água na água sanitária essa diluição é responsável pela redução do pH para que surja no meio aquoso o HClO, se tornando efetiva a desinfecção química.

      Essas informações não são novas, a referência científica MORRIS (1951) citada por WHO (2000) e McPHERSON (1993) já apresentam o gráfico mostrando a presença do HClO em função do pH.

      Apenas complementando, na água sanitária com pH maior que 11,5 temos a presença somente do íon hipoclorito (ClO-) cuja ação bactericida é pelo menos 100 vezes menor que do HClO, não conseguindo reduzir os organismos a níveis considerados seguros, ou como falamos reduzir em ciclos log a contaminação, não sendo classificado/considerado como um biocida/desinfetante para a desinfecção química.”
      Jorge Macedo, D,Sc
      (www.jorgemacedo.pro.br)


    4. É importante alerta para todos que a água sanitária pura, aquela que compramos no supermercado. Essa solução química, denominada “água sanitária”, tem por resolução da ANVISA que possuir um pH maior que 11,5 isso implica que não é possível existir a substância química responsável pela morte de organismos, pela desinfecção química, o denominado ácido hipocloroso (HClO). Por ser um ácido fraco, as concentrações de ácido hipocloroso, capazes de levar a morte de organismos, somente estão presentes na solução quando o pH reduz para valores abaixo de 8,5 com base em pesquisas. Quando adicionamos água na água sanitária essa diluição é responsável pela redução do pH para que surja no meio aquoso o HClO, se tornando efetiva a desinfecção química. Essas informações não são novas, a referência científica MORRIS (1951) citada por WHO (2000) e McPHERSON (1993) já apresentam o gráfico mostrando a presença do HClO em função do pH. Apenas complementando, na água sanitária com pH maior que 11,5 temos a presença somente do íon hipoclorito (ClO-) cuja ação bactericida é pelo menos 100 vezes menor que do HClO, não conseguindo reduzir os organismos a níveis considerados seguros, ou como falamos reduzir em ciclos log a contaminação, não sendo classificado/considerado como um biocida/desinfentante para a desinfecção química.


    5. Maria Helena Soares Ribeiro

      Achei irresponsável a publicação dizendo que a água sanitária não mata o vírus. Temos vários laudos de eficácia antimicrobiana, virucida e fungicida para água sanitária e hipoclorito de sodio, feito por laboratório REBLAS/CREDENCIADOS ANVISA.



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