Setor de máquinas: Mercado interno aquecido aumenta demanda

Mercado interno aquecido aumenta a demanda por bens de capital mecânico

– Setor de máquinas e equipamentos: Após um ano ruim – exceto nas exportações –, a indústria brasileira de máquinas e equipamentos deve elevar suas vendas em 2024. Provavelmente não em índices muito expressivos, mas alentadores depois de dois anos consecutivos de quedas.

Caso atingidos, devem ser em grande parte creditados à queda nas taxas de juros e, em menor escala, também aos programas Depreciação Acelerada e Nova Indústria Brasil, recentemente anunciados pelo governo federal.

Este ano, projeta a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), as vendas do setor devem ser pelo menos 3,5% superiores às de 2023.

Detalhe: esse crescimento deve ser obtido principalmente nas vendas ao mercado interno, que pode incrementar sua demanda em 5,5%.

Máquinas: Mercado interno aquecido ©QD Foto: iStockPhoto
Velloso: exportações bateram recorde no ano passado

“As vendas ao exterior quase nem devem crescer, até porque tivemos recorde de exportações no ano passado”, ressalta José Velloso, presidente-executivo da Abimaq.

Tais perspectivas expressam um “otimismo moderado”, decorrente principalmente da queda nas taxas de juros. “É um setor muito suscetível a essas taxas, tanto é que em 2021, quando a Selic chegou a 2%, crescemos 22% e, no ano seguinte, quando ela subiu, houve queda de 5,9%”, relata.

Óleo e gás, construção, saneamento, geração de energia e infraestrutura, de maneira geral, destacam-se entre os setores que mais devem incrementar sua demanda por máquinas no decorrer deste ano, detalha Cristina Zanella, diretora de Competitividade, Economia e Estatística da Abimaq. “Também a indústria de transformação pode contribuir com esse crescimento”, complementa.

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Máquinas: Mercado interno aquecido ©QD Foto: iStockPhoto
Desempenho da Indústria Brasileira de Máquinas em 2023

E, concretizado, esse crescimento virá em boa hora, pois no ano passado a indústria brasileira de máquinas e equipamentos registrou queda de receita de 11%, relativamente a 2022 (ver quadro). Graças, em grande parte, à redução das vendas no mercado interno, pois as exportações foram bem. E muito pela retração da demanda do setor agropecuário, que reduziu suas compras em mais de 20%, e responde por cerca de 30% do faturamento do setor. Mas houve queda também nos negócios com bens de capital, e mesmo com fabricantes de bens de consumo, entre outros mercados.

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