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Soda cáustica – Flutuações de oferta e de câmbio mexem com preços

Marcelo Fairbanks
14 de junho de 2020
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    O desafio para a indústria nacional é ganhar competitividade em relação aos concorrentes internacionais. A capacidade instalada de soda-cloro no Brasil é baixa e está estagnada há anos. “O câmbio nos afeta na importação da matéria-prima, o sal; pagamos de três a cinco vezes mais caro pela eletricidade; e temos uma infraestrutura logística muito menos eficiente do que a de outros países, ou seja, vencer o desafio de investir para adicionar capacidades produtivas não depende apenas das empresas do setor”, ressaltou.

    Grande consumidora de eletricidade, a indústria de soda-cloro tem especial preocupação com o insumo. Martim Afonso Penna considera que há no Brasil oferta desse tipo de energia em qualidade e quantidade suficiente, porém os preços cobrados da indústria são muito elevados. “Uma forma de reduzir esse custo seria adotar a figura do consumidor livre de energia também para o gás natural, com isso, ficaria mais viável investir na geração termelétrica”, salientou. A Abiclor participa do Fórum Nacional do Gás Natural, que discute soluções para o melhor aproveitamento dessa fonte energética.

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    Outro desafio para o setor é a atualização tecnológica. Como signatário da Convenção de Minamata, o Brasil se comprometeu a desativar todas as linhas de produção eletrolíticas que operam com amálgama de mercúrio até 2025. “É um prazo fatal, nenhuma célula de mercúrio poderá funcionar a partir desse ano, e o Brasil usa esse tipo de tecnologia em 14% de sua capacidade produtiva”, explicou.

    A tecnologia não é o problema, as células de membrana têm sido preferidas para essa substituição. A grande dificuldade é o investimento necessário para tanto. “O setor busca recursos, existe uma linha internacional de financiamento para eliminar as células de mercúrio”, disse.

    A Unipar usa a tecnologia de amálgama de mercúrio em uma de suas linhas de produção, em Cubatão-SP. “Faremos essa substituição até 2025, o timing será dado pela evolução da demanda, mas isso vai comprimir nosso caixa, com certeza”, afirmou Russomano.



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    Um Comentário


    1. Eduardo Fernandes azevedo

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