Tintas e Revestimentos

Sistema Tintométrico – Preço e despreparo dos lojistas dificultam crescimento das vendas

Domingos Zaparolli
15 de março de 2009
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    Repintura automotiva, um só fornecedor

    As mudanças de estratégias comerciais dos fabricantes de tintas em relação à disponibilização do sistema tintométrico à sua rede de distribuição e a acirrada disputa entre os fornecedores de equipamentos, fatores que pontuam hoje o mercado de tintas imobiliárias, estão longe de chegar ao mercado de repintura automotiva. Neste segmento de atuação, o fornecimento de sistemas tintométricos atende exclusivamente pelo nome francês Fillon. E os fabricantes de tintas mantêm majoritariamente o sistema de aquisição dos equipamentos e disponibilização aos varejistas por meio de consignação. Estes, por sua vez, costumam manter equipamentos dos diferentes fornecedores de tintas em suas lojas e também repassam as máquinas para grandes oficinas, consideradas estratégicas em suas áreas de atuação. “Esse modelo responde por quase 90% dos negócios de máquinas no Brasil”, diz Marco Antonio Viola, gerente-comercial e de logística da Fillon Technologies.

    Química e Derivados, Marco Antonio Vitória, Gerente-comercial e de logística da Fillon Technologies, Tintas e Revestimentos

    Marco Antonio Viola: ponto forte é a flexibilidade

    A primeira máquina Fillon chegou ao Brasil em 1989, por importação direta. O escritório de representação e depósito foi aberto em 1996. Os equipamentos são produzidos na França, China e Índia. Viola calcula que existam entre 20 mil e 25 mil máquinas Fillon instaladas no Brasil. Nos últimos dez anos, a empresa foi a única a atuar no mercado local. Agora existe a expectativa de um início de concorrência. A canadense Hero, por exemplo, pretende entrar nesse segmento, mas, como revela Denis Beber Frada, gerente-comercial da Mast, representante da Hero no Brasil, os equipamentos canadenses ainda não foram homologados pelos fabricantes de tintas para repintura automotiva.

    Segundo Viola, uma característica das mix machines Fillon é sua flexibilidade. As máquinas são modulares, permitindo ao cliente expandir o sistema de acordo com a sua necessidade. A configuração básica, denominada Minimix, possui até quatro prateleiras, cada uma com capacidade para oito galões ou 12 litros, com um custo de US$ 1,5 mil. Já uma máquina com até seis prateleiras, com capacidade para até 12 galões ou 18 litros, a Flexmix, custa entre US$ 2 mil e US$ 3 mil. As máquinas podem ser configuradas para operar só com galões ou com galões e litros. Os equipamentos também podem ser configurados para trabalhar só com tintas base solvente, que exigem um motor para fazer a homogeneização, ou para tintas base água, que não exigem motor, mas, dependendo do clima, podem necessitar de um termostato para manter a tinta na temperatura ideal. Esse dispositivo é mais indicado para regiões com temperaturas negativas, o que não é o caso do Brasil. O equipamento ainda pode ser configurado para operar simultaneamente com tintas solventes e com tintas base d’água. As máquinas contam também com tampas universais, para ambas as linhas.

     



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