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Silicones – Levam inovação a vários mercados, dos cosméticos à construção

Renata Pachione
7 de outubro de 2020
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    Sustentável – Um contratempo para o avanço do consumo de silicone no setor de cosméticos diz respeito ao fato do ingrediente ser sintético e, portanto, não se enquadrar em certificações de produtos naturais ou derivados naturais. “O nosso maior desafio é desmistificar as informações desencontradas sobre a origem dos silicones, pois eles vêm do quartzo, que é uma fonte natural, e representam 26% do globo terrestre e só agregam benefícios para os produtos de cuidados pessoais”, destaca Cássia.

    Resolvida essa questão, os fabricantes de silicone têm muito a ganhar. Segundo Freire, a demanda por produtos sustentáveis vem crescendo, sobretudo entre os millenials e a geração Z, tornando-se assim uma tendência. “Silicones, de maneira geral, são matérias-primas seguras, tanto para o consumidor quanto para o meio ambiente e por este motivo são amplamente utilizados em aplicações cosméticas, farmacêuticas e médicas”, destaca. Segundo ele, é importante também deixar claro que o apelo de um produto considerado mais sustentável deve levar em consideração não apenas a origem, mas também aspectos como a cadeia de suprimentos e produção.

    Hoje, a sustentabilidade é um tema presente em todo o mercado, não somente na área médica e de cuidados pessoais. Por isso, as principais representantes do mercado de silicones estão envolvidas com a preservação do meio ambiente e a segurança do consumidor, independentemente do setor em que atuem. Conforme explica Vianna, o silicone é um forte aliado desse conceito, promovendo melhorias no desempenho de diversos produtos, que resultam na preservação de recursos naturais. Ele explica isso com um produto para o mercado de tintas e revestimentos. “No segmento de silanos, a Momentive conta com produtos com base água que dispensam o uso de solventes”, diz. Outro exemplo se aplica à agricultura. Trata-se da linha Silwet. Segundo ele, a adição do produto como superespalhante na aplicação de defensivos agrícolas permite, dependendo do tipo de cultura, reduzir significativamente o volume de água utilizada, sem prejudicar o desempenho dos ativos utilizados nos tratamentos.

    O lançamento do Puresil ORG01, da Elkem, dialoga com a procura do mercado por produtos com certificados naturais e com performance. Ele possui cerca de 80% de sua composição derivada da cana de açúcar (correspondente a um hemisqualano utilizado como veículo) e 20% de derivação sintética (o equivalente à porção de elastômero de silicone, responsável pelo sensorial aveludado). “Em um único produto foi possível unir a performance do silicone com um alto índice de derivado natural. Isso abre possibilidade ao formulador de aumentar o teor de derivado natural de uma formulação final cosmética, de acordo com a ISO 16128”, afirma Raquel.

    A Dow acaba de reafirmar seu compromisso com a sustentabilidade. Até 2030, a companhia reduzirá suas emissões líquidas anuais de carbono em 5 milhões de toneladas, alcançando a neutralidade de carbono em 2050. Vale citar, apenas como um exemplo, que utiliza energia renovável para a produção de silício metálico (matéria-prima para o silicone) em suas fábricas de Santos Dumont-MG e do Pará. Entre os produtos, Renata fala sobre o Dowsil 9510 Petroleum Antifoam, um antiespumante base água que para ela é de extrema eficiência e auxilia no processo de separação de óleo/gás/água em plataformas de petróleo, além de apresentar baixo teor de silício. “Trata-se do primeiro produto base água para a aplicação”, diz. Anteriormente, utilizava-se solvente hidrocarboneto nessas preparações.

    Considerado uma solução verde da Wacker, o Belsil eco é produzido com 100% de biometanol oriundo de materiais renováveis. Cássia conta que a companhia é o primeiro fabricante de silicone a rastrear o uso de biometanol em todas as etapas da produção até os produtos finais. A linha conta com dimeticones em viscosidades variadas, uma resina de silicone e um reparador de pontas.

    A Evonik também está comprometida com a sustentabilidade. Um dos exemplos dessa postura se percebe na linha de produtos Polymer & Construction Specialties, que conta com antiespumantes com base em organosiloxanos modificados. “Esses produtos se diferenciam, por exemplo, de outros antiespumantes com bases químicas diferentes, que acabam sendo mais agressivos ao meio ambiente devido à sua maior toxicidade”, explica Gabriel Mattos, executivo de contas América do Sul – Interface & Performance. Os antiespumantes são oferecidos majoritariamente às indústrias de construção, borracha e de adesivos base água.



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