Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Síntese e caracterização de nanocompósitos – ABC Cosmetologia

Quimica e Derivados
25 de julho de 2018
    -(reset)+

    Química e Derivados, Síntese e caracterização de nanocompósitos ZnO:SBA-15 com potenciais aplicações em cosméticosQuímica e Derivados, Síntese e caracterização de nanocompósitos ZnO:SBA-15 com potenciais aplicações em cosméticos

    Nanomateriais têm atraído o interesse da comunidade científica por apresentarem propriedades diferenciadas das observadas nos materiais maciços, em virtude de possuírem pelo menos uma das suas dimensões na escala nanométrica, ou seja, dimensão abaixo do tamanho crítico, onde o surgimento da propriedade é decorrência da redução do tamanho. Devido tal característica, esses materiais podem apresentar maior reatividade química, melhores propriedades ópticas, maior estabilidade mecânica e térmica, dentre outras, tornando-os muito promissores para aplicações em diversas áreas, tais como, química, farmacêutica, médica, cosmética.1-4

    Dentre os nanomateriais, encontram-se as nanopartículas semicondutoras, que apresentam propriedades ópticas e elétricas exclusivas, devido aos efeitos de confinamento quântico dos elétrons. Um exemplo dessas nanoparticulas são os óxidos metálicos de zinco (ZnO) que, juntamente com dióxido de titânio (TiO2), devido à sua capacidade de absorver e refletir na região do UV, vêm sendo amplamente utilizado em fotocatálise e fotoproteção.5,6

    O mercado cosmético busca novidades e tecnologias que promovem produtos mais eficazes e seguros. Filtro solar não foge à regra.

    Óxido de zinco (ZnO) juntamente com dióxido de titânio (TiO2) são óxidos muito utilizados na preparação de protetores solares físicos, uma vez que estes óxidos tem a capacidade de absorver, refletir e espalhar na região do UVA (400-320 nm) e UVB (320-390 nm).7,8 O uso de nanopartículas de óxidos metálicos nas formulações promove um produto menos viscoso, com maior transparência, além de melhorar a interação com a pele e a proteção contra a radiação UV.7, 9-10

    A limitação do uso das nanopartículas nas formulações cosméticas ocorre pois estudos in vitro, mostram que nanopartículas de óxidos metálicos induzem a formação de radicais livres, podendo causar danos ao DNA.5 Entretanto, pesquisas mostraram que as nanopartículas de ZnO e TiO2 não penetram no estrato córneo e, desse modo, não são tóxicos.12-14 Outro inconveniente é que essas nanopartículas podem se aglomerar, reduzindo a eficácia do material.7 Para sanar este problema é sugerida a incorporação dessas nanopartículas em matrizes inorgânicas, como as sílicas mesoporosas ordenadas (SMO).

    As SMO possuem elevada área superficial (até 1500 m2.g-1), tamanhos de poros grandes e ajustáveis (10-50 nm), volume de poro maior que 1 cm³.g-1, além de terem elevada estabilidade térmica e mecânica.15,16 Dentre as SMO, é encontrada a SBA-15, que apresenta estrutura bidimensional hexagonal e é preparada empregando um direcionador de estrutura neutro em meio ácido, utilizando tetraetilortossilicato (TEOS) como fonte de sílica.17 A SBA-15 possui elevada área superficial (aproximadamente 800 m2.g-1), poros em torno de 10 nm e espessura de parede de 3,1 – 6,4 nm.17

    Química e Derivados, Síntese e caracterização de nanocompósitos ZnO:SBA-15 com potenciais aplicações em cosméticos

    Figura 1: Esquema simplificado da síntese da SBA-15

    Nanopartículas de ZnO podem ser incorporadas na matriz inorgânica SBA-15 pelo método pós-síntese, onde a fonte metálica é adicionada a SBA-15 já previamente preparada utilizando etanol como solvente. Os nanocompósitos podem ser caracterizados por espalhamento de raios X a baixo ângulo (SAXS), isotermas de adsorção-dessorção de N2 (NAI), microscopia eletrônica de varredura (MEV). Testes de eficácia e segurança (conforme figura 2), são realizadas pelos professores e alunos da UNIFESP com resultados promissores e publicando artigos científicos que podem auxiliar na indústria cosmética.

    Química e Derivados, Síntese e caracterização de nanocompósitos ZnO:SBA-15 com potenciais aplicações em cosméticos

    Figura 2: Esquema de experimentos realizados pelo grupo de pesquisa UNIFESP, coordenado pelas professoras Tereza Martins, Patrícia Lopes e Vânia Leite.


    Página 1 de 212

    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *